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AÇÃO COLETIVA DE DESPEJO

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Ministério Público pede afastamento de quatro vereadores em São João da Ponte

[COM BLOG DO FÁBIO OLIVA] - Mais um lance do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para colocar um ponto final na série de escândalos que varreu o município norte-mineiro de São João da Ponte ao longo dos últimos anos. O promotor João Paulo Fernandes requereu, na segunda-feira (16), afastamento cautelar de quatro dos atuais 11 vereadores da Câmara Municipal local. Abelar Pinto, Geraldo Filogônio Ferreira, Jucilene Fagundes Borges e José Geraldo de Lisboa Cordeiro são investigados por suspeita de terem recebido propinas de R$ 50 mil, cada um, para evitar a instauração de processo de cassação do ex-prefeito Fábio Luiz Fernandes Cordeiro, o Fábio Madeiras (PTB).

O acordo envolvia ainda o voto favorável do quarteto para a aprovação das prestações de contas de sua administração, na contramão de parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). O justifica o pedido de afastamento com o argumento de que, ao permanecer no exercício dos seus mandatos, os acusados podem tentar influenciar as testemunhas a serem ouvidas.

A ação de improbidade também aponta como réus o ex-prefeito Fábio Madeiras, o ex-presidente da Câmara Municipal de São João da Ponte, Elmon Antunes Cordeiro, o ex-vereador Lauzimar Rosa de Lima, e o notório Marcus Vinícius Crispim, o Corby, que recentemente deixou a prisão após condenação em outro processo que envolve danos ao erário de prefeituras do Norte de Minas. Coobe a Corby a tarefa de pagar aos vereadores supostamente corrompidos, com a caução de cheques da Prefeitura de São João Ponte. Os cheques foram para no Ministério Público, que deu início à ação por improbidade.

Segundo o MP, Corby é acusado de ter sido a pessoa que “trocou” os cheques emitidos pelo então prefeito Fábio Madeiras. Os valores seriam pagos posteriormente por meio da emissão de notas fiscais frias, referente a serviços que jamais foram prestados, a exemplo do aluguel de máquinas.

PROFESSOR CANELA SEGUE NA UNIMONTES ATÉ 2018

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Segundo colocado na escolha acadêmica, reitor é empossado para mais quatro anos no cargo

O mais do mesmo agora oficializado. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, José Vicente Gamarano, empossou, na tarde da segunda-feira (15/12), o professor João dos Reis Canela, que assina termo de investidura na foto ao lado, como reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) para mandato pelos próximos quatro anos (2014/2018). A posse aconteceu no gabinete do secretário, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, com a presença de autoridades. O professor João Canela foi reconduzido ao cargo no dia 4 de dezembro último pelo governador Alberto Pinto Coelho (PP) e terá como vice o colega Antonio Alvimar Souza.

Ao nomear Canela, o governador rompeu com a tradição de validar o nome mais votado em lista tríplice escolhida pela comunidade acadêmica. O nome mais votado na eleição direta para formação da lista foi o do professor Wagner Santiago, que contava com o apoio do deputado estadual Arlen Santiago (PTB). Alberto Pinto Coelho optou por manter João Canela no cargo numa espécie de mimo para o também deputado e correligionário Gil Pereira (PP).

"Essa posse representa uma proposta coletiva de construção da Universidade Estadual de Montes Claros, em um momento importante no qual realizamos ações estruturantes, como o concurso público para professores, que está em pleno andamento, e garantirá a estabilidade e uma nova perspectiva para nossas atividades", disse o professor Canela ao ser empossado. Canela destacou que a posse é a ratificação de um compromisso pessoal com a Unimontes, mas também o compromisso coletivo.

"Precisamos pensar coletivamente e não apenas individualmente", pontuou o reitor, que chegou a dizer que não aceitaria continuar no cargo caso não o mais votado pelo pessoal da Unimontes, mas voltou atrás ao optar por ficar mais quatro anos no comando da maior instituição universitária do meio-norte mineiro. A guinada de Canela talvez faça parte desse ‘pensar coletivo’. O continuísmo continuado de Canela impede, por ora, o sinal de oxigenação que a instituição parece precisar -- a se considerar o recado mandado pela via democrática das urnas.

Como a eleição na Unimontes atravessa o intramuros dos campi e acaba reverberando para o xadrez político do norte-mineiro, a alternativa talvez fosse trocar seis por meia dúzia na tentativa de tirar a influência de Gil Pereira para colocar Arlen Santiago no arredores da Unimontes. Santiago pode ser um político em trajetória descendente na propor inversa de eventual sucesso na gestão estadual petista - de iminente começo.

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CAMPUS-SEDE RECEBE SERVIÇOS DE LIMPEZA E REVITALIZAÇÃO

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O campus-sede da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) recebe uma série de serviços de limpeza, manutenção e revitalização de todas as suas áreas de jardinagem, estacionamento e espaços afins. Orçados em R$ 232,8 mil, os serviços são executados por uma empresa especializada, contratada por intermédio de licitação – modelo pregão eletrônico.

