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ESVAZIADA, AMAMS ACLAMA PRESIDENTE

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Entidades municipalistas do Norte de Minas optam por consenso na escolha das suas diretorias, exceto no Samu onde a disputa segue indefinida

Prefeitos filiados à Amams na foto oficial durante a eleição para a escolha da nova diretoria da entidade 

A outrora influente Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams) elegeu sua nova diretoria na última sexta-feira (15) de forma consensual.

O prefeito do pequeno município de Padre Carvalho, José Nilson Bispo de Sá, o Nilsinho (Republicanos), foi aclamado presidente e vai para tocar a lojinha municipalista pelos próximos dois anos.

A nova diretoria tem ainda os prefeitos Celio Santana (Buenópolis) como 1º vice-presidente, Robson Adalberto Mota Dias (Coração de Jesus) na 2ª vice-presidência, Ronie Douglas Dias (Olhos D'água) na diretoria de Gerenciamento Econômico, Norberto Marcelino (Claro dos Poções) na Articulação Política, José Geraldo Alves de Almeida (prefeito de Ponto Chique) como diretor de Desenvolvimento Regional.

Já o Conselho Fiscal é formado por Carlos Alberto Mota Dias (prefeito de São João da Lagoa), Vanderli de Carvalho Barbosa (Felixlândia), Rodrigo Fernandes (Pedras de Maria da Cruz), Diego Antonio Braga (Grão Mogol), Eduardo Rabelo (Francisco Dumont) e Reginaldo Antonio Silva (Jaíba). 

NOVO VELHO- A posse da nova diretoria ainda depende da confirmação da presença do governador Romeu Zema (Novo), que, por sinal, bate asas neste final de semana por municípios do Norte de Minas.

A presença do governador que nada fez em Minas até aqui na solenidade de posse da Amams será uma tentativa de lembrar os bons tempos em que a entidade tinha algum peso na cena política regional.

Mas Zema é um novo velho, no que diz muito, por exemplo, o sucateamento da malha rodoviária sob sua batuta. As estradas mineiras são agora um queijo suiço e, não demora, quem tem planos eleitorais vai tentar sair da órbita do ‘caipira’ que tomou Minas de assalto na onda bolsonarista que varreu o país há dois anos. A nova política está morta, só falta alguém para bater o prego no seu féretro.

SEM PARAQUEDAS - Um dado mostra o esvaziamento da Amams. Dos quase 100 municípios sobre a área de influência da Associação, pouco mais de 50 prefeitos estavam aptos a votar. Entre os deputados com representação regional, apenas Paulo Guedes (federal) e Zé Reis (estadual) deram com os costados por lá. A boa notícia é que nenhum dos paraquedistas de ocasião apareceu.

Parcela deles não têm direito ao voto por inadimplência com a entidade, mas há ainda quem simplesmente não queira perder tempo com o associativismo, por considerá-lo inócuo. A tese aqui é a de que o eleitor médio não tem a menor ideia do que venha a ser a Amams e dela não tira nenhum proveito.

ERA DOURADA - Em seus dias áureos, a Associação ergueu uma sede suntuosa em Montes Claros. Quem pontificava por lá era o novamente prefeito de Patis, Valmir Morais (PTB), que também acaba de ser eleito por unanimidade para a presidência Cimams (Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene).

O Cimams, que entre as suas multifinalidades tem o propósito de realizar licitações conjuntas para os municípios, era comandado até aqui pelo ex-prefeito de Matias Cardoso Edmárcio Moura Leal, o Edmárcio da Sisan (Avante), nesta foto de terno ao lado do prefeito e novo presidente do consórcio, Valmir Morais.

Com Valmir, a Amams teve alguma interlocução com o Palácio Tiradentes e chegou a receber os governadores tucanos Aécio Neves e Antonio Anastasia, aqueles que iniciaram a quebradeira de Minas antes do petista Fernando Pimentel colocar a cereja no bolo já bem azedado.

