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HOMENS AO MAR

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Candidaturas presidenciais de Sérgio Moro e João Dória vão ficando pelo caminhoImagem de lançamento da candidatura de Sérgio Moro pelo Podemos em novembrodo ano passado: sonho que se sonha só

ATUALIZAÇÃO: O governador João Dória desistiu de desistir da candidatura à Presidência da República. Após conversa tensa com o vice-governador, Rodrigo Garcia, Dória manteve a decisão de deixar o cargo nesta sexta-feira - no que se habilita para o jogo sucessório nacional. Permanece, entretanto, o desafio de se descolar do desconhecido (e desprepeparado) André Janones (Avante), lá na rabeira dos levantamentos dos intitutos de pesquisa. Sem isso, só adia o desapego.

Os sacolejos do caminhão de mudanças da sucessão presidencial devem atirar na poeira do caminho dois dos mais pretenciosos nomes que sonharam, um dia, ter assento garantido no Palácio do Planalto, a partir do próximo ano.

Em guinada que surpreendeu o mundo político, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), anuncia ainda hoje (se não mudar de ideia) que permanece no Palácio Tiradentes. Sua desincompatibilização deveria acontecer até amanhã, mas Dória ameaça jogar a tolha depois de muito patinar nas pesquisas de intenção de votos.

Abre, com sua decisão, uma crise sem precedentes no PSDB paulista, onde o vice-governador Rodrigo Garcia foi convencido pelo próprio Dória para entrar no partido com a garantia de que receberia o governo agora em abril, com a prerrogativa de ser candidato à reeleição. 

Dória fora da disputa aplaina o caminho para o agora ex-governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que voltar a sonhar em ser o candidato dos que restou no ninho tucano – prestes a cair no colo do deputado Aécio Neves, que boicota o governador de São Paulo, seu inimigo figadal, dia sim e outro também.

Eduardo Leite foi convencido por Aécio a desistir da filiação ao PSD de Gilberto Kassab, já na expectativa de virar o jogo dentro do PSDB com a péssima performance de Dória nas pesquisas.

 MORO NA POEIRA

Quem também deve dar um passo rumo à saída de cena da sucessão presidencial é o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), que confirmou sua filiação ao União Brasil nesta quinta-feira (31), antes do fim da janela partidária, no próximo sábado.

O ex-juiz também mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo, onde deve disputar uma vaga para o Senado ou Câmara dos Deputados pelo União Brasil. 

Moro anda sem rumo. Sinalizou seu interesse em disputar o Senado pelo Paraná, mas pisou no calo de Álvaro Dias, seu aliado de primeira hora. Dias vai disputar a reeleição para o cargo de senador.

O Podemos não andava nada empolgado com a candidatura presidencial de Moro, que a essa altura, é mero estorvo para os deputados do partido – eles querem o fundo eleitoral com foco na formação de uma base parlamentar ao invés de investir sua fatia no bolo na periclitante jornada presidencial do ex-ministro.

FATO NOVO

A desistência de Dória e a mudança partidária de Moro para o União Brasil requentam os sonhos de formação de uma terceira via com alguma chance de romper a polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Moro sonhava ser o nome do União do Brasil na disputa pelo Palácio do Planalto, mas o partido também não se empolga com o projeto. Ele não será bem-vindo ao União Brasil e deve receber como prêmio de consolação a legenda para a disputa de cadeira parlamentar por São Paulo.

Eduardo Leite faz reentrada no jogo com via PSDB após a desistência de João Dória. 

Sobra espaço para Eduardo Leite, que vai buscar convencer a senadora Simone Teber (MDB) a ser sua companheira de chapa – em nova versão do casamento entre tucanos e o MDB (sempre rachado em capitanias hereditárias, contrárias a um projeto nacional).

A dupla aspira ser o fato novo na sucessão presidencial, capaz de buscar o eleitor indeciso e adepto do nem Lula nem Bolsonaro. Quanto a Moro, o rejeitado, será o próximo a desistir da disputa nacional. É questão de tempo.

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