O contrato firmado vai se estender até maio de 2015 para limpeza e manutenção com alcance de área total de 78 mil metros quadrados no Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro. Conforme o processo licitatório, os serviços serão executados com máquinas pesadas e mão de obra própria nos canteiros, espaços do estacionamento, jardins e bosque – sob supervisão da direção de Gestão de Campi.

O serviço de plantio de novas placas de grama na área dos canteiros das duas avenidas de acesso ao campus-sede já começou e, quando concluído, vai adicionar 730 metros da grama tipo esmeralda, mais adaptável às condições climáticas da região Norte de Minas.

Os trabalhos que abrangem toda a extensão do Campus Universitário – incluindo o Centro Esportivo Universitário Reitor João Valle Maurício – incluem: poda e plantio de árvores, capina (manual e mecânica), reforma dos jardins e pintura de meio-fio. As obras de limpeza e manutenção serão implementadas sem prejudicar as demais atividades da instituição, assegurando um melhor aspecto para o campus e mais conforto e segurança para professores, acadêmicos, servidores técnico-administrativos e visitantes.

MÁQUINAS VOLTAM À BR-135

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Retomada do trecho Montalvânia-Monte Rei anima população do extremo-norte mineiro


Máquinas de volta ao leito da BR-135: enfim a retomada da pavimentação (Imagens: Zé da Farmácia)

Conforme este Em Tempo Real antecipou aqui em meados de outubro, as máquinas estão de volta à BR-135 para a retomada das obras de pavimentação do subtrecho entre Montalvânia e Monte Rei, com extensão de 18,4 quilômetros, no extremo Norte de Minas. A ordem de serviço saiu há pouco mais de um mês, quando o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) autorizou a construtora Ethos Engenharia, vencedora da licitação na modalidade RDC (regime diferenciado de contratações públicas), a reiniciar a obra paralisada há quase três anos.

Usuários da rodovia comemoram a retomada da obra, que complementa a pavimentação entre Manga e a divisa com o estado da Bahia, iniciada há mais de quatro anos. A população de municípios da região, entre eles Manga, Montalvânia e Juvenília, espera pela medida que coloque fim ao impasse que paralisou a obra desde o final de 2011, quando a firma responsável pela pavimentação, a SPA Engenharia, não conseguiu cumprir cronograma acordado com o Ministério dos Transportes e deixou a região sem sequer concluir a fase de terraplanagem da rodovia.

Já o trecho da BR-135 entra Manga e Itacarambi segue mais ou menos no mesmo estágio em que se encontrava há um ano. A licitação para contratação da empresa responsável pela obra ainda esbarra nos impasses ambientais existentes no seu traçado. Um deles são as cavernas do Parque Nacional do Peruaçu e a possível existência de sítio arqueológico com restos mortais de antepassados da etnia indígena xakriabás. O tempo passou e, até aqui, o avanço possível foi a liberação da licença ambiental para tocar a pavimentação no rumo de Itacarambi. Atualmente uma empresa de Goiânia realiza estudos técnicos para a elaboração do projeto-executivo que deve alimentar as esperanças da retomada da obra.


Veja também:

CANTEIRO DE OBRAS NA BR-135 SAI ATÉ FINAL DO ANO

FUZUÊ NO DIA DOS GERAES

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Além de esvaziado, evento foi marcado por festival de constrangimentos explícitos e outros nem tanto

O prefeito de Matias Cardoso, Edmárcio Moura Leal (PSC), ao microfone na foto ao lado, não conseguiu esconder sua frustração com a sétima edição do ‘Dia dos Geraes’, que levou a cidade mais uma vez, e de forma simbólica, a ser a sede do governo mineiro por um dia. "Deveria ter todas as pompas do Estado, com a presença dos três poderes", queixou-se o prefeito em entrevista para uma TV da região. O esvaziamento da festa foi antecipado aqui por este sítio. 

A começar pela ausência do governador Alberto Pinto Coelho (PP), a solenidade foi uma série sem fim de constrangimentos. Teve de tudo: homenageado que não deu as caras, ausências dos deputados ligados ao governo que acaba, pessoas laureadas em outras edições novamente convocados para receber a comenda e por aí vai.

Presenças garantidas em eventos anteriores, Gil Pereira (PP), Carlos Pimenta (PDT) e Tadeu Leite Martins (PMDB), além de Arlen Santiago (PTB), não deram as caras por lá. Arlen, por sinal, enfrentou o constrangimento de ter um apadrinhado seu, o professor Wagner Santiago, preterido pelo governo estadual pela segunda vez em menos de uma semana. Candidato mais votado na eleição para a escolha da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), o nome do professor Santiago foi recusado na lista tríplice encaminhada ao governador Alberto Pinto Coelho. O escolhido foi o atual reitor, João Canela.

Deputado vetado