CONVERSA PRA BOI DORMIR

PREFEITO SUSPENDE 59 NOMEAÇÕES

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Anastácio cancela pela 2ª vez posse no cargo de servidores aprovados em concurso realizado pela Prefeitura de Manga em 2012

Vista parcial da praça da Prefeitura de Manga: posse de servidor suspensa outra vez  

A cena política em Manga anda cansativa e se repete, volta e meia, como pura farsa. Um dos primeiros atos do prefeito Anastácio Guedes (PT), já no primeiro dia útil no cargo, foi nomear uma comissão sindicante para avaliar a licitude do ato do antecessor no cargo, o ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim ‘Posto’ Oliveira (PSD).

A comissão especial é formada pelos servidores Wesley Acipreste (presidente), Raquel Carlos Rocha (secretária) e Rosário Carlos Rocha (suplente), responsáveis por decidir pela lisura ou não da decisão que nomeou 59 servidores no apagar das luzes da gestão anterior. 

O concurso foi aberto ainda no ano de 2012, durante o segundo mandato do ex-prefeito Quinquinhas, mas foi cancelado pela primeira gestão petista no início de 2013. 

A posse dos novos ex-servidores aconteceu no dia 9 de dezembro passado para os cargos de auxiliar de serviços gerais, motorista de  veículos leves e pesados, operador de limpeza, vigia, eletricista, auxiliar de biblioteca, auxiliar de secretaria escolar, atendente de farmácia, fiscal de tributos municipais, fiscal sanitário, monitor escolar, professor de educação básica I, desenhista técnico, administrador de empresas, assistente social, fisioterapeuta, engenheiro civil, pedagogo e psicólogo. 

Deputado Paulo Guedes e o prefeito Anastácio em foto de arquivo: concurso anulado duas vezes sob o argumento de nulidade de ato e falta de caixa para bancar nomeações

Em fala aos servidores empossados, o ex-prefeito declarou que sua administração “elaborou todo um planejamento financeiro para que esses servidores pudessem ocupar os seus respectivos cargos, sem comprometer o financeiro do município”. Quinquinhas só não não explicou como seria possível 'planejar despesas' para uma administração que sabidamente já não seria mais sua. 

FILME VELHO

De volta a Anastácio, o petista praticamente repetiu agora o gesto de quando assumiu o cargo pela primeira vez, em janeiro de 2013, para o primeiro mandato. Na ocasião, Anastácio anulou a validade do concurso público homologado pelo seu antecessor Quinquinhas para a efetivação de 57 servidores ao quadro de funcionalismo do município.

Desde então existe uma ação civil pública que tenta anular a primeira decisão de Anastácio, que argumentou, há quatro anos, que a administração anterior não havia cumprido prazos previstos na Lei Eleitoral para a realização desse tipo de certame.

NULIDADE NO ATO

QUE PARQUE É ESSE?

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Retomada do Uirapuru é prioridade para Anastácio, mas há dúvidas sobre fonte de recursos
Imagem retirada das redes sociais
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Vista panorâmica do Parque Uirapuru no sentido Norte/Sul: o cartão-postal que nunca sai

O mel de coruja em curso no Parque Uirapuru ainda não é a retomada definitiva da obra que a atual administração pretende fazer no prometido cartão postal da cidade. Segundo o deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), a conclusão do parque deve acontecer ao longo deste ano e à medida que sobrarem os recursos para sua retomada.

O deputado, que é irmão do prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), fez uma visita in loco ao parque na semana passada para avaliar as chances de continuar com a urbanização daquele espaço. 

Por enquanto, Anastácio Guedes busca apenas melhorar o aspecto geral do parque, abandonado pelo seu antecessor ao longo dos últimos quatro anos.

Quando a obra for finalmente reiniciada, a proposta é de instalar uma fonte luminosa na lâmina d’água do lago e colocar alguns pedalinhos para passeios dos usuários do equipamento público. A previsão é de que será construída também uma pista interna e instalados alguns equipamentos para a prática esportiva - além da arborização do lugar.  

A ponte de acesso à ilhota no meio do lago também deverá ser recuperada. Essa ponte motivou um das muitas ações judiciais que Quinquinhas patrocinou contra Anastácio.

PASTAGEM

A Prefeitura de Manga realiza a roçagem do gramado e planeja fechar o quanto antes os buracos abertos no alambrado que protege o local. A reportagem constatou a presença de vários animais pastando no gramado do parque em razão dessas aberturas no alambrado.

