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A SUPER-SECRETÁRIA

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Luciene Almeida acumula pasta da Saúde com as funções de Governo

[ATUALIZADO 29:09:2020] -Das cinco secretarias que formam a estrutura administrativa do município de Manga, duas estão temporariamente sob o comando da administradora Luciene Almeida Sousa Damaceno.

Com a saída da ex-secretária Paula Beatriz Almeida da pasta da Saúde, Luciene Almeida voltou a ocupar o cargo que havia deixado para cumprir licença maternidade no final de 2018.

Por enquanto, e apesar da saúde inspirar todo o cuidado que se possa imaginar em razão da crise sanitária que o país ainda atravessa, Luciene segue no comando da Secretaria Municipal de Governo - função que ocupa desde o pedido de demissão de Henrique Fraga do posto, há quase dois anos.

ESTRESSE

A ex-secretária Paula Almeida pediu exoneração do cargo há três semanas, após ficar quase 18 meses no cargo, com alegação de precisava de período de descanso após a pressão e estresse acumulados ao longo dos últimos seis meses, período em que conduziu as ações de combate ao novo coronavírus na seara municipal.

Paula ocupava a função desde 2017, após a afastamento da antecessora Luciene para cumprir a licença maternidade. Luciene agora ganha o status de super-secretária com o acúmulo de titular das pastas de Governo e Saúde em meio à campanha pela reeleição do atual prefeito.

MAIS SAÚDE OU MAIS GOVERNO?

OS BENS DOS CANDIDATOS

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Manga tem dois milionários na disputa para prefeito e candidatos que se declaram mais pobres desde a última eleiçãoEm sentido horário, do candidato com maior valor de bens declarados ao menor: Carlitão Oliveira, o prefeito Quinquinhas, Isaias Nascimento, o ex-prefeito Anastácio Guedes, o vice Luiz do Foguete e Adailton Locutor. Veja no texto o vaor dos bens de cada um 

[ATUALIZADO] - Os candidatos a cargos públicos de prefeito, vice e vereadores são obrigados a declarar seus bens à justiça eleitoral. Os dados estão disponíveis no portal DivulgaCan 2020 e merecem um olhar do (e)leitor mais perspicaz.

Os candidatos podem iniciar a campanha de rua a partir deste domingo (27), embora com restrições a cargo de cada município para a realização de passeatas e comícios -- por conta da pandemia do coronavirus.

O limite legal para gastos por candidato a prefeito nestas eleições no município de Manga é de R$ 295,6 mil. Há quem tenha o valor do teto de sobra e há quem não passe nem perto dele.

A renda média apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no município é de africanos R$ 273, para um patrimônio médio de apenas R$ 3,6 mil.

O estudo chamado de FGV Social leva em conta a declaração anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

Pouco mais de mil manguenses declaram o imposto. Esse contingente de 6,5% da população tem renda média mensal de R$ 4,1 mil e patrimônio médio declarado de R$ 56 mil. A pobreza geral do município, entretanto, contrasta com o patrimônio da maior parte dos candidatos.

EMPREGADOR

O candidato estreante José Carlito Oliveira, o Carlitão, da coligação ‘Aliança Pela Renovação’ (PSL/Republicanos), é um multimilionário para os padrões de renda local.

Carlitão declarou bens que, somados, vão a R$ 4,76 milhões, distribuídos por fazendas com benfeitorias (R$ 2,8 milhões), veículos, máquinas e equipamentos ( R$ 1,16 milhão), bois (R$ 650 mil) e mais saldo em caixa (R$ 150 mil).

Carlitão é saudado como o fazendeiro que gera empregos, em um município em que somente 10% da força de trabalho está ocupada - com rendimento médio mensal de 1,6 mil.

PAROU POR QUÊ?      

Fonte: link para o estudo FGV Social disponível em texto da Folha de S. Paulo

Quem também aparece com patrimônio na escala  do milhão  é o atual prefeito e candidato à reeleição pela coligação ‘Manga não pode parar’ (PSD/PP), Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto.

O nome da coligação do prefeito, por sinal, é um nonsense à parte ao evocar o ‘não pode parar.’ Ironicamente, o município ficou estacionado no meio fio do abandono ao longo deste mandato. Coisas da política e de políticos que parecem viver no mundo da lua.

