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MATIAS: PREFEITO FAZ SUCESSOR

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Maurélio vence candidato de João Cordoval e amplia mando político do padrinho Edmárcio Sisan

O placar do Fla-Flu eleitoral entre o atual prefeito Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), e seu antecessor, João Cordoval (MDB), em Matias Cardoso, foi mesmo o que já esperado, com a vitória do auxiliar administrativo Maurélio Santos Pereira, o Maurélio da Sisan (Avante).

Os dados da cotação ainda não foram tabulados pelo TSE, mas a vitória de Maurélio foi incontestável: 3.052 votos contra 1.908 destinados ao oposicionista Cláudio Márcio Oliveira (Patriotas), que tinha como companheira de chapa Vanessa Cordoval (PT), ex-primeira-dama do município e mulher de Cordoval, que administrou o município por dois mandatos (2009/2016). Vale um disclaimer: ainda não são os números oficiais.

Matias teve somente dois candidatos nessas eleições e o triunfo do prefeito Edmárcio da Sisan foi incontestável. Ele indicou Maurélio, um colega de iniciativa privada que, sozinho, talvez, não se elegesse a vereador e colocou no cargo pelos próximos quatro anos.

Maurélio, 34 anos, atuou como secretário de Obras na gestão Edmárcio e é com essa experiência no currículo que vai assumir o município pelos próximos quatro anos.

Na prestação de contas que fez à Justiça Eleitoral em outubro, Maurélio informou receitas de R$ 120 mil, valor elevado para os padrões da pequena Matias.

Desse total, R$ 70 mil foram repassados à sua campanha pela direção estadual do PSL e os outros R$ 50 mil pela direção nacional do Avante.   

OUTROS VOOS

TSE DÁ VITÓRIA A ANASTÁCIO

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Com 72% dos votos apurados, petista coloca 700 votos de frente em relação ao prefeito Quinquinhas e liquida fatura em Manga

Anastácio e a candidata a vice Cassília Rodrigues: petista devolve derrota de quatro anos contra prefeito Quinquinhas

As apurações das eleições municipais no Brasil estão atrasadas, supostamente por ataque hacker - no que já está sendo considerado um movimento da extrema direita - com vínculos internacionais - para facilitar a radicalização do bolsonarismo daqui a dois anos.

Seja como for, o aplicativo do Tribunal Superior Eleitoral acaba de ser atualizado e coloca o petista Anastácio Guedes praticamente eleito em Manga, com 38,16% dos votos válidos - números bem próximos aos da pesquisa realizada pelo Instituto Veredas, há quase três semanas, e duramente contestada pelos adversários.

Em segundo lugar aparece o atual prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), com 30,16% dos votos apurados. Carlito Oliveira, o Carlitão (PSL), a novidade na atual temporada eleitoral no município, aparece com 25,28% dos votos válidos.

Anastácio tem, por essa prévia, 699 votos de frente em relação a Quinquinhas e a expectativa é de que a diferença se aproxime dos 1000 votos até o final da apuração.

DUPLA DERROTA DE QUINQUINHAS

O ELEITOR, ESSE SUMIDO

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Fechadas as urnas, baixo comparecimento deve se confirmar em razão da pandemia e desestímulo do eleitor
Imagem: Isaías NascimentoMovimentação do eleitor na manhã deste domingo em frente à Escola Municipal Padre Ricardo Trischeler em Manga: votação tranquila

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente Tribunal Superior Eleitoral (TSE), avaliou agora há pouco que o clima nas eleições municipais foi “tranquilo demais”, em referência à possibilidade do baixo comparecimento do eleitor em razão da pandemia.

Com a votação concluída, Manga, no extremo Norte de Minas, é um exemplo de que a expectativa deve se confirmar. Fontes do site no município indicaram que as eleições transcorreram de forma tranquila, com uma outra escaramuça aqui e acolá, mas que a nota do dia, e que deve ser a marca desta eleição, foi mesmo o baixo comparecimento do eleitor.

ABSTENÇÃO

QUE FIASCO FOI ESSE?

