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DRUMOND CRITICA EDUCAÇÃO SUPERIOR

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Durante fala em formatura da Unimontes, ex-reitor critica qualidade de cursos oferecidos no país

Com informações de Waldo Ferreira - Jornal Daqui

Setores do PT no Norte de Minas não gostaram nem um pouco do discurso que o ex-reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) José Geraldo Drumond fez durante solenidade de colação de grau de acadêmicos de vários cursos, na noite de quarta-feira (28), no Salão de Eventos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O ex-reitor fez duras as críticas à política do governo federal para o ensino superior.

Drumond, que discursava na condição de patrono geral dos graduados, adotou tom político nas críticas ao que ele chamou de “falência” do projeto educacional adotado pelo governo federal. O ex-reitor recorreu a alguns dados para desancar o governo e o atual partido da ordem, PT, há 12 anos no poder, que não foi citado nominalmente.

Petistas atribuem o mau-humor de Drumond ao que seriam “resquícios” da última campanha eleitoral, quando o PT impôs derrota acachapante ao PSDB ainda no primeiro turno, além das duas derrotas no confronto presidencial entre Aécio Neves e Dilma Rousseff. O ex-reitor, um aliado histórico do tucanato mineiro na região, fez duras criticas ao aumento da oferta de cursos superiores e ao maior acesso de pessoas pobres à universidade, encarados como avanços históricos no Brasil.

O professor Drumond discorda da propaganda oficial que cita acesso pleno aos cursos superiores. No discurso, ele afirmou que isso não corresponde à verdade que alunos de famílias pobres continuam sem acesso à academia. A crítica dos petistas é que, ironicamente, boa parte dos formandos dos quais o ex-reitor foi patrono é resultado da nova realidade educacional brasileira. Drumond discorda com a atual proliferação de cursos superiores em detrimento da qualidade no ensino – no que, aliás, ele está corretíssimo.

COMEÇAM OS ‘APAGUINHOS’ NO NORTE DE MINAS

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Atraso na escolha da empresa responsável pela iluminação pública começa a deixar cidades no escuro

A Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amans) assinou na quinta-feira (29), em Pirapora, a assinatura do contrato com multinacional espanhola Asolar Energy Projetos e Serviços para a prestação dos serviços de manutenção da iluminação em 72 cidades afiliadas. O evento, que ganhou tom de festa, reuniu cerca de 50 pessoas, entre prefeitos, secretários municipais, vereadores e assessores.

A Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) deixou de fazer a troca de lâmpadas nas cidades de mineiras no final do ano passado, após o fim do prazo determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que os municípios assumam os ativos de iluminação pública.

Para contornar as dificuldades que pequenas cidades teriam para cumprir com a nova obrigação, a Amams criou o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimans). ”As prefeituras viram que teriam dificuldades em assumirem, sozinhas, esse serviço e decidiram fazer essa pactuação”, explica o secretário-executivo da Amams, Luiz Lobo. O executivo diz que o Consórcio já está em pleno e que, além do trabalho da iluminação pública, vai abrigar ainda uma central de compras para os municípios para ganhar escala na aquisição de medicamentos, material escolar, entre outros insumos que podem ser adquiridos pelo sistema de grupo.

O Consórcio Intermunicipal foi o responsável pela licitação que escolheu a espanhola Asolar Energy para realizar serviços de manutenção da iluminação pública nas ruas das cidades consorciadas – com exceção da troca ou instalação de postes, que continua a cargo da Cemig. No caso da Amams, a empresa espanhola ofereceu preço unitário de R$ 4,60 pela manutenção de cada poste de luz. O Cimams vai contratar a manutenção de 92 mil pontos de iluminação, o que corresponde a desembolso mensal de R$ 423 mil (ou R$ 5 milhões por ano), custo que será dividido proporcionalmente ao tamanho de cada cidade.

Por conta do atraso na licitação, que recebeu contestação judicial, criou-se um vácuo na manutenção da iluminação de ruas de diversas cidades filiadas a Amams. Na prática, começa acontecer um apagão porque as lâmpadas queimadas não estão sendo substituídas. Relatos de ruas no escuro já começam a aparecer nas redes sociais, mas a população ainda não em consciência de que cabe às prefeituras a responsabilidade pela troca. Há uma discussão em aberto se a Cemig deverá ou não prestar o serviço, até que a nova empresa consiga dar conta do recado.

Licitação para call center

PIMENTEL: NORTE DE MINAS VIVE 'COLAPSO HÍDRICO'

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Governador diz que Estado pode ter racionamento de água em três meses


Marcas de assoreamento dão lugar às enchentes de janeiro no leito Velho Chico em Manga: crise da água tira sono dos governos (Foto: Isaias Nascimento)

O primeiro mês de Fernando Pimentel (PT) no governo de Minas Gerais ganha contornos de gabinete de crise, a principal delas a que ameaça o abastecimento de água para boa parte das cidades mineiras. Pimentel tomou um susto com a crise hídrica no Estado, que classifica como “grave” e à beira do “colapso”. No norte de Minas, por sinal, o termo “colapso” é o que melhor descreve a situação, segundo palavras do governador logo após se reunir por uma hora com a presidente Dilma Rousseff e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, no final da manhã desta quarta-feira (28) aqui em Brasília.