O Parque Uirapuru foi a principal obra da gestão anterior de Anastácio (2013/2016), mas não teve a chamada solução de continuidade no governo anterior.

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HORA DA DESFORRA
Anastácio fecha prefeitura, decreta emergência por quatro meses e manda auditar contratos do antecessor
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Iniciada no final do mandato passado, a urbanização do Uirapuru não chegou a ser concluída em tempo hábil. As telas para o fechamento do alambrado, por exemplo, ficaram jogadas no almoxarifado durante o mandato do ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD).

AGORA VAI?

HORA DA DESFORRA

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Anastácio fecha prefeitura, decreta emergência por quatro meses e manda auditar contratos do antecessor

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Mosaico com imagens da campanha do prefeito Anastácio: devassa nas contas do antecessor

Em decreto de três páginas carregado de muitos “considerandos”, o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), sinalizou para o que promete ser uma devassa nas contas do seu antecessor, o prefeito Ficha Suja. O petista instaurou uma comissão para auditar os contratos e convênios da gestão anterior.  

O movimento contrasta com o clima “paz e amor” da recente campanha eleitoral, quando o petista se negou a entrar na guerra de judicialização ensaiada pelo agora ex-prefeito e então candidato à reeleição.

O atual prefeito e o anterior, por sinal, acabaram de se encontrar na tarde desta quarta-feira (13) durante o evento para a eleição da mesa diretora do Consórcio Intermunicipal de Saúde Micro Região Manga (Cismma). Anastácio foi eleito para presidir pelos próximos dois anos a entidade que reúne quatro municípios. O Cismma, basicamente, transporta pacientes dos seus municípios de origem para atendimentos de urgências médicas em outras cidades. 

MANDA UM ZAP 

De volta ao nosso tema, Anastácio decidiu suspender o atendimento ao público no prédio da Prefeitura pelo prazo de 30 dias e determinou a criação, na terça-feira (12), de auditoria interna na Prefeitura de Manga para levantamento de informações. O atendimento fica mantido nas secretarias e departamentos.

Quem precisar de atendimento no setor de tributos, que funciona na sede, vai ter que agendar o serviço por meio telefônico ou na página do município na internet ou ainda na recepção da sede administrativa seguindo as recomendações sanitárias e ainda fazendo uso de máscara e mantendo o distanciamento.

“A medida visa a garantir a proteção do interesse público e a realização de procedimentos próprios de auditoria nos contratos firmados pelo município”, diz uma nota publicada no site oficial. Contratos firmados pelo antecessor, o prefeito Ficha Suja, vale a ressalva.

COMISSOAUDIT.jpg - 71,48 kBPrimeira reunião da comissão de auditoria: revisão de contratos e convênios  

Para justificar a medida, Guedes argumenta que a gestão anterior se recusou a cumprir o rito da transição entre o governo que sai e o que entra. O prefeito diz que não recebeu informações sobre “a real situação das contas do município” - o que agora só será possível saber com a realização dessa auditoria.

Um representante do escritório Sérgio Bassi & Auditores e Consultores Associados, de Belo Horizonte, participou de reunião na última terça-feira com a comissão de auditoria criada por Anastácio. Segundo uma fonte, há a possibilidade dessa empresa ser contratada para ajudar no levantamento dos atos da gestão passada.

QUEM PROCURA ACHA

INFORME PUBLICITÁRIO

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 ENERGIA SOLAR POR ASSINATURA CHEGA A RESIDÊNCIAS, EMPRESAS E PRODUTORES RURAIS NORTE DE MINAS

Adesão é feita de forma digital gerando uma economia de 12% a 22% na tarifa de energia elétrica

Vista parcial de uma das fazendas de geração de energia solar da Mori em Manga: economia chega também aos pequenos consumidores

Um grande banco brasileiro anunciou nesta semana que pretende trocar 90% de toda a energia que consome por energia renovável nos próximos quatro anos. Empresas consumidoras de energia em grande escala têm ‘alugado’ usinas fotovoltaicas ou construído fazendas próprias de produção de energia solar (algumas delas no Norte de Minas) como forma de neutralizar suas emissões de carbono.

Além da preocupação ambiental, essas empresas são movidas pela economia que conseguem ao comprar o suprimento de que precisam ofertado no mercado livre de energia ou por meio da geração distribuída remota.