O prefeito declarou patrimônio de R$ 1,58 milhão, distribuídos em cotas de capital em empresas (R$ 1 milhão), imóveis urbanos (R$ 335 mil), aplicações financeiras e saldo em caixa (R$ 175), além de animais (R$ 42 mil).

MAIS POBRES

DANÇA DA SOLIDÃO

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Típico líder que desagrega, Quinquinhas busca 4° mandato isolado na cena política de Manga

Retrato na parede: nenhuma das lideranças que aparecem ao lado do candidato Quinquinahs nesta foto de 2016 vão subir no seu palanque agora em 2020 

Para conquistar o atual mandato, o prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), foi obrigado a costurar um leque de alianças em 2016 de difícil acomodação no mirrado orçamento do município de Manga.

Os aliados de quatro anos atrás, foram, um a um, pulando do barco do ora prefeito ao longo do mandato. A começar pelo vice, Luiz do Foguete (PDT), que abriu dissidência após desentendimentos com o titular e agora se lança como candidato à cadeira ocupada pelo ex-aliado nestas eleições de 2020.

Aliado decisivo na campanha de 2016, o vice-prefeito Luiz do Foguete (microfone na mão), rompeu com o prefeito no meio do mandato: melhor só que mal acompanhado 

Junto com Luiz do Foguete, apearam da canoa de Quinquinhas os irmãos Cândido e Eliel Dourado (PMN), além de Haroldo Bandeira.

Ex-prefeito por dois mandatos (1997/2004), Haroldo Bandeira (de bermuda na foto ao lado) fechou apoio ao candidato Luiz do Foguete, segundo consta, a pedido do deputado estadual Carlos Pimenta - um antigo aliado seu.

O fato é que nenhum aliado da foto no alto deste post segue ao lado do prefeito. O médico Cândido Dourado, que aparece de mãos dada com o então candidato Quinquinhas, agora dá suporte para a candidatura de Luiz do Foguete, com a indicação do irmão Eliel para a vice.

Cândido esteve do lado vencedor nas duas últimas eleições - o que evidencia certo feeling sobre o rumo da brisa na política local.

NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM?

FIM DE CICLO EM MONTALVÂNIA

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Ornelas não encara reeleição após governo apagado e sai de cena com quatro postulantes à sua vaga 

 Sentido horário: (1) candidatos Fred do Rally ao lado da vice Horência; (2) Jordão e vice Zé Augusto; (3) o médico Tarcísio Lopes (com mascara azul) e o vice Dim Boião; (4) o vereador Flávio Macedo e o companheiro de chapa, Raimundo Mota  

[ATUALIZADO - 22/09/2020 - 07:15:37] - O PTB do prefeito José Florisvaldo de Ornelas, o Dr. José, 80 aos, vai ficando no retrovisor da cena política em Montalvânia após ciclo de quatro mandatos - três do próprio Ornelas e um do padre José Aparecido Corrêa, que chegou ao cargo claramente sob a influência de Ornelas, então muito bem avaliado pela população local.

O cacique cochanino, velho parceiro do deputado estadual Arlen Santiago (PTB), perdeu muito do antigo carisma e agora cede espaço político e protagonismo para siglas como o Avante e o Podemos, nanicos em plano nacional - além do endinheirado PSL, barriga de aluguel para a eleição de Jair Bolsonaro (sem partido).

ASSISTENCIALISMO GOURMET

Os três partidos ainda são desconhecidos na seara local, mas podem ganhar alguma musculatura na política local ao serem encampados por lideranças políticas repaginadas, como é o caso do ex-prefeito Jordão Lopes Medrado (mandato 2012-2016), que trocou o PR pelo PSL.

Ou o entrante Dr. Tarcísio Lopes, o nome retirado da cartola do PTB de Ornelas e que entra na disputa sob a embalagem supostamente nova do Avante.

Outra sigla estreante na política local é o Podemos de Fredson Lopes França, o Fred do Rally, empresário do ramo imobiliário e educacional radicado aqui no Centro-Oeste, que planeja levar para a administração local a experiência de liderança que protagonizou no chamado Rally da Solidariedade, uma espécie de caravana do bem sob medida para o assistencialismo gourmet (veja mais abaixo).

TROCA DE NÚMEROS

O eleitor interiorano se identifica com os vários candidatos pelos números com que são identificados na urna eleitoral e bem menos pelas siglas ou nomes de batismo dos partidos políticos. 