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Comparativo das entregas em final de mandato mostra avanço acachapante de Matias Cardoso sobre Manga

[ATUALIZADO] - O evangelista Tiago (2:17-19) diz que a fé sem obras é uma fé morta. Proponho um passo secular para longe dos domínios da doutrina e rumo ao profano: uma administração pública sem obras é ela também morta, e não só morta, é como o joio que não merece florescer - também aqui com o empréstimo do sentido teológico.

Digo isso a propósito do momento político-eleitoral que acaba de acontecer, feito intrinsecamente de escolhas, em que o eleitor tem a oportunidade de fazer seu julgamento sobre se vai renovar ou não os votos de confiança com quem soube cuidar dos talentos que recebeu via soberania popular e sobre quem os deixou apodrecer em maus toneis, onde o bom vinho é transformado em péssimo vinagre.

Salto das metáforas bíblicas para a vida como ela é - ou como deveria ter sido. Duas cidades vizinhas, dois governos em finais de mandato, mas com resultados absolutamente opostos.

Talentos distribuídos em solo fértil e talentos jogados aos pedregulhos, ali naquele chão em que nada floresce e os corvos aproveitam para beliscar o almoço.

TÃO PERTO, TÃO LONGE

Falo de Matias Cardoso, onde o prefeito Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), fecha o ciclo de dois mandatos ao enfileirar lista de entregas de porte, performance coroada com boa aprovação popular - o que não é fácil para mandatos duplos.

Dito isso, não há como evitar a comparação com Manga, bem ali do lado, onde o ainda mandatário Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), passa pelo vexame por não ter o que mostrar para o eleitor em plena campanha para a reeleição, concluída no domingo (15 de novembro 2020).

Como não poderia deixar de ser, pela falta de entregas - ele é o primeiro prefeito em Manga com o carimho de zero-entrega após quatro anos no cargo, como não poderia deixar de ser, chegou ao momento eleitoral com baixa aprovação dos seus conterrâneos, além da perda de muitos aliados ao longo da jornada. 

Tempo de colheita: obras da gestão atual nos povoados de Lagedão e Gado Bravo, esquecidos pelo poder público desde sempre 

TEMPO DE PLANTAR, TEMPO DE COLHER

MANGA ANDA... PARA TRÁS

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Eleitor terá neste domingo duas opções já testadas em suas muitas falhas e poucos acertos e a aposta no tertius sem experiência no currículo 

[ANÁLISE] - O eleitor manguense tem à mesa seis opções de candidatos, das quais apenas três são exequíveis do ponto de vista eleitoral. São três projetos distintos, mas todos com algum potencial de sair vitorioso nas urnas no próximo domingo – dada a percepção de que o jogo pode ter embolado nesta reta final da corrida eleitoral.

Uma delas é candidatura do ex-prefeito Anastácio Guedes (PT), que lidera (ou liderava) a disputa, segundo pesquisa do Instituto Veredas, do final de outubro – o único levantamento apto a ser divulgada durante a atual temporada de caça ao voto, posto que foi registrado na Justiça Eleitoral como indica a legislação.

O petista Anastácio ancora seu sonho de voltar a comandar o município com base no recall (lembrança) da sua passagem pelo cargo entre 2013/16, além de contar com o forte cabo eleitoral que a fraca gestão do atual prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD).

AGORA VAI?

Anastácio também enfrentou um mandato difícil, especialmente na sua segunda metade, que coincidiu com o auge da demonização e queda do petismo do mando federal, com o impeachment de Dilma Rousseff. A crise daquele momento paralisou a administração, que teve ainda como outros pecados a má escolha do time de secretários para ajudar na gestão. 

                      Três prá lá, três prá ca: em sentido horário os candidatos Carlitão, Quinquinhas, Pastor Isaías Nascimento, Anastácio, o vice-prefeito Luiz do Foguete e Adailton Locutor  

Ainda assim, o irmão do deputado federal Paulo Guedes tinha como aliado no governo estadual o petista Fernando Pimentel. Com isso, conseguiu legar um pacote de obras no mandato, parte delas no final do segundo tempo. Várias dessas obras ficaram inacabadas e uma das metas do candidato é, segundo promete, voltar para conclui-las. Como?, é a questão em aberto.

