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BR-135: UMA LUTA DE DÉCADAS CONTRA O DESCASO

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Bloqueio na rodovia é a novidade da estação na obra que pode ganhar novo obstáculo: os cortes no orçamento federal

Enquanto o asfalto não chega, a solução paliativa é a conservação da estrada. Mas até nisso o governo federal tem falhado, o que motivou o bloqueio da rodovia há duas semanas

A cena se repete ano após ano: a cada período de chuvas, ou da falta dela, como é mais comum nos dias atuais, se elevam as vozes dos usuários insatisfeitos com o péssimo estado de conservação da BR-135, no traçado que corta o extremo Norte de Minas, entre Itacarambi e a divisa com o Estado da Bahia. A novidade deste verão de 2015 é o uso da medida impopular do fechamento da estrada, como aconteceu há duas semanas, em protesto liderado por um grupo de taxistas.

É inadmissível que a estrada chegue ao status de intransitável a cada intervalo de 12 meses. Enquanto o asfalto não chega – e já há quem duvide se vai chegar um dia -, o governo federal tem a obrigação de mantê-la em condições de tráfego. Não é por falta de ação do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes, o DNIT, que realizou licitação, há um ano, em que foi vendedora a empresa MTX Construções e Empreendimentos, com sede em Montes Claros.

O contrato para manutenção da BR-135 na microrregião de Januária, no valor de R$ 5 milhões, tem como objeto os serviços de recuperação e manutenção da pista de rolamento nos trechos ainda sem asfaltamento da rodovia federal entre o povoado de Pitarana e a cidade de Itacarambi – inclusive da recuperação do antigo asfalto na região do povoado de Rancharia.

A pergunta que não pode calar é a seguinte: por que a empresa não presta o serviço para o qual se habilitou?Depois da repercussão do protesto que bloqueou a estrada na saída da cidade de Manga, eis que aparecem algumas poucas máquinas dessa MTX Construtora para fazer o enésimo mel de coruja nessa estrada do esquecimento, incompetência, descaso e vergonha.

A espera dos mineiros do extremo-norte pela pavimentação da BR-135 se aproxima de um cinquentenário. Como é possível conviver 50 anos com as repetidas promessas de que uma obra será realizada? O fac-simile que reproduzo abaixo é do jornal ‘Notícias do Norte’, que editei em Manga e microrregião, na década de 1980, em parceria com o também jornalista Carlos Diamantino Alkmin. Vejam, no rodapé da página, promessa do então governador Newton Cardoso de que o asfalto chegaria até Manga.

Manchetes de 1987, quando o governador Newton Cardoso prometeu levar o asfalto até Manga e a construção da ponte em Maria da Cruz. Uma obra saiu, a outra parou no tempo

Curiosamente, ao lado desta manchete se anuncia a decisão governamental de se construir a ponte sobre o Rio São Francisco em Pedras de Maria da Cruz, obra que saiu do papel há mais de duas décadas. Por que a ponte se tornou algo concreto e a pavimentação da rodovia depois de Itacarambi não aconteceu é fato bem explicativo da falta de planejamento que marcam as administrações públicas brasileiras ao longo do tempo.

O asfalto da BR-135 é uma cansativa luta de décadas contra o descaso dos diversos governos. A boa notícia nesses quase 30 anos que separam o anúncio do balofo Newton Cardoso e os dias de hoje, foi a esperança que o PT deu ao tema quando assumiu o governo federal, ha´12 anos. Nascia ali uma esperança para a solução do problema. Os governos do petista Lula, que teve o falecido empresário José de Alencar como vice ao longo de dois mandatos, efetivamente restituiu a esperança de que finalmente chegaria ao fim a via-crúcis dos mineiros dessa banda mais pobre da terra dos Gerais.

Ônus e bônus

GOVERNO REÚNE PREFEITOS DO SEMIÁRIDO

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Na pauta, risco de desabastecimento em municípios do Norte de Minas no próximo período de seca

Representantes do governo mineiro reúne na tarde desta quinta-feira (26), na sede da Associação dos Municípios de Área Mineira da Sudene (Amams), em Montes Claros, prefeitos do Norte de Minas, em Montes Claros, para debater o abastecimento de água na região. O encontro é motivado por alerta máximo da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para o risco real de racionamento em cidades da região e busca soluções que amenizem a escassez hídrica, sempre em conjunto com as prefeituras.

Participam da reunião os secretários Odair Cunha (Governo), Paulo Guedes (Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas), e Tadeu Martins (Desenvolvimento Regional, Política Urbana e Gestão Metropolitana), além da secretária-adjunta de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Marília Carvalho de Melo, o subsecretário de Assuntos Municipais, Marco Antonio Viana Leite, e a presidente da Copasa, Sinara Meirelles. A trupe governista faz reunião como mesmo objetivo na cidade de Teófilo Otoni, pela manhã, para ouvir prefeitos do Vale do Mucuri.

A força-tarefa de secretários e adjuntos tenta minimizar os danos na popularidade do governo Fernando Pimentel na hipótese, cada vez mais provável, de agravamento na crise hídrica que assola o Estado. No caso do Norte de Minas, a região enfrenta o quarto ano consecutivo de estiagem, com efeitos deletérios para a sua economia, fortemente vinculada à agricultura e pecuária. O secretário de Estado do Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães, deu ontem a senha para o que será o primeiro ano do mandato Pimentel: o Estado não tem recursos para investimentos, no que frustra boa parte da expectativa dos prefeitos e próprio governo. A seca é geral.

