logo 20182

BOTA FORA

Ligado .

Viúvas de Aécio, Arlen e Valmir Morais, dão cartão vermelho para ex-prefeito de Matias Cardoso no Avante

O ainda chefe de gabinete da Prefeitura Matias Cardoso, Edmárcio de Moura Leal, o Edmárcio da Sisan, está com os dois pés fora do Avante.

Nesta semana, Edmárcio planeja fazer dois movimentos, deixa o cargo de assessor do prefeito de Matias, Maurélio Santos, e busca novo CEP partidário (saiba qual ao final deste texto). 

Ex-prefeito de Matias por dois mandatos (2013/2020), Edmárcio planeja disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas ficou incomodado com a entrada nos domínios do Avante do deputado estadual Arlen Santiago e do atual prefeito de Patis, Valmir Morais. 

Egressos do PTB de Roberto Jefferson, Arlen e Morais são as mais notórias viúvas do ex-governador Aécio Neves (PSDB) no Norte de Minas. 

AÉCIO PATIENSE

Paixão antiga, que só se desfez após Aecinho cair em desgraça em rede nacional. Arlen e Morais são agora bolsonaristas desde a maternidade, para cumprir o antigo adágio português do “rei morto, rei posto”. 

Valmir Morais, por sinal, arranjou uma prebenda para o ex-chefe: fez a Câmara de Patis (município de seis mil habitantes) aprovar o glorioso título de cidadão honorário para o Neto de Tancredo - homenagem que diz muito sobre a descida de Aécio ao rés do chão da política nacional.

NÃO ME LIGUE MAIS

MORO CAIU NO CONTO DO VIGÁRIO

Ligado .

Indignados de camisa amarela murcham candidato da Lava Jato. Combate à corrupção era pretexto do conservadorismo anti-mudanças
Bonecos representam o ex-juiz Sérgio Moro em dois momentos distintos das manifestações em Brasília: quem precisa de heróis?

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) avaliou mal a adesão dos brasileiros que foram às ruas na jornada com o alegado fim de combate à corrupção e ética na política, iniciada nos estertores do governo Dilma Rousseff.

Perdido nos labirintos das vaidades que enganam, paparicado por certa parcela da mídia e incensado por escribas subitamente enojados com a merda em que sempre pisaram, o Moro de carne e osso se cobriu com capa do super-homem com que o bolsonarismo vestiu seu boneco inflado nas praças do país.

“O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol”, avisava desde muito Eclesiastes 1:9.

ATALHO

No cálculo apressado do ex-juiz, sua adesão ao governo Jair Bolsonaro era o passaporte para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Percebeu rápido que tinha levado um capote do simplório Jair.

Foi preciso refazer a rota. Sérgio Moro deixa o governo com certo estrépito e, ato contínuo, se insinua como presidenciável - na expectativa de herdar o bolsonarismo sem Jair e familícias.

Uma assombrosa barbeiragem do ex-juiz, que de santo nunca teve nada. Quando deixou o governo já era pública sua vergonhosa atuação na condição de juiz da operação Lava-Jato.

Os áudios que mostravam sua atuação no comando da equipe de promotores já deixavam claro que atuou criminosamente para tirar do páreo o ex-presidente Lula, franco favorito nas eleições de 2018.

NEÓFITO

Cristão novo na seara da política, Moro parece ter acreditado piamente no personagem que criou para si mesmo: o justiceiro que iria colocar todos os corruptos na prisão ainda que, para isso, fosse ele mesmo um corruptor das leis que jurou cumprir.

Enquanto esperava o tempo propício das eleições, esse portento da ética nacional não viu nenhum problema em se mudar para os Estados Unidos para trabalhar - com salário milionário - no escritório de advocacia que tenta juntar os cacos de algumas das empresas que ele, Moro, destruiu na Laja Jato.

LEI PELÉ

Para espanto do próprio Moro e dos que antagonizam em seu favor, sua preferência nas pesquisas eleitorais começou a cair logo após ao ruidoso e milionário lançamento de sua candidatura.

Como assim? Como não votar no nosso herói?, se perguntam as vestais da moralidade. Em reação, os indignados com os que se indignaram nos verões passados ressuscitam a Lei Pelé, artigo único: o brasileiro não sabe votar.

E tome insultos ao eleitor que percebeu o truque morista, ainda que ajudado pelos muitos políticos desafetos que o ex-juiz carreou em sua campanha bonapartista de herói do povo brasileiro.

