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CHUTES NA CANELA NA BRIGA PELA UNIMONTES

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Ruídos da política nos rumos da maior Universidade do meio-norte mineiro

Coube ao governador Alberto Pinto Coelho (PP) a tarefa inglória de apagar as luzes do período do aecismo em Minas. Um dos abacaxis que o goiano Pinto Coelho ainda precisa descascar antes de pegar o boné, é a escolha, a partir de lista tríplice, do nome do futuro reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Há rumores dando conta de fortes pressões para que o governador ignore o nome mais votado pela comunidade acadêmica, o professor Wagner Santiago, que obteve 39% dos votos válidos na eleição da semana passada.


Wagner é apadrinhado pelo deputado estadual Arlen Santiago (PTB), mas pode ser atropelado por gestões do também deputado Gil Pereira (PP) junto ao Palácio Tiradentes. Gil, que é do mesmo partido de Alberto Pinto Coelho, defende a recondução do atual reitor, João Canela, ao cargo. Canela ficou com 35% dos votos e pode ser induzido a quebrar o juramento de que só permaneceria no cargo na hipótese de ser o mais votado.

Vale para o caso aquela máxima de que, em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão. Arlen Santiago e Gil Pereira já não se bicavam no período das vacas gordas, em que competiam entre si pelos mimos do senador Aécio Neves e companhia. O comando da Unimontes é um dos poucos cargos pelos quais a dupla ainda pode brigar, já que PT e PMDB afiam suas garras para abocanhar tudo que estiver ao alcance a partir de janeiro.

A disputa pelo comando da maior universidade do meio-norte mineiro contou ainda com a participação do professor João Batista Silvério (26% dos votos). Silvério, que é médico, tem matiz petista, além de ser um entusiasta da importação de colegas de Cubas e outras praças. Não faltaram devaneios na praça de que seria ele o indicado, em improvável gesto de boas-vindas do atual governador para com o sucessor, o petista Fernando Pimentel. Nonadas.

A sucessão na Unimontes virou queda de braço com potencial para ser decidida pelo senador Aécio Neves, que já teria escalado o deputado Marcus Pestana (PSDB) para levar sua orientação sobre o tema aos ouvidos do governador. Entre a cruz e a caldeirinha, Alberto Pinto Coelho poderia sair pela tangente da validação do nome mais votado, mas não se trata de saída fácil. Em casa que falta pão... A definição tríplice deve sair até 4 de dezembro. Cada um a seu tempo, os ex-governadores Aécio Neves e Antonio Anastasia optaram por respeitar a escolha da academia. Pode ser por aí. A conferir.

MESTRA ANTENADA

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Professora montes-clarense volta a acertar tema da redação do Enem

[COM ASSESSORIA DE IMPRENSA] - Publicidade infantil foi a proposta da prova de Redação do Enem 2014. O tema, que pareceu novidade para muitos candidatos que prestaram o exame no último fim de semana, diante a uma lista de outros assuntos tidos como mais prováveis de serem explorados na avaliação deste ano, não foi surpresa para alunos da professora Eva Cunegundes, de Montes Claros. Ela explorou o tema em disputado curso particular que ministra na cidade.


Outra coincidência aconteceu com o gráfico que serviu como um dos textos de apoio da Redação do Enem. Foi o mesmo que a professora utilizou em atividade para seus alunos do Colégio Sólido, onde leciona aulas de Redação e Português, visando ilustrar tema relacionado que trabalhou em sala de aula: a publicidade de alimentos para crianças no mundo e a obesidade infantil.

Em 2013, Eva Cunegundes também havia previsto o tema da Redação do Enem, que tratou sobre a Lei Seca, e igualmente utilizado em sala de aula uma das ilustrações do enunciado da prova, chamando a atenção de todo o país. Ela lembra que o tema deste ano foi trabalhado no mês de abril, época em que foi publicada resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente considerando como abusiva a publicidade que incentivasse a criança a consumir produtos ou serviços sob o uso de linguagem infantil.

TRAVESSIA: BALSEIROS CRIAM CONSÓRCIO PARA LEILÃO

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Balseiros correm contra o tempo para participarem de leilão para concessão dos serviços de travessia sobre o Velho Chico

### Para empresários, regularização da travessia veio em boa hora e dá mais segurança a concessionários


Surpresa total. Foi essa a reação dos seis empresários que exploram a travessia do Rio São Francisco, por meio de balsas, entre os municípios de Manga e Matias Cardoso, no extremo Norte de Minas, com a publicação do edital de concorrência pública para a escolha dos novos concessionários responsáveis pela exploração e administração do serviço. “Ninguém esperava que esse edital fosse sair tão rápido”, disse um deles em conversa com o site.