E EU COM ISSO?

Mas o que você que ler este texto tem a ver com isso? Vem comigo, porque o assunto também interessa ao consumidor da pessoa física. A novidade agora é que as vantagens da aquisição mercado livre de energia chegou para empresas de pequeno e médio portes e até mesmo para os consumidores residenciais.

Algumas empresas passaram a oferecer esse tipo de produto, inclusive no Norte de Minas. Residências, empresas e produtores rurais da região, podem, a partir de agora, contratar os serviços de energia solar por assinatura da Mori Energia – empresa líder em geração compartilhada solar no país.

ENERGIA LIMPA E MAIS BARATA

Os planos permitem uma economia de 12% a 20% na tarifa de energia, sem necessidade de investimento inicial ou fidelização. O desconto pode chegar a 22% se o cliente incluir o código MORIGP no momento em que for finalizar o seu cadastro no site da Mori. Esse é o código para o desconto especial oferecido aos clientes da GP Serviços e Soluções, do empresário norte-mineiro Geovany Pimenta, o representante da Mori Energia para toda a região.

Geovany Pimenta da GP Serviços e Soluções: código exclusivo amplia descontos para o consumidor do Norte de Minas

“Essa redução é bastante significativa para as principais atividades da região, como a pecuária leiteira, lavouras irrigadas de milho, cana-de-açúcar e feijão, que possuem grande demanda por energia elétrica”, explica Geovany Pimenta.

Geovany Pimenta é o agente autônomo autorizado pela empresa para vender a energia que produz nas usinas que instalou em municípios da região – duas delas em Manga. “O consumidor pode comprar a energia elétrica diretamente das empresas geradoras ou daquelas que comercializam esse ativo no mercado livre”, diz Pimenta.

TRÊS FASES

A produção de energia no país passa por três fases, a começar pela geração, que transforma fontes primárias como as águas de reservatório, gás, vapor, energia dos ventos e energia solar na energia elétrica que chega ao consumidor final. Há ainda as empresas de transmissão entre o gerador, que pode ser uma usina no meio da floresta amazônica até os centros consumidores de carga.

É aqui que entra em cena o distribuidor, responsável por receber a energia das empresas de transmissão e distribui-las para os centros consumidores residenciais e industriais. Geovany Pimenta explica que o consumidor vai receber duas faturas do serviço que oferece.

Uma delas, com o valor da taxa mínima, é aquela normal da Cemig, que atua como canal de distribuição da energia vendida pela Mori. A Cemig é remunerada pela entrega da energia no padrão do consumidor final. A Mori, por sua vez, faz a cobrança da energia que fornece por meio de boleto bancário, que vai em separado com os dados do consumo de cada cliente.

ECONOMIA

MENOS, PREFEITO. MENOS

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Prefeito de Januária abre mandato pendurado em um caminhão da coleta de lixoPrefeito Maurício Almeida ao alto (de camiseta azul e luvas) ao lado dos garis. No painel de baixo, aboletado no caminhão coletor em gesto que lembra João Dória (centro) e ao lado do vice Marlon da Cemig na última imagem

O prefeito de Januária, Maurício Almeida (PP), saiu da solenidade de posse no começo da tarde da sexta-feira (1º) direto para o departamento de limpeza pública do município.  

A pretexto de mudar o horário tradicional da coleta de lixo na cidade, que passa a ser realizado entre 18:00 até a meia-noite, o engravatado da solenidade da posse de algumas horas antes se transmudou em gari por um dia.            

Não chega nem mesmo a ser original. O lance publicitário já foi tentado pelo ex-prefeito de São Paulo João Dória, o ex-João Trabalhador (PSDB), quando assumiu o município em janeiro de 2017.

Dois anos depois, Dória renunciou ao cargo para disputar a vaga de governador do Estado e agora vive aos tapas (retóricos) com o presidente Bolsonaro pela primazia na oferta da vacina contra o coronavírus. 

