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POR ONDE ANDA A CABEÇA DO LULA?

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Série de declarações polêmicas assusta aliados e deixa bolsonarismo em festa

Janja ao lado do ex-presidente Lula: casado marcado e metralhadora 'falatória' em disparos

O ex-presidente e novamente candidato Luiz Inácio Lula da Silva, 76 anos, vai se casar, em maio, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja. Não se sabe se é a proximidade do enlace que tem mexido com a cabeça (branca) do petista. O fato é que ele tem pisado feio na bola ao longo dos últimos dias.

A sensação de aliados e analistas políticos é de que Lula atravessa a rua para - voluntariamente - escorregar na casca de banana. As falas do presidente surpreendem, especialmente porque ele é uma pessoa calejada - uma reposa muito felpuda da política.

A imprensa, claro, não perdoa suas gafes e até as tira de contexto. Já o bolsonarismo agradece e toca fogo nas redes sociais. Não é muito comum um candidato servir de cabo eleitoral às avessas de adversários. Com Lula, então, chega a ser espantoso.   

Entre as declarações fora do tom, o ex-presidente sugeriu na última segunda-feira, em evento na CUT, que sua claque fosse bater na porta de deputados para “incomodar a tranquilidade” dos parlamentares e suas famílias, em tentativa de convencimento para as pautas de interesse do sindicalismo.

A reação bolsonarista, para surpresa de ninguém, não veio em melhor estilo. Houve quem prometesse receber os manifestantes a tiros.

TEMA TABU

Lula ainda achou tempo para fazer uma profissão de fé pró aborto, que é “questão de saúde pública” ao mimetizar as desigualdades sociais no Brasil. Enquanto mulheres pobres morrem em clínicas clandestinas, as ricas abortam em melhores condições.

Jogou gasolina em assunto polêmico, especialmente em tempos de eleição. Cristãos, especialmente aqueles do business evangélico, além de políticos conservadores, foram ao delírio.

Basta dizer a liinha fina que a então candidata Dilma Rousseff teve que trilhar para se desvencilhar do tema - tabu ainda forte no Brasil

Lula bota para correr o eleitor que precisa desesperadamente para impor uma derrota maiúscula a Bolsonaro e minimizar os impulsos golpistas que o presidente anuncia dia sim e o outro também.

GO HOME

O noivo de Janja também cutucou com vara curta o vespeiro das Forças Armadas, que Bolsonaro atrai diariamente para sua empreitada anti-democrática. Lula avisou que vai demitir os cerca de 8 mil militares que o atual governo pendurou em prebendas sem fim.

Sim, vai ser necessário ‘desbolsonarizar’ o governo caso eleito. Não se pode governar cercado de inimigos (armados), mas não precisa antecipar uma decisão que só terá efeito na hipótese de ser eleito. Antes disso, é estratégia burra e estéril.

Mas não foi só. Na esteira da escalada de bobagens proferidas pelo ex-presidente veio um ataque ao eleitor de classe média. Na terça-feira, numa fala em evento na companheira Fundação Perseu Abramo, Lula resolveu bater na ‘zelites’.

As elites brasileiras, segundo o petista, são “escravista” e a classe média ostenta, a seu juízo, “padrão de vida acima do necessário”.

Ataques desnecessários, porque, nesta mesma semana, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, jantou com a nata do empresariado nacional.

Além disso, parcelas importantes da classe média - em espéciel o funcionalismo e gente com curso universitário - é mandiocal cativo do lulo-petismo. Não se tange o leitor impunemente.

NOITE DE VERÃO

Tudo isso acontece no exato momento em que as pesquisas mostram a recuperação de Jair Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto.

Os petistas, até outro dia, juravam que o presidente estaria fora do jogo ao propagarem o tolo e infantil sonho de noite de verão de que Lula venceria - de lambada - já no primeiro turno.

Despretenciosas ou não, as gafes de Lula causam espanto. Se for uma estratégia pensada, ela carece de sentido.

IRRACIONAL 

Qual é o racional em provocar potenciais eleitores e dar, na bandeja, munição para o adversário reforçar os velhos clichês contra Lula e o que ele representa?

Lula está com a cabeça nas nuvens, como se fosse um adolescente apaixonado? O petista avalia que tem gordura de sobra para queimar nas pesquisas de intenção de voto e se permite esses excessos de confiança?

Ou, em hipótese pior, acredita, no íntimo, que o eleitor e aliados, por falta de opção, é obrigado a conviver com seus erros de avaliação.

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