Após se debruçarem sobre o edital, os balseiros chegaram à seguinte conclusão: nenhuma das empresas que operam o serviço atualmente teria condições para cumprir, isoladamente, as exigências da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop). Entre elas, a propriedade de embarcações com pelo menos 40 metros de extensão e o número mínimo de 52 funcionários para garantir a prestação do serviço.

A saída encontrada por cinco dos seis atuais permissionários será a formação de consórcio, alternativa prevista no edital, para participar da concessão. O edital saiu na semana passada e os atuais permissionários terão apenas um mês para preparar a documentação necessária à habilitação que garante a participação no leilão que vai definir as empresas responsáveis pela travessia pelos próximos 18 anos.

O empresário José Magalhães Chaves Júnior, O Júnior de Zé Banjinho, um dos atuais balseiros, lidera movimento para a criação do consórcio, que contaria com a participação de sua empresa, além daquelas ligadas ao ex-prefeito de Manga Joaquim Oliveira Sá Filho, o Quinquinha, o ex-vereador Francisco Farias Gonçalves, Juarez Santos Pereira e Eurico da Mata. Até aqui não está certa a participação do balseiro Genésio Pereira Costa, que migrou recentemente sua balsa de uma cidade baiana para a região. A escolha dos novos concessionários será feita com base na menor tarifa-base oferecida. Os envelopes podem ser entregue até o dia 28 deste mês. Já a abertura das propostas está prevista para às 10:00 do dia 1º de dezembro, na sede da Setop, em Belo Horizonte.

Segundo o site apurou, o clima entre os balseiros é de confiança no sucesso do resultado do leilão. “Vamos fazer desse limão uma limonada”, diz uma fonte. A avaliação é de que a concessão acaba com a instabilidade jurídica existente atualmente na travessia entre Manga e Matias Cardoso. ”Do jeito que está hoje, não temos como impedir a entrada de novos concorrentes. Se chegarem 10 balsas aqui em Manga, todas elas podem fazer a travessia. Com o leilão, o governo garante o direito de exploração apenas para os concessionários autorizados”, avalia outro balseiro, que pede para não ter o nome identificado. Essa exclusividade também seria garantia de maiores investimentos na melhoria da infraestrutura dos dois portos da balsa, entre elas a construção de praças de pedágio e a opção de pagamento da tarifa com o uso de cartões de crédito.

Há um clima de otimismo com a possibilidade de que os atuais balseiros ganhem a outorga porque o prazo exíguo para apresentação das propostas impede a criação de consórcios concorrentes. O raciocínio é o seguinte: como o Rio São Francisco não oferece condições de navegabilidade, dificilmente outros empresários conseguiriam transportar as balsas para cumprir a cláusula que prevê o prazo de 30 dias para o início das atividades pela empresa vencedora do leilão.

Sem autorização

INTERMITENTE, VERDE GRANDE VOLTA A CORRER

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Após chuvas, leito do rio volta a receber água e vira atração em Jaíba

Imagens: Júnior Oliveira

Dois momentos: o leito seco do rio e a água que corre após as primeiras chuvas atrai a curiosidade dos jaibenses

Uma cena inusitada movimentou um dos principais pontos de afluência em Jaíba, no extremo Norte de Minas. A notícia de que a água avançava sobre o leito árido do Verde Grande atraiu centenas de populares para a ponte que corta a cidade ao meio na manhã desta quarta-feira (5). A população fez festa para a ‘enchente’ que traz promessa de renovação da vida no entorno do afluente.

“As chuvas trouxeram de volta a alegria das pessoas. Até então, os produtores rurais estavam desanimados, sem saber o que fazer diante da seca. Espero que as chuvas continuem e que as pessoas agora possam plantar suas lavouras. Além disso, elas têm agora a tranquilidade de contar com reserva de água para o período da seca”, comentou Juliano Santos, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Janaúba, em entrevista para a FM Liberdade de Jaíba.

Após cinco meses de seca, as chuvas que voltaram a cair na região devolveu vida ao Rio Verde Grande, um dos principais afluentes da margem direita do Rio São Francisco no semiárido mineiro. O rio começou a ficar intermitente em 2013, quando o semiárido mineiro enfrentou a pior estiagem em pelo menos 50 anos.

Segundo o ambientalista Nezinho Costa, o Verde Grande secou pela segunda vez na história há cerca de três meses, no final do mês de agosto. Os sinais de que algo não ia bem com o rio começaram a acontecer a cerca de um ano, quando um misterioso ‘buraco’ começou a sugar a água do leito do Rio. A explicação técnica para o fenômeno, considerado de rara ocorrência, é de a evasão da água pelo buraco pode acontecer em cursos d’água que cortam áreas com formações calcárias.