Tem coisa de porte nesse bolo, ao contrário do que o atual prefeito tenta fazer agora. Entre elas a escola técnica federal e uma creche do programa Pro-Infância - além da urbanização do Parque Uirapuru. Alguns desses projetos foram descontinuados no governo Jair Bolsonaro, mas estão em estágio de construção que não admite retorno sob pena de rasgar o dinheiro do contribuinte.  

O TERTIUS

Outra candidatura com alguma chance de vingar no próximo domingo é a do agroempresário José Carlito Oliveira (PSL), que saiu praticamente do nada, aqui em sentido literal, para obter o maior crescimento nas intenções de voto na atual corrida eleitoral – quando considerado o desempenho individual.

Como assim?, perguntam aflitos meus três leitores. Carlitão não existia para a política manguense até meados deste ano. Sua campanha foi construída de última hora, após o agora vice na chapa, o empresário Vicinius Ramos, o Vicinius Interpop (Republicanos), jogar a toalha.

BOIA DE SALVAÇÃO

O candidato do PSL saiu do zero para pontuar acima dos 20%, ainda de acordo com a única pesquisa com registro no TSE. O fazendeiro representa uma espécie de terceira via, com o carimbo da extrema direita bolsonarista e, em certa medida, serviu de boia de salvação para o eleitor que ansiava por um fato novo na política local.

Carlito é a alternativa para o eleitor que não suporta mais ver a cara do prefeito Quinquinhas sempre ‘tentano’ achar um culpado para suas próprias falhas administrativas e sua míope visão política.

Por outro lado, o candidato do PSL atrai quem não quer ver de novo na prefeitura a patota do petismo local, com seus arranjos familiares e partidários. Sim, ainda há um anti-petismo no ar, o mesmo que derrotou Anastácio há quatro anos, agora com reduzido poder de fogo.

NEM TUDO SÃO FLORES

SUSTO NA REDE

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Candidato Pastor Isaías é atropelado por motoqueiro ao sair de agência bancária

O candidato Isaías Nascimento em dois momentos: em entrevista à rádio comunitária local, durante a pré-campanha, e estendido no chão à espera do socorro  

O candidato a prefeito de Manga Isaías Nascimento (Rede Sustentabilidade) foi vítima de um acidente de trânsito no início da tarde desta quarta-feira (11), quando atravessava a Avenida Tiradentes, no centro comercial da cidade. Isaías tinha acabado de sair de uma agência bancária, onde tratava de assunto pessoal.

O candidato ficou estendido no chão até a chegada do socorro. O sol da tarde estava, como sempre, escaldante e alguém teve a ideia de cobrir o pastor com pedaços de papelão. Outro transeunte ofereceu um guarda-chuva para amenizar a exposição direta aos raios solares - tudo sob os olhares dos muitos curiosos. 

Segundo nota divulgada pelo diretório local da Rede, o candidato foi surpreendido ao ser “atingindo por uma motocicleta que transitava pelo local em alta velocidade”. O candidato foi atendido pelo Samu 192 e levado para o Hospital de Manga, onde foi medicado e ficou em observação ao longo da tarde. 

O condutor da moto, um adolescente que não tem habilitação para conduzir esse tipo de veículo, teria se evadido do local após perguntar se o candidato estava bem, na tentativa, aparente, de fugir ao flagrante.

O candidato registrou boletim de ocorrência. O momento do acidente teria sido registrado por uma das câmeras do serviço de vigilância Olho Vivo.

“Foi muito estranho o episódio. Saí do banco, cumprimentei as pessoas e comecei a atravessar a rua. Olhei na direção da padaria e só ouvi um barulho, o impacto e quando percebi já estava no chão. Estou machucado, mas estou bem. Graças a Deus por isso”, diz Isaías em mensagem ao site.

COMPRESSA E CAMA

ANÁLISE: BOLSONARO TERMINA O MANDATO?