FALSOS INDIGNADOS

Moro agora sabe que aquelas famílias vestidas de amarelo, os tiozões de bermudas cáqui, dos atos dominicais na Avenida Paulista e que tais, não toparam entrar na sua canoa furada de gari anti-corrupção.

São bolsonaristas e, como tal, estão pouco se lixando para o país corrupto do qual sempre tiraram vantagem. No máximo, adotariam a súmula "é preciso que algo mude para que fique tudo como está', do escritor italiano Tomasi di Lampedusa.

Ou, por outra, corruptos só servem os sintonizados com a nossa ideologia - nenhum prurido em respirar o mesmo ar dos palanques em que estrelam a velha e boa turma do Centrão, de quem a farta literatura dos processos judiciais contam façanhas e livramentos para longe dos efeitos das leis.     

A indignação não era contra a corrupção na vida pública nem por renovação na política, fosse assim, essa gente jamais se ajoelharia no altar de Bolsonaro - um político de gabinete sabidamente corrupto, com 30 anos de carreira estéril.

OVERDOSE DO HERÓI

EMPACAM AS OBRAS DO CENTENÁRIO

Ligado .

Chuvas e atraso em projetos freiam programa-vitrine de R$ 12 milhões que vai marcar centenário do município
Prefeito Anastácio no canteiro de obras da Avenida Pequizeiro do Arvoredo: pacote de obras ainda não engrenou

Quase seis meses depois do lançamento com muita pompa e circunstância, vai devagar quase parando o programa Avança Manga do prefeito Anastácio Guedes (PT).

O anúncio do programa aconteceu em palanque armado ao lado do Parque Uirapuru, no final de setembro do ano passado e contou com as presenças dos deputados petistas Paulo Guedes (federal) e Virgílio Guimarães (estadual), além de lideranças políticas regionais.

Ali se prometia 'realizações nunca vistas' nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, esporte, lazer, turismo e assistência social.

NINGUÉM SEGURA

Em tom triunfalista, o Avança Manga foi chamado de “o maior pacote de obras, serviços e aquisições da história do município em todos os tempos, com mais de 12 milhões de investimentos”, segundo texto publicado no site oficial do município naquela ocasião.

Entre as obras previstas está a pavimentação de mais 40 ruas de bairros da periferia da cidade e do distrito de Nhandutiba, com recursos orçados em R$ 2 milhões, contratados junto ao banco de fomento de Minas Gerais (BDMG).

Em ordem de grandeza, o segundo maior gasto do Avança Manga destina-se à construção de seis pontes sobre rios que cortam o município (gastos previstos de R$ 1,4 milhão).

Em seguida, constam as retomadas das obras de construção da creche do programa Proinfância no Bairro Tamuá (R$ 1,1 milhão) e a urbanização do Parque Uirapuru (R$ 1 milhão), além da construção de uma quadra poliesportiva na comunidade rural de Espinho, orçada em R$ 960 mil.

ÁGUA NO CAMINHO

Segundo o site apurou, muito pouco desse pacote de obras saiu do papel até agora. Sobrou entusiasmo nos discursos do evento de lançamento, mas faltaram os cuidados prudenciais que evitariam as pedras no caminho do Avança Manga.

Um deles foi o regime de chuvas extraordinário que a região recebeu entre o final do ano passado e início deste 2022.

Vista parcial do transbordo do lago do Parque Uirapuru em janeiro: atraso na retomada da principal vitrine da administração 

A enchente do rio São Francisco fez o lago do Parque Uirapuru transbordar e as fortes chuvas também causaram danos à infraestrutura pública em todo o município, inclusive a quase destruição de uma ponte sobre o rio Itacarambi, na comunidade de São José das Traíras.

TIRA DA PRANCHETA

A Secretaria de Infraestrutura, comandada pelo técnico agrícola Gilson Rodrigues Alves, precisou voltar suas atenções para minimizar os efeitos das chuvas, que bloquearam estradas vicinais, além de destruir trechos de calçamento e outros equipamentos públicos sob gestão do município.

Contribuiu ainda para o atraso nas obras previstas no Avança Manga a demora do corpo técnico da Prefeitura em aprovar os projetos executivos de algumas das principais obras.

A percepção da gestão é que esse núcleo tem sido lento em responder à burocracia que envolve a execução dos projetos da atual administração.