Uma equipe técnica da Agência Nacional de Águas (ANA) está no município desde o início do mês de outubro para avaliar a situação e evitar ocorrências de conflito pelo uso da água. A ANA é a autarquia federal responsável pela outorga dos direitos de uso dos recursos hídricos dos ris brasileiros. A lenta agonia do Verde Grande já motivou audiências públicas e ações de preservação em âmbito local.

Embora o Projeto de Irrigação Jaíba, considerado o maior perímetro irrigado em áreas contínuas da América Latina, seja abastecido pelo Rio São Francisco, que também sofre com os efeitos da crise hídrica, o Verde Grande é de vital importância para populações do semiárido mineiro e baiano.

SAI EDITAL DA TRAVESSIA MANGA /MATIAS CARDOSO

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Movimento iniciado há quatro anos levou à decisão judicial que determina fim da farra na exploração do serviço

## Empresas interessadas na concessão podem enviar propostas até o final do mês

## Concessão vale por 18 anos, com faturamento previsto de R$ 108 milhões

Estado promete colocar fim ao vale-tudo na travessia entre Manga e Matias Cardoso

[EXCLUSIVO] - Mais um fato relevante para o extremo norte-mineiro que o leitor vê primeiro aqui: finalmente uma boa notícia para os usuários da prestação dos serviços de travessia por meio de balsas sobre o que restou do leito do Rio São Francisco entre os municípios de Manga e Matias Cardoso. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop) publicou, na quarta-feira (28/10), o edital de concorrência pública para a escolha dos novos concessionários ou consórcio de empresas responsáveis pela exploração e administração, mediante a cobrança de tarifa dos usuários, para a travessia do Rio São Francisco por meio de balsas entre os dois municípios.

A escolha dos novos concessionários será feita com base na menor tarifa-base oferecida. Os envelopes podem ser entregue até o dia 28 deste mês. Já a abertura das propostas está prevista para às 10:00 do dia 1º de dezembro, na sede da Setop, em Belo Horizonte.
A medida é etapa inicial para cumprir decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que concedeu, no último mês de julho, antecipação de tutela para a ação civil pública (ACP), iniciada em fevereiro deste ano, pelos então promotores Daniel Piovanelli Ardisson e Walter Augusto Moura Silva, do Ministério Público Estadual da Comarca de Manga.

Concessão

As futuras concessões para empresas ou consórcio de empresas terão prazo de 18 anos, com vencimento em dezembro de 2032, quando deverão ser renovadas. Estimativas da Setop, a previsão de faturamento no período da concessão é de R$ 108,3 milhões, valor que serve como referência para os investimentos esperados pelo poder concedente na melhoria dos serviços de travessia, bem como para cálculo das tarifas a serem cobradas dos usuários.

As empresas vencedoras da licitação podem iniciar a exploração da travessia 30 dias após a publicação dos contratos no Diário Oficial. O edital estipulou o valor de R$ 11 como preço máximo de referência a ser cobrado pelo serviço, o que corresponde à atual tarifa cobrada para o traslado de veículos de passeio. A revisão dos preços pode ser feita anualmente, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Setop, o intermodal é essencial para atender à demanda do transporte aquaviário daquela região do Estado. “Há aproximadamente 12 anos, a travessia sobre o Rio São Francisco, entre os municípios de Manga e Matias Cardoso, ambos pertencentes ao Estado de Minas Gerais, é realizada por pessoas jurídicas de direito privado sem qualquer espécie de autorização, concessão ou permissão por parte do ente federativo estadual, surge deste modo à necessidade da regularização do serviço”, diz o edital disponível no site da autarquia estadual.

O que é uma meia verdade: a travessia é uma verdadeira terra de ninguém há pelo menos 50 anos, período em que serviu à sanha de empresários gananciosos, que cobram caro pela prestação de serviços que o consumidor sempre avaliou como de péssima qualidade. Sem falar no escandaloso negócio de compra e venda das embarcações, quase sempre com lucros extraordinários.

Dados da Setop mostram que cerca de 400 mil veículos, em 11 categorias que incluem carroças e outros meios puxados por tração animal, utilizam a travessia anualmente, com demanda extra de 160 mil passageiros a pé ou de bicicleta. O serviço é considerado de “inerente essencialidade e indispensabilidade em sua prestação, ante a inexistência de rotas alternativas de acesso entre as localidades, por isso deve ser prestado de forma ininterrupta e contínua”.

Site foi pioneiro na luta por melhorias na travessia