CHOQUE DE REALIDADE

BARBA, CABELO E BIGODE

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Sem liderança, oposição perde referência e ajuda a eleger o petista Dão Guedes para presidência da Câmara

Em sentido horário, a vice-prefeita Cassília Rodrigues, o prefeito Anastácio, Jácia Lopes, que presidiu a sessão inaugural da atual legislatura, e o secretária ad-hoc, Raimundo Mendonça 

O prefeito Anastácio Guedes (PT) deu demonstração de força que parecia distante por conta do clima polarizado da política local ao longo do ano. O petista elegeu o vereador e irmão, Dão Guedes, pela segunda vez em quatro anos, para a presidência da Câmara Municipal de Manga.

Não contente em vencer com a arriscada indicação de um irmão para a presidência da Câmara, Dão Guedes foi eleito por unanimidade para comandar a Casa no biênio 2021/22 - o que coloca o guedes-petismo em condição de força  máxima desde que chegou ao mando do município em 2012.

A composição da chapa, antecipada aqui pelo site ontem pela manhã, tem ainda os vereadores Jackson Vinicius Cunha (Republicanos) para a vice-presidência, além de Jácia Lopes (PSD) eleita para a 1ª secretaria e Gilson Francisco Viana, o Tola (Republicanos), eleito como segundo secretário.

SANGUE NOVO - Detalhe: com exceção de Dão Guedes, um veterano na casa com quatro mandatos no currículo, a mesa diretora é composta por estreantes na Casa. Mas não é só: aposta da nova oposição para combater o guedes-petismo em Manga, a vereadora Jácia Lopes achou mais interessante compor com a turma governista.

A surpresa para a eleição da mesa diretora da Câmara teve ainda a atuação de bastidores do empresário Vinícius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), um dos muitos desafetos que o ex-prefeito Q________ (PSD) conquistou ao longo da sua carreira política, que agora caminha para fim, com a recente condenação à perda dos direitos políticos em crime de improbidade administrativa.

A FILA SE MOVE - O que explica o fato inconteste da nova oposição ter saído com quatro dos noves vereadores da Casa e, ainda assim, perder o seu comando? Um analista atento à cena política local tem a seguinte versão: não há vácuo em política e os agentes atuais já perceberam que o ex-prefeito Q______ é página virada na cena local. Novos arranjos de poder precisarão ser construídos.

Noutra avaliação, o ex-prefeito passou as últimas semanas em intensa atividade nas redes sociais na tentativa de salvar sua biografia da pecha de prefeito ficha suja. Como é que aqueles três desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais cometeram tamanha injustiça com alma tão proba. Só pode ser coisa de petista encastelado nos escaninhos do Judiciário mineiro. Chama o Bolsonaro!

O ESPELHO DE NARCISO - Q ______ perdeu muito tempo em construir a narrativa de que é um administrador “honesto e competente”, mas que teve mandato difícil em razão da dívida de R$ 12 milhões que recebeu do antecessor e do calote de R$ 11 milhões do governo Fernando Pimentel.

Narciso acha feio o que não é seu espelho, como muito bem sacou Caetano Veloso. No afã de garantir um legado para a posteridade, com o corre-corre para registrar na internet seus aludidos feitos, o ex-prefeito descuidou da sua base e passou por novo vexame, o de perder o comando da Câmara que estava praticamente em suas mãos - bastava cooptar um vereador do Republicanos, aliado de outros tempos.   

Em meio a esse surto do mais puro narcisismo, o ex-prefeito não cuidou da política e acabou perdendo duas eleições importantes na briga política que envolve oposição-situação. Além da Câmara, Q________ e sua patota foram derrotados na eleição para escolha da direção da Fundação Hospitalar.

AGORA É COM MAURÍCIO

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Eleitos tomam posse Januária com presença limitada de pessoas em razão da pandemia

Foto oficial da posse do prefeito, vice e vereadores em Januária, que contou com a presença do deputado estadual Zé Reis  

TEXTO E IMAGEM JOSÉ MARIA GUEDES - ESPCIAL PARA O SITE

Com as bênçãos do padre André Luiz, o plenário Sílvio Azevedo, da Câmara Municipal de Januária, região central da cidade, fo palco, na manhã da sexta-feira (1º/01/21), da sessão solene de posses do prefeito, Maurício Almeida, do vice-prefeito, Marlon da Cemig e dos 15 vereadores eleitos em 15 de novembro.