Pimentel afirmou que a situação na região metropolitana de Belo Horizonte “é crítica”, e nas cidades do norte do Estado beira o “colapso” no fornecimento para consumo humano. O baixo nível da vazão do Rio São Francisco em pleno mês de janeiro já ameaça o abastecimento de cidades como Jaíba e Itacarambi. No caso de Jaíba, a captação é realizada em dos canais utilizados para a irrigação de lavouras do projeto de irrigação existente no município.

O governador foi mais enfático quanto a possibilidade de racionamento e voltou a afirmar que a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) já se prepara para cobrar sobretaxa dos consumidores que excederem a média de consumo observado no ano passado.

Redução de 30% no consumo

ÁGUA PARA TODOS

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Codevasf diz que está perto de concluir instalação de cisternas do programa federal no Norte de Minas

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) promete concluir a instalação das cisternas do programa Água Para Todos em municípios do Norte de Minas até o fim deste semestre. A meta da empresa é concluir a distribuição de 27,5 mil cisternas de polietileno para igual número de famílias em 1.807 comunidades rurais, espalhadas por 42 municípios.

O superintendente da Codevasf em Minas Gerais, Dimas Rodrigues, 80% da meta estabelecida já foi alcançada e hoje faltam pouco mais de cinco mil unidades para serem instaladas. Dimas Rodrigues explica que a estratégia para que o atendimento chegasse de forma democrática às famílias realmente necessitadas da política de convivência com a estiagem foi a de criação de comitês gestores, formados por moradores dos municípios beneficiados, lideranças comunitárias, representantes municipais ligados ao serviço de ação social, técnicos da Codevasf e representantes dos poderes executivo e legislativo municipais.

Segundo o engenheiro agrônomo da Codevasf Vandilson Soares Cunha, coordenador local do programa executado pela Companhia, essas cisternas podem armazenar até 16 mil litros de água da chuva, o suficiente para abastecer uma família de cinco pessoas durante seis meses de estiagem. Nesse período, a água pode e deve receber o tratamento adequado para consumo humano; basta para isso o usuário seguir as orientações que recebem dos técnicos da Codevasf. A expectativa da empresa agora é para que chova em quantidade suficiente para encher esses reservatórios e garantir a oferta da água no período da seca na região.

MONTES CLAROS PRODUZ BIODIESEL DE SEBO

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Usina da Petrobras no município vai triplicar capacidade do refino de sebo bovino

Com informações da Agência Brasil

A usina de biodiesel da Petrobras Biocombustível, em Montes Claros, no Norte de Minas, deve triplicar a capacidade de processamento do sebo bovino, que passará de 50 mil para 158 mil toneladas por ano. Com a ampliação, o óleo refinado a partir do sebo bovino representará 35% no mix de matéria prima utilizada na produção do Biodiesel 100 (B-100), índice máximo permitido nas especificações do combustível.

O governo federal parece buscar, com a medida, uma mudança no uso inicialmente previsto para a Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro, considerada um 'elefante branco' por especialistas do setor. É que, além da localização ser considerada distante de centro consumidores, a escolha por Montes Claros teria sido política e não técnico-econômica. Inaugurada pelo então presidente Lula, em abril de 2009, a processadora deveria ser alimentada pela produção da mamona por meio da agricultura familiar no semiárido, atividade que ainda não deslanchou no entorno de Montes Claros.

A usina custou R$ 100 milhões de reais. O caso da usina Darcy Ribeiro mostra o fracasso do programa nacional do biodiesel patrocinado pelos governos Lula. A utilização do sebo para a produção do produto é complementar, boa parte do biodiesel produzido no país utiliza a soja como matéria prima. A mudança na vocação da usina pela Petrobras pode ser ainda outra aposta errada do governo, já que os rebanhos do Norte de Minas tiveram forte redução com a estiagem dos últimos três anos. 

O sebo bovino, quase sempre produzido por grandes frigoríficos, é a segunda principal fonte do produto considerado ambientalmente correto. O problema é que atividade de abate passa por longa e grave crise na região, com o sucessivo fechamento dos frigoríficos. Agora mesmo, há uma forte migração do rebanho em direção a outras regiões do país, em movimento dos pecuaristas para aproveitar o alto preço pago pelo boi e evitar perdas futuras em caso de agravamento da seca na região. De todo modo, é alternativa correta diante da opção pelo fechamento puro e simples da cara unidade da Petrobras em Montes Claros.

De acordo com informações da empresa, a construção da nova unidade de refino físico será iniciada em fevereiro e entregue em outubro. A gordura animal utilizada no processo também gerará sebo refinado e ácido graxo, coprodutos de grande valor comercial.

Na avaliação da Petrobras, se comparado ao biodiesel vegetal, o de gordura animal é mais vantajoso e, por isso, ganha cada vez mais espaço como opção de matéria-prima. “O maior grau de cetano garante melhor ignição do combustível e tem influência direta na partida e no funcionamento do motor”.

Escoamento para a Bahia