Está em curso uma dança de siglas em vários municípios norte-ineiros. Partidos como PT, MDB e o PSDB, outrora muito ativos, têm baixo protagonismo nessas eleições.

No caso de Montalvânia, saem do jogo eleitoral na disputa majoritária o 14 (PTB) de Ornelas e o 22 (PR) de Jordão Medrado. Entram na arena eleitoral o 70 (Avante), 19 (Podemos) e o 17 (PSL) que se ligam a três de quatro candidatos na disputa deste ano.

O 15 (MDB) do vereador Flávio Macedo não é exatamente novidade, teve papel importante na redemocratização do país, mas não tem histórico de mando na cena local. Nem quando o PMDB de José Sarney, ganhou praticamente o mando em todos estados do país.

CLIMA DE MUDANÇA

JUNTOS E MISTURADOS EM JANUÁRIA

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Executiva estadual do PT anula convenção do diretório local para compor com candidato do neo-companheiro Arlen Santiago

A imagem do deputado estadual Arlen Santiago (PTB) perfilado ao lado da bandeira do PT, durante a convenção do partido em Matias Cardoso no início desta semana, correu trechos nas asas ligeiras da internet.

Arlen é, e não de agora, um dos principais críticos do lulopetismo no Norte de Minas - o que não o impede de fechar alianças com a turma vermelha quando a conveniência de se obter o mando político em prefeituras da região fala mais alto.

O namoro do milionário empresário com o PT de Lula, contudo, não é novo. Santiago é aliado antigo do prefeito petista de São João das Missões. A aproximação de Arlen com os caciques da aldeia Xakriabás em Missões caminha para duas décadas.

Índio quer apito seja lá de onde for. Vale embarcar nas bandeiras identitárias do petismo no poder federal e, ao mesmo temo, tocar a aliança com o suprassumo do conservadorismo que Arlen representa e sempre representou.

No clube dos bilhões, claro, índio nunca foi bem-vindo, como bem o demonstra agora a política de flecha e tacape que o governo Bolsonaro destina aos aldeotas Brasil afora.

Mas isso, em política, é um detalhe. Não se tem notícia que o PT tenha se mexido para expulsar o cacique dos seus quadros por conta desse aliancismo de resultados.

ANTAGONISMOS

O companheiro Arlen, por seu turno, não está muito preocupado com a coerência. Soldado da linha de frente dos governos do PSDB em Minas, pulou do canoa furada de Aécio Neves para se converter ao bolsonarismo e não vê nenhum problema em fazer aliança com o PT do deputado federal Paulo Guedes em Januária, Matias, Missões...

Os antagonismos antigos são esquecidos em nome da necessidade premente de se manter as máquinas eleitorais para as reeleições de suas excelências daqui a dois anos. Diante desse imperativo, atropela-se a decisão democrática do diretório municipal do PT em Januária. No muque.

Fac-símile da ata em que a executiva estadual do PT meteu a mão grande na decisão dos convencionais de Januária para abraças o PTB

MELHOR DE TRÊS

Em convenção no domingo (13), o PT januarense tinha três opções à mesa sobre os rumos a seguir na eleição municipal: indicar a filiada Mari Rocha como candidata própria ou fechar alianças para compor as chapas dos candidatos a prefeito Eustáquio Nascimento, o Eustáquio do Sesp (PDT), ou com o ex-vereador Joãozinho Lima, do PTB de Arlen e Roberto Jefferson.

Por maioria dos poucos votos do convencionais presentes, optou-se por indicar o vice na chapa do pré-candidato Eustáquio do Sesp (PDT). A deliberação, no entanto, seria letra morta três dias depois.

TÁTICA ELEITORAL

O COMPANHEIRO ARLEN

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Em tempo de alianças, talvez seja o caso de recorrer ao velho e sábio ‘diga com quem tu andas e eu te direi quem és’

Cena insólita: Arlen Santiago discursa na convenção do PT em Matias Cardoso. Os políticos deviam se dar mais ao respeito 

O PT de Matias Cardoso realizou sua convenção nesta quarta-feira (16) com um convidado bastante improvável para as condições normais de coerência política e histórica. O deputado Arlen Santiago (PTB), velho carrasco da legenda no Norte de Minas, foi o convidado de honra do evento e se deixou fotografar perfilado diante da bandeira vermelha do petismo. 

