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Minas quer tornar ‘água dura’ mais potável para o consumo de moradores do semiárido

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana (Sedru) firmou acordo com o Instituto de Gestão das Águas (Igam) para aplicar, em Minas Gerais, a metodologia adotada pelo governo federal na recuperação, implantação e gestão de sistemas de dessalinização no semiárido mineiro. Os recursos foram aprovados há quase dois anos e o novo titular da Sedru, Luiz Tadeu Martins, elegeu o tema como prioridade da pasta, no âmbito do Água Doce, programa coordenado em nível nacional pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o governo mineiro, instituições federais, municipais e sociedade civil, com o objetivo de mitigar a escassez de água em comunidades urbanas e rurais por meio do tratamento da água e do fornecimento do produto em boas condições para o consumo.

A meta é construir 69 sistemas, em 20 municípios dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas, com base em critérios como IDH, dureza da água e questões socioambientais. O foco serão áreas que enfrentam problemas críticos de seca e que já possuem poços tubulares perfurados, com vazão, mas que não estão sendo utilizados devido à baixa qualidade do recurso encontrado. As chamadas águas duras ou salobras, como o norte-mineiro entende melhor, são aquelas com pH (poder de hidrogênio) superior a sete. Cada sistema de tratamento terá capacidade para atender, em média, 600 pessoas, garantindo a elas o acesso mínimo diário a cinco litros de água.

O programa será feito em três etapas. As duas primeiras, de diagnóstico e fiscalização, já foram licitadas, no entanto, as ordens de serviço ainda não foram dadas e a fase de diagnóstico das localidades ainda não foi concluída. Depois disso, começam as obras. Os investimentos de R$15,5 milhões do Governo Federal e R$1,5 milhão do Governo de Minas. De acordo com o secretário Tadeu Martins Leite, a Sedru vai acelerar as ações do programa, a começar pela capacitação dos técnicos, que o Ministério deve realizar no próximo mês. “Vamos estabelecer uma política pública permanente de acesso à água incorporando cuidados ambientais e sociais na gestão dos dessalinizadores, pois, não basta prover água tem que ser água de qualidade”, afirma o secretário.

Água doce

O Programa Água Doce (PAD), que visa minimizar a escassez de água em comunidades urbanas e rurais do semiárido do país, por meio do tratamento e fornecimento da água em boas condições para o consumo, pretende implementar 1.200 sistemas de dessalinização, até o final de 2016, com investimentos totais de R$ 240 milhões, e beneficiar 500 mil pessoas que sofrem com a falta de água potável. Os nove Estados do Semiárido conveniados com o Programa - Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe – participam do encontro, que acontece até sexta-feira (13), e tem o objetivo de apresentar o cronograma de execução dos convênios em cada um dos estados e também promover orientações técnicas para as próximas etapas do programa.

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