Para tentar superar esse obstáculo, o prefeito Anastácio criou, recentemente, o cargo de engenheiro coordenador (salário de R$ 5 mil) para reforçar o gerenciamento dos projetos de infraestrutura do município.

AGORA VAI?

PROTESTO FECHA ESTRADA EM JAÍBA

Ligado .

Bloqueio da MG-401 foi pacífico, mas afetou empresas que atuam na região do Projeto Jaíba
Imagens: Sueli Teixeira

Prefeito de Jaíba, Reginaldo Silva (D), negocia com manifestantes o alto. Abaixo, bloqueio na estrada e pose para foto 

Um movimento de produtores rurais e usuários da rodovia estadual Oswaldo Lopes Bandeira, a MG-401, fechou na madrugada desta sexta-feira (18) pelo menos dois pontos da rodovia com pneus e galhos.

O protesto reivindica a manutenção imediata da estrada entre Jaíba e Manga, via MG-401, além do trecho que liga o Entrocamento do DER até Mocambinho, na travessia do Rio São Francisco para a cidade de Itacarambi - pela vicinal LGM-633.

O ato em Jaíba teria sido espontâneo e partiu de usuários da rodovia. O movimento  foi pacífico e teve a supervisão da Polícia Militar, mas impactou a rotina de empresas que atuam no Projeto Jaíba, como a mineradora Vale (que constrói na região o maior parque de energia solar do país), além da Brasnica e o Grupo Saga, que pertence ao atual prefeito de Betim Vittório Medioli (sem partido).

REVOLTA

JUIZ VETA FARRA DO PRECATÓRIO

Ligado .

 Prefeitura de Manga anula dívida de R$ 85 mil com advogado Fábio Oliva por atuação em defesa do ex-prefeito Quinquinhas
Olha o padeiro entregando pão: Oliva (último à esquerda) nos tempos das vacas magras ministrou curso para Prefeitura de Manga, no mandato de Quinquinhas (ao centro)

O juiz titular da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Manga, Frederico Vasconcelos de Araújo, acatou recurso em que a Prefeitura de Manga pedia a exceção de pré-executividade na ação em que o advogado Fábio Henrique Oliva reivindicava o pagamento  pela Fazenda Pública do município de precatório no valor de R$ 85.608,23.

São réus nessa ação o ex-prefeito de Manga Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), e o próprio Fábio Oliva.

Mas o que é um precatório? É o reconhecimento de dívidas por parte de município, estado ou União, após decisão definitiva e irreversível. Nesses casos, a Fazenda Pública é obrigada a pagar ao beneficiário do precatório, que pode ser pessoa física ou jurídica.

Mas por que o município de Manga devia R$ 86 mil a Fábio Oliva, se ele se jactou em outro processo judicial - contra o autor dessas linhas - de usualmente atuar apenas para o "empresário Joaquim Olivaira" e de não ter nenhum vínculo de prestação de serviço com a Prefeitura?

O pagamento é devido pela atução do advogado na defesa do amigo in pectoris Joaquim do Posto, prefeito por três mandatos no município, na ação civil pública em que o então juiz titular da Comarca de Manga João Carneiro Duarte Neto o condenou, em meados de 2017, à perda do mandato, suspensão do direitos políticos e pagamento de multa.

PAGAMENTOS RECORRENTES

Quinquinhas foi denunciado pelo Ministério Público por contratar, na condição de prefeito, a prestação de serviços de travessia no Rio São Francisco entre Manga e Matias Cardoso junto à empresa do qual era sócio majoritário - a Transportes Fluviais Oliveira, dona da balsa Ninfa da Índia.

||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
LEIA TAMBÉM: 

||É OFICIAL: QUINQUINHAS NA FICHA-SUJA
||QUINQUINHA TEM DUAS NOVAS CONDENAÇÕES POR IMPROBIDADE
||JUIZ CASSA MANDATO DE QUINQUINHA
||
AO VENCEDOR, A ASPEREZA DOS ABACAXIS
||QUINQUINHA TENTA ADIAR INVESTIGAÇÃO
||OUTRO LADO: AÇÃO SERÁ EXTINTA, DIZ FARLEY
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Segundo a denúncia, durante os anos de 2008 a 2012, no segundo mandato de Joaquim do Posto, o município de Manga fez pagamentos recorrentes para a empresa do prefeito com dispensa de licitação – o que configura improbidade administrativa.