TEMPORADA DE OCUPAÇÃO X

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Stela Abreu pode assumir Regional de Ensino de Januária nos próximos dias

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A professora manguense Stela Abreu Santos deve ter o nome confirmado para o cargo de diretora pedagógica da Superintendência Regional de Ensino de Januária até o final deste mês. A publicação do ato para sua nomeação deve sair no Diário Oficial de Minas Gerais já nos próximos dias, no que será a primeira confirmação entre os candidatos à indicação para os cargos de comando nas superintendências regionais de ensino (SREs) de Montes Claros, Januária, Janaúba e Pirapora. A confirmação do nome de Stela é tentativa de resolver o impasse que deixa acéfala as regionais de ensino após dois meses da posse do governo petista no Estado.  

Stela deve ser nomeada, em caráter de interinidade, para ocupar o cargo de superintendente regional de Ensino, em substituição a Fabrícia Ferreira Mota, que teve breve passagem pelo cargo após ter sido indicada para o cargo em fevereiro do ano passado pelo deputado estadual Arlen Santiago (PTB). As duas têm em comum o fato de terem nascido em São João das Missões e de terem feito carreira na área da educação em Manga.

Stela Abreu conta com a simpatia de alguns prefeitos da microrregião, inclusive dos petistas Manoel Jorge (Januária) e Anastácio Guedes (Manga). É ainda o nome da preferência do deputado Paulo Guedes, agora na linha de frente do governo Fernando Pimentel, na condição de titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Sedinor), e que será, em última análise, o avalista das indicações na região.

Certificação

TEMPORADA DE OCUPAÇÃO IX: ALARIPE CERTIFICADO

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Validado pela Lei Delegada, professor de Juvenília entra na briga pela SRE de Januária

Novo capítulo no novelão pela indicação do futuro titular da Superintendência Regional de Ensino de Januária (SRE). Um dos poucos, se não o único, profissional da educação na região a ter concluído a certificação criada pela Lei Delegada de 180/2011, o professor Alaripe Gonçalves Durães, de Juvenília, avalia que pode ser o nome que reúne a melhor qualificação para o cargo. Sua nomeação, se acontecer, seria solução para o impasse político que tem animado os bastidores do petismo na microrregião de Januária.

O nome mais cotado até o início do ano para assumir a vaga da ex-superintendente Fabrícia Mota Ferreira era da educadora Stela Aparecida Abreu Santos, que não possui a certificação que é pré-requisito para o cargo. Stela é o nome preferido do agora secretário de Estado Paulo Guedes (PT), o deputado mais votado nas eleições de outubro passado. O sindicalismo da educação, entretanto, tem outra indicação aprovada em assembleia. O diretor Luiz Carlos é o nome da preferência da patota da seção local do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais, o Sind-Ute.  

Professor de língua portuguesa e literatura, Alaripe é dado às lides poéticas e se auto intitula poeta do cerrado. Atualmente, ele é o vice-diretor da Escola Estadual Antônio Ortiga, em Juvenília. A simples menção ao nome de Alaripe deixa os petistas de Januária em pé de briga. É que o poeta e professor era, há até pouco tempo, um tucano juramentado, que se desfiliou do PSDB para se alistar de mala e cuia nas fileiras dos simpatizantes do deputado -secretário Paulo Guedes. Alaripe poderia ser uma saída técnica para o imbróglio criado com o advento da Lei Delegada 180, mas abrir fissura não indolor na seara petista em Januária.

O REI DAS BOLSAS

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Capitão Enéas quer criar incentivo para ajudar universitários no transporte até Montes Claros


Nem bem assumiu o comando da Amams, a entidade que congrega cerca de 70 prefeitos do norte-mineiro, César Emílio Lopes (PT), de Capitão Enéas, enviou pedido de autorização à Câmara Municipal da cidade para criar o programa Bolsa Transporte Universitário, como política de incentivo educacional no município de Capitão Enéas. Esta é a segunda bolsa que Emílio lança em dois anos de mandato.

César Emílio lançou, em agosto de 2013, o programa municipal Bolsa Material Escolar (aqui). Segundo o prefeito, a iniciativa era inédita em Minas Gerais, por pagar, via cartão de benefícios, bônus no valor de R$ 100, em duas parcelas no início de cada semestre. O dinheiro é destinado à aquisição de material escolar.

Com dinheiro de sobra em caixa, graças ao raro fato de que o pequeno município que administra conta com parque industrial de porte, o prefeito resolveu investir no sobe e desce dos universitários em direção aos campis da vizinha Montes Claros. "Embora não seja nossa responsabilidade direta, sabemos que o desenvolvimento do município passa pela educação e capacitação da sua população", diz o prefeito, que garante já contribuir com o transporte de estudantes universitários.

"Nossa intenção é ir mais longe com a criação do novo programa, que vai amplir o benefícios para outros estudantes que acabavam por não frequentar a universidade por falta de condições para pagar o transporte para Montes Claros", diz o prefeito. Na fraca safra dos atuais prefeitos, o petista César Emílio ganha até aqui o título de 'rei das bolsas'. Como prefeito, ele tem sido um bom marqueteiro.