Arlen sempre sabe o que faz e fica descartada, ex ante, a possibilidade de que tenha cometido uma gafe. Por causa dos santos se beija as pedras, só para ficar com outro dito popular de grande valia.

A sede pelo poder justifica o eventual sacrifício do velho político de direita, até outro dia um fiel samurai de Aécio Neves e agora convertido às hostes do bolsonarismo quase praticante.

Não há notícia de que Arlen demonstrou ânsia de vômito ao se aproximar do perigoso símbolo inimigo, sempre a evocar o perigo do comunismo e otras cositas mas.   

INIMIGOS CORDIAIS

CARTÃO VERMELHO PARA A DEMOFOBIA

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Bolsonaro faz papel de 'pai dos pobres' e oposição ao próprio governo quando rejeita avanço de Guedes sobre os descamisados. Vai dar certo?

Poucas vezes na História da nossa decadente República um ministro foi tão seguidamente desautorizado pelo presidente no plantão. Paulo Guedes parece predestinado a bater esse recorde e o de usina de ideias malucas para as quais ninguém dá a menor pelota.

O biruta de Posto Ipiranga repetiu esta semana o aparvalhamento habitual diante do ácido comentário de Jair Bolsonaro sobre a ideia de Jerico de congelar aposentadorias e cortar um auxílio para trabalhadores aleijados ou vítimas de outras limitações para criar o natimorto Renda Brasil.

O Renda Brasil era o programa social pensado para substituir o Bolsa Família da era Lulista e garantir algum ganho eleitoral a Bolsonaro nas eleições de 2022. De quebra, sustentaria o bom-humor de parte do eleitorado com o auxílio emergencial de R$ 600 (agora R$ 300).   

“Cartão vermelho? Isso não é comigo”, desconversou o ministro, para vergonha alheia e até certa misericórdia. Como é possível que alguém tão hábil com as palavras se submeta aos achincalhes de um presidente não exatamente conhecido por inteligência e brilho?

ONDE JÁ SE VIU?

MANGA NÃO ATINGE METAS PARA O IDEB

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Com avanços e retrocessos, educação no município anda de lado  na última avaliação do MEC
Imagem: Polícia Militar do Estado de Minas GeraisAlunos durante evento em frente à Escola Estadual Presidente Olegário Maciel, a mais antiga do município: avanços e recuos a cada ciclo avaliatório 

O Ministério da Educação divulgou nesta terça-feira (15) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para todo o país. Calculado a cada dois anos, o Ideb é o mais importante termômetro para aferir a quantas anda a educação no país.

O ensino médio brasileiro alcançou o indicador de 4,2 pontos em 2019 (um avanço de 0,4 pontos ante os 3,8 pontos da medição anterior, em 2017).

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o país mostrou crescimento tímido no indicador. O Ideb 2019 foi de 5,9 pontos, o que representa aumento de 0,1 ponto em relação à edição anterior, e segue a tendência de evolução das outras edições, superando a meta prevista de 5,7 pontos.

IDEB EM MANGA

O município não se saiu bem no dado consolidado, em que se considera os desempenhos conjuntos para as escolas das redes municipal e estadual (nenhuma escola privada passa pela avaliação no município). Mesmo com avanço nos indicadores em relação ao ciclo avaliatório de 2017, Manga não conseguiu cumprir as metas estipuladas pelo MEC para o ano de 2019.

Tabelas mostram que município não atingiu as metas previstas para a edição do Ideb 2019

Nas séries iniciais, em que turmas do 5° ano realizam a prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o Ideb do município ficou em 5,4 pontos, mas a meta prevista para o ciclo de avaliação de 2019 era de 5,5 pontos.

Nas séries finais, em que se avalia o desempenho das turmas do 9° ano, o município tinha meta de 5,0 pontos, mas ficou bem abaixo desse patamar, com apenas 3,6 pontos atingidos.

Esse número é pior, por exemplo, do que aquele obtido em 2015, quando o Ideb local tinha ficado em 3,9 pontos, com nítido recuo no indicador.      

