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DEMORA PARA REDUZIR DESPERDÍCIO NO GORUTUBA

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Obras que vão garantir economia de água em até 40% no perímetro de irrigação custam a sair do papel

O superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Minas Gerais, o ex-deputado e ex-prefeito de Janaúba Dimas Rodrigues (PMDB), precisa agir mais e falar menos. Dimas está envolvido, há um bom tempo, com as prometidas ações da empresa estatal para reduzir o desperdício de água no perímetro irrigado Gorutuba, no norte de Minas Gerais. A meta é estancar a sangria que joga pelo ralo até 40% do líquido que trafega pelos canais do perímetro, localizados nos municípios de Nova Porteirinha e Janaúba.

O tempo passa, o tempo voa, mas as intervenções nunca terminam e sobram imagens de desperdício - como essa da foto ao lado. Em favor do peemedebista Dimas e do atual governo há que se reconhecer que alguma medida foi tomada após décadas de obsolescência da estrutura do projeto. Ainda assim, e por isso mesmo, a solução precisa vir rápido. Quantos balanços e coletivas de imprensa o superintendente ainda vai protagonizar antes de bater o martelo para o assunto? E o que dizer do Projeto Jaíba, de maior porte, onde a água passeia sertão afora também em canais abertos e suscetíveis à evaporação? 

O último balanço divulgado pelo Codevasf dá conta que a conclusão das obras de reforma e modernização que estão sendo empreendidas no projeto “estão avançadas em 35%” e têm um investimento total previsto de R$ 95 milhões, recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Melhor seria dizer que estão atrasadas em 65%, porque já se passaram dois anos desde o seu anúncio. Ora, a água é um produto cada vez mais escasso no Norte de Minas e vê-la jorrar ao léu é um tapa na cara do sertanejo.

Segundo o discurso oficial, quando o sistema estiver concluído e em operação, os 426 usuários do perímetro passarão a contar com significativa melhoria na eficiência de condução e distribuição de água. “Dessa forma, será possível aumentar a reserva de água na barragem, garantindo o fornecimento aos produtores, mesmo em períodos de baixa precipitação como o que vem ocorrendo nos últimos anos”, explica o chefe da Unidade de Gestão dos Empreendimentos de Irrigação da Codevasf em Minas Gerais, engenheiro agrícola Marcos Egídio. Tomara que não seja no Dia de São Nunca, porque essa explicação do seu Egídio chega com atraso de pelo menos 10 anos.

Outros fatores que beneficiarão os produtores do Gorutuba, acrescenta Egídio, serão as reduções nos custos da manutenção da infraestrutura de uso comum e no de energia elétrica parcelar para parte do irrigantes. As obras da reforma estrutural do perímetro permitirão a transformação de parte do sistema de condução de água de canais abertos para o sistema de tubulação.

Tubos em lugar dos canais...

Na primeira fase, ora em execução, estão sendo implantados 56.426 metros de tubulação, com investimento de aproximadamente R$ 57 milhões. O projeto prevê a substituição de parte do canal principal e toda a rede de canais secundários, terciários, quartenários e quinternários por tubulação pressurizada gravitacionalmente, aproveitando a carga hidráulica disponível em relação à barragem do Bico da Pedra, com capacidade de armazenamento de 705,6 milhões de m³.

Além dessas substituições, também serão implantados um sistema automação e controle, um sistema de medição parcelar de consumo de água e monitoramento de água nas estruturas do canal/adutora.

Irrigante no perímetro, o produtor Gustavo Lagen espera que a tardia ação governamental possa mesmo garantir a chamada segurança hídrica, nome meio atucanado para a certeza de que eles terão água para irrigar seus plantios. A expectativa geral é para que o ex-deputado Dimas Rodrigues atue para reduzir os riscos de racionamento que há um bom tempo tira o sono dos produtores e causa incertezas sobre investimento nos município.

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