A condenação, entretanto, foi revertida pela 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) em novembro de 2019, com o argumento um tanto quanto esquisito de que ele era dono da balsa de 1991 e que o serviço era prestado por outras empresas. O acórdão do TJMG também extinguiu o pagamento da multa determinada pelo juiz de primeira instância João Carneiro Neto. 

Sim, ele era dono da balsa antes de ser prefeito, mas zelasse pelos princípios da administração pública teria evitado contratar uma empresa da qual era dono - especialmente porque havia outras opções para atender ao município. Prefeito probo não contrata empresa da qual é dono. Ponto.    

FICHA SUJA

INIMPUTÁVEL

Ligado .

Juiz absolve Aécio e Andréa Neves da acusação de corrupção passiva no caso Joesley

Os irmãos Aécio e Andrea Neves, ela, o braço direito do político mineiro na vida pública, inocentados em caso que fez a carreira dele degringolar   

O deputado mineiro Aécio Neves (PSDB) conseguiu escapar do turbilhão que varreu a política brasileira nos últimos anos e que levou muitos políticos para a cadeia. No caso dele, uma conversa de gangster com o empresário Joesley Batista, dono daquela boutique de carnes famosa no mundo todo, a quem pede sem muita cerimônia a doação de R$ 2 milhões para quitar dívidas com advogados.  

A Justiça tem sido madrinha com o Neto de Tancredo que, apesar de impune, vai arrastar por onde for a marca da ignomínia de quem confessou o crime do qual agora se isenta.

Ele tinha atribuído a si a missão de vida de chegar ao Palácio do Planalto, como forma de compensar a imensa tragédia pessoal que levou o avô, Tancredo Neves, à morte - a poucas horas de assumir o cargo de presidente em abril de 1985. 

No Congresso, em jogo de bastidor, eçe conseguiu convencer seus então colegas senadores a lhe aliviar o coro e livrá-lo da cassação.

Aécio é resiliente e vai escapando da Justiça, ainda que a custo milionário com advogados de primeira linha, mas já não é nem sombra do líder que almejava ser e que quase chegou à Presidência da República nas eleições de 2014.

CORRUPÇÃO PASSIVA

O deputado mineiro ganhou sobrevida com a decisão do juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal de São Paulo, que absolveu juntamente com a sua irmã, Andréa Neves, e os ajudantes de ordens Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima

Os quatros foram denunciados por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tentativa de obstruir investigações.

O inquérito, vale repetir, é consequência da delação premiada em que o empresário Joesley Batista entregou ao Judiciário a gravação de uma conversa que teve com Aécio.

O áudio mostra Aécio implorando por R$ 2 milhões ao empresário goiano, porque estaria com dificuldade para pagar os advogados que o defendem em outros processos da operação Lava Jato.

COMPLACÊNCIA

A ação contra o político mineiro tramitou no Supremo Tribunal Federal até o fim do mandato de Aécio Neves como senador em 2018, quando ‘desceu’ para a Justiça Federal de São Paulo e ao julgamento condescendente e cego a uma série de evidências, por assim dizer, do juiz federal Ali Mazloum.

Digo condescendente porque, na conversa, além de ficar subentendido que o dinheiro era um favor - e não empréstimo como Aécio alegou posteriormente -, ainda há o comentário criminoso do agora deputado ao dizer que mandaria o primo Frederico a São Paulo para receber o dinheiro em espécie porque ele, o primo, seria mais fácil de ser morte caso entregasse a dupla.

O Ministério Público Federal pediu, em mais de uma ocasião, a condenação de Aécio, Andréa, Frederico Pacheco de Medeiros e Mendherson Souza Lima.

VENDA DE IMÓVEL

Ao analisar o caso, o magistrado paulista concluiu que a acusação não demonstrou os atributos necessários para enquadrar o caso no suposto crime narrado na denúncia do MPF.

Não ficou provado que o dinheiro seria repassado a Aécio em troca de sua atuação parlamentar. Além disso, havia a negociação entabulada por Andréa Neves para vender um apartamento da família no Rio de Janeiro ao empresário.

"De acordo com as palavras do próprio colaborador Joesley, a acusada Andrea o procurou com a proposta de venda de um apartamento situado na cidade do Rio de Janeiro, pertencente à sua genitora, tendo em vista a necessidade premente de pagar honorários advocatícios no montante acima mencionado"

VIDA PRIVADA

HASTA LA VISTA, BABY

Ligado .