BOM E RUIM

No ensino fundamental sob a responsabilidade do município, o Ideb manguense para as séries iniciais (5° ano) teve ligeira melhora: saiu de 5,1 na última avaliação, em 2017, para 5,3 na medição anunciada hoje, relativa ao ano de 2019. Crescimento acanhado de 0,2 pontos.

O número é bom, porque supera a meta estimada pelo MEC para o ano de 2019 (que era de 4,7 pontos), além de antecipar o indicador esperado para 2021 (5,0 pontos).

As boas notícias, no entanto, vão ficando por aí. Nos anos finais do ensino fundamental (9° ano), o município voltou a colher resultados decepcionantes para a rede municipal de ensino.

O Ideb dessa faixa trouxe ligeira melhora em relação ao tombo visto em 2017 - quando o indicador recuou 1,2 ponto em relação a 2015 -, mas o desempenho foi vexatório e ficou muito aquém da meta de cinco pontos prevista para 2019.

O Ideb das séries finais em Manga ficou em modestos 2,8 pontos, para uma meta esperada de 5,0 pontos.

CORONAVÍRUS

Imagem ilustrativa, sem vinculação com as escolas do município (Barueri)  

Pandemia fechou escolas da municipal de ensino, que tenta suprir o distanciamento com o professor via métodos antiquados 

Quando se destrincha os números, é possível perceber que o Ideb em Manga não tem uma trajetória de melhoria linear. Uma mesma escola apresenta melhoria para um dos segmentos avaliados, mas piora no outro a cada dois anos, dentro do mesmo ciclo avaliatório.

Há que se considerar ainda o impacto do fechamento das escolas neste ano de 2020 por conta da pandemia do coronavírus - o que aponta para a previsível piora nas próximas rodadas de avaliação no país e município.

No caso de Manga, as escolas da rede municipal têm se limitado a enviar mensalmente envelopes com tarefas sobre conteúdos já ministrados para a casa dos alunos.

Sem a mentoria do professor, o aluno resolve os questionários e os devolve para a escola, onde os professores realizam a correção e comentam os eventuais erros. 

O município não tem estrutura para oferecer aulas online e o máximo que avançou nessa seara foi com a indicação de fontes para estudo na internet, a que muitos dos alunos não têm acesso.

Não há previsão de retorno presencial às aulas ainda neste ano, com os esperados efeitos negativos na aprendizagem - inclusive de evasão quando a comunidade escolar retomar sua rotina.   

SUPEROU
Visto por dentro, o melhor desempenho entre as escolas do município coube aos educandários Professora Dona Mosa Pereira e Jovino Lopes da Silva, da comunidade de São José das Traíras. A Escola Dona Mosa, que só oferece as cinco primeiras séries, ficou com Ideb 6,4 - ante a meta prevista de 6,1 para o ano de 2021, quando vai acontecer a próxima avaliação.

Já a Escola Municipal Jovino Lopes avançou 1,0 ponto nas séries iniciais: saiu de 5,4 para 6,4, no que antecipa com folga a meta para 2021, que era de 5,6 pontos.

Para as séries finais, o desempenho da Escola Jovino Lopes foi mais acanhado (4,3 pontos), mas conseguiu encostar na meta prevista para este último Ideb, estipulado também em 4,3 pontos.

O número, entretanto, veio abaixo do último dado disponível, 4,9 pontos no Ideb de 2015 (a escola não teve o número mínimo de alunos para entrar na medição de 2017) .

CAIC, CAIU

Maior escola do município, com cerca de mil alunos, o Caic Padre Ricardo Trischeller deixou a desejar no Ideb. A escola piorou seu desempenho na comparação com a última medição para as séries iniciais (4,6 pontos agora ante os 4,8 pontos da avaliação de dois anos atrás).

O resultado, claro, impactou o cumprimento do Ideb de 4,9 pontos previstos para o Caic Padre Ricardo em 2019.

Para as séries finais, a escola recuperou apenas parcialmente o péssimo desempenho dos últimos quatro anos. O Caic teve nota 2,3 (ante os 3,7 atingidos há quatro anos) nas séries finais e ficou muito distante da meta esperada para esta última medição, que era de 4,9 pontos.

ESTADUAIS

A rede estadual de ensino local também deixou a desejar no Ideb das séries finais: o índice medido em 2019 até melhorou - avanço de 3,6 para 3,9 pontos, mas ainda assim distante da meta esperada para a avaliação do ano passado, que era de 5,0 pontos.