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Coronavírus atropelou projeto de reeleição de Trump nos EUA e pode dificultar segunda metade do (des)governo Bolsonaro por aqui

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) só pensa na reeleição. O sobe e desce dele país afora para inaugurar obras herdadas de outros governos faz parte da estratégia de conquistar novas faixas de eleitorado, especialmente entre os mais pobres – onde ganhou simpatias após ser obrigado pelo Congresso Nacional a pagar o auxílio emergencial de R$ 600 (agora reduzido pela metade).

Bolsonaro está com tudo e não está prosa, mas há nuvens no horizonte. Uma delas é o isolamento político no mundo com a derrota de Donald Trump, a quem dedica simpatia que extrapola a sempre bem-vinda relação mais distante entre as nações. Países não são amigos, países têm interesses (e negócios), como o presidente brasileiro não demorará a perceber.

O mandatário brasileiro se indispôs com vários dos seus pares na Europa. Para piorar, seu governo cria caso com a China semana sim e a outra também - justo os chineses que são os maiores parceiros comerciais do Brasil. Por último, o país perde a simpatia dos Estados Unidos com a virada democrata de Joe Biden. 

NÃO SAI DO LUGAR

Mas não é só. No front interno, o (des)governo Bolsonaro patina desde o início, situação que se agravou com a pandemia da Sars-Cov-2. O déficit público vai chegar a 100% do PIB neste ano pandêmico e o país precisará rolar uma dívida de quase R$ 700 bilhões nos próximos meses.

Refinanciar essa montanha de dinheiro vai custar mais caro, em razão das incertezas com a demora em tocar as reformas administração e tributária sempre anunciadas, mas ainda paradas em alguma gaveta da Praça dos Três Poderes.

O sonho da reeleição sempre é possível, porque o presidente exibe bons índices de aprovação após a emergência da pandemia. Mas o horizonte não é tranquilo.

Bolsonaro e Paulo Guedes, seu desorientado ministo da Economia, não têm a mais pálida ideia do que vai colocar no lugar do auxílio emergencial nem como resolver a situação de quase 50 milhões de brasileiros sem emprego ou subempregados.

DERROTA MUNICIPAL

ELEIÇÕES: A SEMANA DO DATA CARREATA

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Na reta de chegada, campanhas tentam influenciar voto do eleitor com disputa para ver quem vai levar mais veículos aos atos de campanha

Pela ordem, carro-passeatas de Anastácio, Quinquinhas e Carlitão: disputa para ver quem melhor mobiliza o eleitor

[ANÁLISE] - Que isolamento social que nada. O clima esquentou neste final da disputa eleitoral em Manga e muita gente deixou de lado os cuidados prudenciais para evitar contrair o coronavírus. Pandemia é para os fracos, como disse o outro aqui de Brasília. E aqui vai uma constatação espantosa: pode ser atribuída à categoria dos milagres o fato - positivo - de não ter acontecido um surto de covid em Manga e municípios da região.  

É fato: a reta final da corrida eleitoral para prefeito em Manga tem sido marcada por grande aglomerações promovidas pelos comandos das três principais campanhas na disputa pelo voto do próximo domingo. É o império do Data Carreata, o equivalente local para o Datafolha, Ibope ou outro instituto de pesquisa. Vox populi, vox Dei!

Bastante concorridos, os eventos políticos são uma mistura de carreata com passeata, na tentativa de mostrar força e motivar a adesão do eleitor indeciso em relação à escolha ou mesmo aqueles que ainda não têm um candidato para chamar de seu. Invariavelmente o povo se embola em carvavais fora de época, com muita gente sem máscaras ou com o aparato pendurado pelas orelhas. 

APOIADO!

Há ainda os mini-comícios em bairros da cidade e comunidades rurais. Quando não há garantia de plateia, as campanhas se encarregam de levar a claque para o bate-palmas e o indispensável grito de ‘apoiado!!!’.