Adailton Viana, Giovane do Sindicato, Nego Viana, Fabrício Promoções, Aurélio Villares, Macarrão, Luiz Pequi, Jorge da Saúde, Hamilton Viana, Weber Oliveira, Robério Acrisio, Toninho Pequi, Elmy Oliveira, Nandão do Riacho e Ketinho Ferreira, transcorrendo em perfeita harmonia, ordem e democracia e presença do deputado estadual Zé Reis.

Em obediência aos protocolos sanitários, em virtude da pandemia do coronavírus, a solenidade foi restrita aos empossados, servidores da Casa Legislativa e representantes da imprensa de Januária.

HAMILTON VAI COMANDAR A CÂMARA 

O ABACAXI MUDA DE MÃOS

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Anastácio vai comandar município pela 2ª vez em uma década, agora sem apoio estadual e federalBaile de máscaras: ato para a entrega das chaves do Paço Municipal na manhã deste 1º de janeiro deu lugar a uma transição que nao houve  

O prefeito Anastácio Guedes (PT) está de volta para um segundo mandato potencialmente mais complicado do que o anterior (2013/2016). O quadro fiscal do país - e por consequência o do município - piorou muito ao longo dos últimos quatro anos.

O petista acumulou experiência desde que entrou para a vida pública, mas o desafio que se insinua vai exigir muita prudência e pouco espaço para erros - especialmente neste primeiro ano de mandato. De imediato, será preciso lidar com a pandemia ainda solta e com seus efeitos.

DESAFIOS - Saúde e educação serão dois setores a merecer toda a atenção. Há um surto do coronavírus em curso e que pode sair do controle e se coloca como tarefa inadiável para a nova secretária de Saúde, Cassília Rodrigues.

Na educação o drama é ainda mais complexo: os alunos da rede municipal passaram o ano de 2020 a base de envelope com tarefas e cestas básicas. Nada de conteúdo novo. A titular da Educação, Karina Pinheiro, tem agora a tarefa de tentar recolocar a casa em ordem.   

O novo prefeito vai precisar lidar com alguma diplomacia contra o excesso de expectativas e cobranças e a pouca disponibilidade do caixa em tempos de arrocho. Com o fim do auxílio emergencial do governo federal, é provável que as ameaças de amplificação do desemprego, com potencialização da miséria e até quadros de fome que rondam aí batam na porta do prefeito ao longo dos próximos meses.   

SOBREPESO - Não se sabe ainda o tamanho do abacaxi que vai herdar da gestão anterior. Há elementos que apontam para o crescimento da dívida líquida do município - especialmente a fatura previdenciária, cujos pagamentos podem ter sido suspensos no bojo das negociações com o governo federal no período da excepcionalidade da pandemia.

Capítulos anteriores: no alto, reunião da comissão de transição em 2012. Abaixo (E), Quinquinhas, de saída em 2012, fala na transmissão do cargo. Na imagem 3, aperto de mãos quando Anastácio deixava o cargo em 2016

Tem ainda o imbróglio dos 59 servidores efetivados pelo prefeito anterior, uma casca de banana que Anastácio precisa enfrentar já nos primeiros dias do mandato. Precisa decidir entre cancelar as nomeações ou tocar a vida, com o sobrepeso na folha salarial.

VALEU, FALOU! - Mas aqui seu antecessor lhe prestou um grande favor: o petista tem uma boa desculpa para recusar os muitos pedidos de emprego que os prefeitos recebem ao assumir o município.

Anastácio enfrentou um primeiro mandato complicado, com a crise do governo Dilma Rousseff. Só conseguiu tocar algum tipo de obra ao final do mandato e, ainda assim, muitas delas ficaram pelo meio do caminho.

OBRAS PARADAS - A boa notícia é que, se conseguir entregar o que deixou pela metade, ele já terá um bom balanço de governo para entregar daqui a quatro anos. São obras que poderiam ter sido concluídas e entregues para a população nos últimos quatro anos, mas que foram ignoradas pela administração anterior.

Uma delas é a creche do projeto Pró-Infância, que tinha, inclusive, os recursos para a conclusão depositados em conta da Prefeitura de Manga.

Há ainda o canteiro de obras da paralisada escola técnica federal, a conclusão da urbanização do Parque Uirapuru e a retomada da urbanização da orla do Rio São Francisco, que ficou pronta na gestão Anastácio mas foi praticamente destruída pela falta de manutenção ao longo dos últimos quatro anos.