Para as séries finais, as escolas estaduais tiveram melhor desempenho, mas também insuficiente para cumprir a meta. O indicador foi de 5,5, com pequeno avanço ante a medição anterior, mas assim longe da meta de 6,2 prevista para 2019.

Na rede estadual, somente a escola Presidente Olegário Maciel conseguiu superar a meta do Ideb prevista para o ano de 2019. O mais tradicional educandário da cidade obteve nota 6,4 ante os 6,3 previstos para as séries do ciclo fundamental.

Quando se olha para as avaliações da ponta final do ciclo fundamental (8° ano), quem conseguiu melhores resultados foram as escolas Brejo do São Caetano Japuré e Tancredo Neves, que bateram suas metas no último Ideb, com indicadores, respectivos, de 4,7 (meta de igual valor) e 4,2 pontos (meta de 4,0 pontos).

As demais escolas da rede estadual não atingiram as metas para as séries finais do ensino fundamental.

No ensino médio, em que se avaliam os alunos cursantes do 3° anos, apenas as escolas Brejo do São Caetano Japuré e Estadual Professor José Ribeiro Campos conseguiram bater as metas para o Ideb 2019, com notas 3,7 e 3,3, respectivamente.

QUEM FAZ O SAEB?

AVANTE FICA PARA TRÁS

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[ATUALIZADO] - O advogado Walter Amaro Sobrinho (Avante) desistiu da disputa pelo cargo de prefeito em Manga. O projeto, retomado perto do prazo final para a realização das convenções partidárias que termina nesta quarta-feira (16), não avançou e “entra na berlinda” por um motivo banal: a falta de um vice.

Amaro nega que tenha voltado à cena eleitoral para ser o candidato a vice na chapa do prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD). Consta que o entorno do prefeito demonstrou interesse na composição de chapa com o Avante de Amaro Sobrinho, mas que Quinquinhas nunca teria escondido sua preferência pelo nome do empresário Luiz Cláudio Chaves, o Lula do Sindicato Rural (PP). 

Embora o prefeito tenha comunicado a escolha de Lula ao seu círculo mais próximo em reunião no gabinete, há alguns dias, não há, ainda, anúncio público e formal sobre a composição da chapa. O prefeito tomou um chá de sumiço nos últimos dias, o que tem gerado uma série de especulações sobre o assunto no mundo político local.  

PEDIDO DE DEMISSÃO

RETORNO PELA CANHOTA: PT QUER VOLTAR PARA CONCLUIR OBRAS PARADAS

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Em convenção neste domingo, partido confirma nome de Tasso e aliança com o PSB de Cassília, única mulher na disputa majoritária

Baile de máscaras: convenção confirma nomes de Anastácio para prefeito e Cassília na vice, rara presença da mulher em ambiente ainda majoritariamente masculino

Saiu o prometido ‘casamento’ eleitoral entre o PT do deputado federal Paulo Guedes e o PSB da vereadora Cassília Rodrigues, a Cassília Ação Social. Os dois partidos realizaram suas convenções simultaneamente neste domingo (13), em aliança que vai tentar desbancar o mando político de 10 anos do atual prefeito, Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD).

Alheias ao distanciamento social imposto pela pandemia do coronavírus, lideranças das duas siglas deram-se as mãos para o tradicional ‘até a vitória’, de braços levantados, e validação da aliança. Todos usavam máscaras faciais, como recomenda o protocolo, mas anda assim rendeu a cena um tanto quanto bizarra que ilustra este post. 

O deputado Paulo Guedes é o único a aparacer sem o aparato de proteção após, como é comum nessas ocasiões, ter comandado o show da turma da canhota e receber o privilégio de ser o último a falar. Guedes fez ma fala propositiva e, como bom animador de auditório, passou a mensagem de que a vitória do irmão Anastácio será uma barbada - o que é bastante relativo  

Em momento em que o TSE mostra disposição para cobrar a participação feminina e de negros no processo eleitoral, a chapa petista deve ser a única a trazer uma mulher na composição majoritária nas eleições do município, com Cassília na vice.

O gesto é simbólico e na direção da diversidade que se busca, mas sempre driblada pela maioria dos partidos - com recursos a candidatas pouco competitivas ou simplesmente laranjas como mostra a crônica recente.

AGORA VAI