A atual campanha chegou até a ter divulgação de pesquisa registrada na Justiça Eleitoral, o que é raro. Segundo o Instituto Veredas, em dados coletados no final de outubro, o ex-prefeito Anastácio estava na dianteira, com margem de 16% pontos percentuais à frente do prefeito Quinquinha e outros 19% de distância de Carlitão.

A pesquisa foi duramente criticada pelos adversários, que acusaram o PT de tentar manipular a vontade do eleitor. De toda sorte, aquele resultado já não condiz com a realidade, já que a campanha ganhou tração de lá para cá e as peças se mexeram no tabuleiro.

EMBOLOU?

Para quem consegue olhar de fora, sem a emoção do partidarismo ou ideologia em jogo, o Data Carreata indica que o jogo eleitoral em Manga está embolado entre o ex-prefeito Anastácio Guedes (PT), o atual prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), e o agroempresário José Carlito de Oliveira, o Carlitão (PSL).

Mas aqui vale um disclaimer: o Data Carreata não tem valor científico e o número de carros que determinado candidato coloca nas ruas da cidade não representam intenção de voto ou adesão para seu projeto eleitoral.

Esse tipo de movimento é pensado para chamar a atenção do eleitor indeciso que, sem outro parâmetro para avaliação, pode enxergar ali um indicativo para a tomada de decisão.

CARRO NÃO VOTA’

MANGA ACELEROU NA MARCHA À RÉ

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Em busca do quarto mandato, Quinquinhas repete estratégia de fazer ‘poupança’ para pacote de obras eleitorais 

Lula do Sindicato, candidato a vice, e Quinquinhas em pose para material de campanha: tentativa de conquistar novo mandato 

[ANÁLISE] - Nada de novo no front. Quando assumiu a Prefeitura de Manga em meados de 2007, após o impeachment do então prefeito Humberto Salles, Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), deu início à chamada economia de guerra com vistas a garantir recursos para um pacote de obras que garantisse sua reeleição mais adiante.

Essa ‘poupança’, conseguida com certo sacrifício para o cotidiano da população lá naquele momento, porque representou menos gastos correntes na saúde, por exemplo, deu espaço orçamentário para que Quinquinhas contratasse a pavimentação de algumas ruas na cidade, inclusive a saída para Januária, na altura do Batalhão da Polícia Militar.

A estratégia deu certo no curto prazo. Quinquinhas foi reeleito para um segundo mandato (2009/2012), mas a ‘jogada’ se mostraria péssima para a população ao longo do tempo.

‘ASFALTO SONRISAL’

A pavimentação da saída de Januária e em algumas ruas do bairro Santo Antônio ganhou o apelido ‘asfalto sonrisal’ dos opositores do prefeito, porque começou a esfarinhar pouco tempo após a obra ter sido entregue.

Agora mesmo, os buracos da avenida receberam remendos, mas não de massa asfáltica, como seria recomendado. Aplicou-se ali uma espécie de pasta de cimento com cascalho, que não deve resistir ao período de chuvas que acaba de começar.

Pista de rolamento da entrada sul da cidade, no sentido Januária: asfalto do 1º mandato de Quinquinhas tem falhas de excução 

Mas é ainda pior: por falhas de projeto, a preparação da sub-base das pistas de rolamento da avenida fiou abaixo do nível do solo na região e o asfalto recorrentemente é coberto pela terra, trazida pelas águas das chuvas e pelo vento.

Exemplo típico de mau uso do dinheiro público que arranhou, de saída, a imagem do empresário competente com a gestão pública que o de novo prefeito tenta vender desde que entrou para a política.

O caso ‘asfalto sonrisal’ foi parar na Justiça, numa ação civil pública em que se pede restituição dos valores aos cofres públicos. Há, até aqui, decisão liminar sobre o pleito, que recebeu parecer favorável do Ministério Público, mas o caso segue sem desfecho.

A corrosão do asfalto, por seu turno, tem sido mais rápida que uma eventual decisão restauradora na seara judicial. Enquanto isso, o asfalto segue esburacado e escondido sob a areia na maior parte do tempo.

PAROU POR QUÊ?