Suplente de vereador, Eziquel assume vaga na Câmara e dá adeus ao grupo de Quinquinhas

Risque o meu nome da sua agenda: o vereador Castilho (D) ao lado dos ex-aliados Quinquinhas e Arlen Santiago durante entrega de veículos no mandato anterior  

A Câmara de Vereadores de Manga realiza, na manhã nesta segunda-feira (14), sessão extraordinária para dar posse ao suplente Eziquel Castilho (PP), que assume a cadeira em lugar de Jácia Lopes (PP).

A reunião servirá ainda para a escolha dos novos vice-presidente e secretário da mesa diretora. Jácia Lopes era até então a vice-presidente da Casa, além de secretariar ad hoc os trabalhos da mesa diretora.

Jácia pediu licença do mandato para assumir a Secretaria de Educação do município, dividida em duas após a recente reforma administrativa pensada pelo deputado federal Paulo Guedes (PT).

BYE BYE - Com o ato de posse no cargo de vereador, Eziquel dá um até logo definitivo para o grupo político do ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), derrotado na tentativa de conseguir um novo mandato nas eleições de 2020.

Eziquel foi eleito vereador no mandato anterior do atual prefeito Anastácio Guedes (2013/2016), quando recebeu 284 votos. Desde então, não conseguiu mais se reeleger.

Nas últimas eleições, em 2020, foi votado por 242 eleitores, quando ganhou o status de primeiro suplente do PP - um dos partidos da base política de Quinquinhas.

APÓS O SINAL… - “Perdi o contato com eles. Ninguém me ligou depois que apareceu a oportunidade de assumir a vaga na Câmara e não liguei para ninguém”, diz Eziquel.

O novo vereador aderiu de mala e cuia ao petismo local após a engenharia política montada pelo deputado federal Paulo Guedes para levar Jácia para o governo e abrir espaço no legislativo para sua entrada.

TAMO JUNTO

CIRO CANCELA VISITA A MONTES CLAROS

Ligado .

O presidenciável Ciro Gomes (PDT) cancelou no final da noite de ontem a visita que faria à capital Belo Horizonte, para lançamento da pré-candidatura do correligionário Miguel Corrêa ao governo de Minas, além de sobrevoo por outras três cidades no interior de Minas (Montes Claros, Governador Valadares eTeófilo Otoni).

Ciro alegou questões de ordem pessoal para adiar o giro pelo Estado. Pesquisa divulgada na manhã desta sexta-feira (11) pelo Ipespe (antigo Ibope), coloca o pedetista empatado com Sérgio Moro (Podemos, ambos com 8%.

MURCHA BALÃO DE ENSAIO DE PACHECO

Ligado .

O advogado e presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), voltou atrás na intenção de entrar na disputa presidencial. Sua decisão deixa órfãos setores mais à centro-direita da política mineira, que transitam sem rumo desde a morte eleitoral do deputado Aécio Neves (PSDB).

Afora o fato de não ter empolgado muito o eleitorado – ficou empacado no quase traço -, Pacheco fez cálculos e projeções e concluiu ser melhor concentrar seus esforços na recondução para a cadeira de presidente do Senado.

MUDANÇA NO SECRETARIADO

Ligado .

Anastácio desagrada aliados com reforma que leva ex-adversária para Educação e bolsonarista para base na Câmara 

Prefeito Anastácio ao lado da aliada Karina Pinheiro, que deixa a pasta da Educação para assumir a Cultura, Esporte, Turismo e Lazer  

A vereadora Jácia Lopes (PP) assumiu na manhã desta quarta-feira (9) a Secretaria de Educação do Município de Manga no lugar de Karina Pinheiro (PSB), que também foi (re)nomeada para a recém-criada Secretaria da Cultura, Esportes, Lazer e Turismo. Os atos de nomeação das duas foi assinado pelo prefeito Anastácio Guedes (PT) na tarde da terça-feira. 

Karina comandava até aqui a super-secretaria da Educação, que cuidava também dos assuntos relacionados à cultura, aos esportes, lazer e turismo.

Na nova pasta, ela deve ter a primazia de cuidar da preparação para as comemorações dos 100 anos da emancipação política do município.