NÃO ME DEIXEM SÓ - A exceção ficou por conta da expansão do mercado municipal entregue no apagar das luzes, e da UBS do Bairro Tamuá. A gestão anterior resolveu dar continuidade a essas duas obras no ano passado, quando percebeu que corria o risco de passar quatro anos em branco na rubrica obras realizadas.

Não será fácil a vida de Anastácio, entretanto. No mandato anterior, o lulo-petismo comandava Minas Gerais e o país - até o impeachment de Dilma Rousseff, em agosto de 2016. Não há muito que o município esperar de recursos extras da União ou do Estado - que de resto estão quebrados.

Sobram as emendas parlamentares dos deputados aliados Paulo Guedes (federal) e Virgílio Guimarães (estadual). Ajuda, mas não será suficiente para o tamanho das demandas do município.

QUEM TEM BALA NA AGULHA?

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Previsão do tempo indica possibilidade de rajadas na eleição da mesa diretora da Câmara logo mais à noite 
Suspense para o resultado da eleição que vai escolher os donos dessas cadeiras até o final de 2022 

Circula no escondidinho do Whatsapp um contrato de intenções e outras avenças - não assinado - com a proposta de inscrição da chapa 'Trabalho e progresso’ para a mesa diretora da Câmara Municipal de Manga pelos próximos dois anos.

O título dessa chapa, por sinal, é um primor de criatividade e inovação - bem típico das empreitadas feitas às pressas e, por isso mesmo, prenhes de algum risco ao insucesso.

O vereador reeleito Dão Guedes (PT) aparece como presidente da tal chapa, que conta ainda com os estreantes legislativos Jackson Vinicius Cunha (Republicanos) para a vice-presidência, além de Jácia Lopes (PSD) aspirante à 1ª secretária e Gilson Francisco Viana, o Tola (Republicanos), candidato ao cargo de segundo secretário.

A FILA ANDA - O arranjo é uma tentativa de desfazer o nó em que se transformou a eleição para a mesa diretora da Câmara, já que nenhum dos três grupos políticos mais representativos da cena política local têm, isoladamente, a maioria de cinco votos para bancar uma aposta puro sangue ao comando da Casa.

A base original saída das urnas deu ao prefeito Anastácio três parlamentares na Casa, mas é suplantada pelo grupo oposicionista ligado ao ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim Oliveira (PSD), que conta com quatro cadeiras sob controle - ou contava, porque rei morto, rei posto. Quinquinhas pode ficar inelegível pelos próximos 10 anos e a fila para herdar seu legado começou a andar.

O fiel da balança cabe ao Republicanos, partido que tem a neoliderança de Vinicius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), e do agroempresário Carlito Oliveira (PSL). A dupla esteve junta nas últimas eleições na condição de candidatos a vice e a prefeito - respectivamente -, mas tudo indica, já deu início ao processo não litigioso de divórcio.

SEM RAZÃO - A eleição da noite desta sexta-feira (1º) promete algum suspense e boa chance de reviravolta. O arranjo para colocar Dão Guedes na presidência da Câmara tem o dedo de Vinicius Interpop e caminha sob signo da nova política - aquela que propõe submeter interesses individuais aos da coletividade.

No caso em tela, advoga-se por uma mesa diretora representada pelos principais partidos que conseguiram enviar seus representantes para a Câmara Municipal. A proposta é boa e talvez fosse a mais justa. Mas, tem sempre do tal do mas: há vaidades e interesses individuais - além do ressentimento do grupo derrotado em novembro - donos de razões que a própria razão desconhece. 

PEDRADA DE DOIDO - A coisa promete e nunca é demais recomendar cautela aos envolvidos no processo. Melhor ir com menos sede ao pote, porque há três coisas nesse mundo que o cristão tem que andar preparado para evitar se machucar: pedrada de doido, coice de mula e traição nesse tipo de avenças onde os interesses pessoais e políticos falam mais alto.

É capaz da vaca não reconhecer bezerro quando os votos forem depositados naquela caixa de papelão com veleidades de urna e a ventania da disputa ter ficado para trás nas brumas do novo tempo.