Nada de novo no front. A má notícia é que Quinquinhas repete a tática da ‘poupança forçada’ para tentar animar o final do atual mandato. Ele disputa a reeleição pela coligação ‘Manga não pode parar’, que tem como candidato a vice o empresário Luiz Cláudio Chaves, o Lula do Sindicato (PP).

Manga deveria ter acelerado, em todos os campos, conforme as promessas de  Quinquinhas nos palanques de quatro anos atrás, mas o que se viu em três anos e meio foi a paralisia da gestão e a ausência de obras, naquela que se candidata a ser pior administração em Manga por décadas no realizações.

 

 

Imagens de 2018 mostram descaso com a zeladoria da cidade: carro de lixo quebrado é ruas sujam são síntese da gestão que prometia acelerar o município  

A zeladoria da cidade é, de longe, o pior resultado da gestão Quinquinhas, que tem como característica única a falta de entregas a dois meses do final do mandato.

A população conviveu ao longo dos últimos quatro anos com buracos nas vias públias e com a falta de limpeza, além dos descaso com equipamentos públicos - casos das as academias ao ar livre, a orla do São Francisco e Parque Uirapuru.

O prefeito-candidato tenta repetir a dose com algumas frentes de calçamento no município, tudo para colar a imagem de ‘obreira’ na atual administração.

Vale um atenção para a qualidade e durabilidade desses calçamentos. Obra feita às pressas não sempre ttaz o risco da baixa qualidade, como mostrou o 'asfalto-sonrisal'.

Noutra ponta, forças-tarefas simulam a limpeza de ruas da cidade em plena campanha eleitoral ou atuação em ações de combate à pandemia.

VOTO COM CALAMIDADE

SONHO QUE SE SONHA, E SÓ

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Candidato do Cidadania não decola em pesquisa e desiste da disputa a prefeito em Januária

Domingo ele não vai. O engenheiro civil Daniel Fraga (Cidadania) anunciou na quarta-feira (4/5/2020) a retirada de sua candidatura a prefeito de Januária. A chapa de Fraga, casualmente batizada de ‘Construtores de sonhos’, tinha como vice o sindicalista Afonso José dos Santos, o Afonso do Sindicato (Cidadania).

O projeto político da dupla Daniel/Afonso tinha as bênçãos, ainda que à distância, do advogado e ex-prefeito Maurílio Arruda (2009/2012), que, por sinal, teve o mesmo Afonso do Sindicato como seu vice-prefeito. Daniel fez uma campanha baseada em idealismo e nos sonhos que anunciava construir, mas a chapa é quante e o jogo bruto. Não deu.

Fac-símile da carta-renúncia da chapa Daniel Fraga/Afonso do Sindicato: ganho de experiência

“Recuar, não seguir, voltar atrás, sempre é difícil. Devemos ter sempre a consciência de que a cada decisão que tomamos, renunciamos a uma opção [...]. As dificuldades de campanha, a pandemia, o respeito à família, aos amigos e apoiadores, foram fatores cruciais para essa tomada de decisão”, escreveu Daniel - numa melancólica nota de despedida do processo eleitoral.

Fraga diz “que saiu mais forte e mostrando dignidade, com a certeza de que plantamos uma semente”, escreveu o ex-candidato, que anunciou ainda sua decisão de não apoiar nenhum dos concorrentes, mas liberou seus eleitores para “escolher quem melhor representa os anseios da população”.

NÃO DECOLOU

Daniel Fraga definiu que seria candidato em meados de julho deste ano. No plano de voo, o ex-engenheiro da Copasa imaginava crescer na intenção de voto até o final de outubro, quando se posicionaria entre os dois nomes mais cotados para ganhar a eleição em Januária.

O projeto, entretanto, não vingou e Fraga optou por abortar a caminhada rumo às urnas – até como forma de se preservar para futuros embates.

Pesquisas realizadas pelos partidos para consumo interno mostram um desempenho pífio do candidato do Cidadania – na melhor projeção, ele alcançava 5% das intenções de voto na virada de outubro para novembro.

TOSTÃO CONTRA MILHÃO