Agora afastada do cargo de veradora, Jácia Lopes participou da última reunião ordinária da Câmara, na última segunda-feira. Seu correligionário e ex-vereador Eziquel Castilho (PP) acompanhou a transmissão via Facebook de sessão da Casa com muita expectativa e atenção.

Esperava ouvir o comunicado de viva-voz da colega de partido Jácia Lopes (PP) sobre seu afastamento da Câmara Municipal para compor o primeiro escalão do governo Anastácio Guedes, o que acabou não acontecendo. 

SEM DESPEDIDAS

O anúncio não veio na segunda, mas a decisão de migrar para o governo Anastácio já estava definida. Jácia foi finalmente nomeada na manhã desta quarta-feira (9), mas sua presença na administração tem prazo definido: tudo o mais constante, ela reassume o mandato de veradora no ano eleitoral de 2024. 

A vereadora, pelo que o site apurou, até planejava fazer uma despedida emocionada dos colegas de parlamento (na base do foi muito bom estar com vocês, mas vou ali e volto já).

PERSONA NON GRATA

Jácia, entretanto, esperou para ver o desfecho do lobby que petistas e parte do PSB realizava para que Anastácio não a nomeasse para o cargo.

A nova secretária de Educação Jácia Lopes (ao microfone) vai precisar mostrar que não é estranha no ninho petista 

Uma reunião na semana passada na casa de uma apoiadora do prefeito tinha o clima geral de que Jácia não seria bem-vinda na administração - em especial depois que circulou a notícia de que ela levaria uma equipe próxima para os principais cargos da Secretaria.

Há petistas que se sentem desprestigiados com a entrada de Jácia na linha de frente do governo, sentando-se na janelinha privilegiada da Educação.

Não faltou quem lembrasse que os tempos em o grupo político destinavam críticas pesadas aos petistas, acusados de corrupção no plano federal.

O bolsonarismo que domina o grupo político comandado pelo ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), era, até outro dia, o berço dos neoaliados do petismo local. 

Esse movimento queria manter Karina Pinheiro como secretária da Educação, constava que ela gostava da ideia, animada com a volta às aulas presencais na rede municipal de ensino no começo desta semana após dois anos com as escolas fechadas em razão da pandemia do coronavírus. 

LEALDADE

O convite para Jácia, no entanto, já estava feito – e aceito – e sem possibilidade de revogação. A vereadora foi de mala e cuia para a base do apoio do prefeito Anastácio e é considerada aliada leal pela administração mesmo sendo eleita na base do grupo politico adveresário.

O cargo, aliás, chegou a ser oferecido para a ex-superintendente de Ensino de Januária Stela Abreu, com larga experiência em gestão educacional, mas uma espécie de levante na base aliada mudou o rumo da indicação.

Houve quem lembrasse da presença da educadora na plateia de um dos comícios da campanha do então candidato Carlito José de Oliveira, o Carlitão (PFL), nas eleições de 2020.

|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
LEIA TAMBÉM:
>>FICOU PARA DEPOIS DO CARNAVAL
Anastácio conclui após feriado reforma que leva ex-adversários Jácia Lopes para Educação e Castilho para base do governo na Câmara

>>SEMPRE CABE MAIS UM
Reforma administrativa pode levar bolsonarista Eziquel para a base política do PT na Câmara de Manga
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

SUPLENTE

Suplente de vereador, Eziquel (de cabeça branca) deixa os aliados Arlen Santiago e Quinquinhas por cadeira na Câmara 

Eziquel é o primeiro suplente do PP e interessado direto na reforma administrativa que o prefeito Anastácio começou a concretizar nesta quarta.

O desfecho do destino de Jácia tinha razão de ser. Em junho do ano passado, o bolsonarista Eziquel se encontrou com o deputado federal Paulo Guedes (PT) em uma festa familiar na zona rural de São João das Missões.

Ali, explicou para o petista seu desejo de ser indicado para um ‘carguinho’ na Câmara de Vereadores. Queria ter uma renda fixa para cumprir o tempo que lhe resta para conseguir a aposentadoria pelo INSS. A encomenda saiu melhor do que o desejado.

Com a saída de Jácia da Câmara, o suplente Eziquel deve assumir a cadeira vaga na Câmara já na próxima semana. Torna-se vereador, com salário bruto de R$ 8,1 mil.

É, na prática, o principal beneficiado pela engenharia política pensada pelo deputado Paulo Guedes para acomodar os interesses de aliados na política local.

JUAZEIRO SEM SOMBRA