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BAIXA TRANSPARÊNCIA NA CÂMARA

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Por economia burra, vereadores cortam assessoria de comunicação e se fecham no espírito de corpo

A Câmara de Vereadores de Manga tornou extinto o cargo de assessor de imprensa criado em 2014 para tratar da comunicação dos seus atos. A justificativa para limar a função do organograma da instituição foi o de que "os requisitos para ocupação do cargo encontram-se desatualizados e em desconformidade com as atuais necessidades da Câmara".  

A medida estava embarcada como jabuti no mesmo projeto em que os vereanças concederam reajuste superior ao atual salário mínimo, além de aumentar - em alguns casos de forma muito generosa - os vencimentos dos servidores da Casa.

A atual legislatura em Manga, até aqui presidida pelo vereador Dão Guedes, irmão do prefeito de turno, Anastácio Guedes, e do deputado federal Paulo Guedes, todos filiados ao PT, não é muito afeita à transparência.

PAROU POR QUÊ?

A última atualização do site oficial da Câmara é de outubro do ano passado. Até mesmo a gravação das reuniões da Casa não estão mais registradas no portal. O legislativo manguense - como instituição - tem baixa presença nas redes sociais, essa nova coqueluche dos que têm cargo eletivo para se comunicarem com os seus públicos de interesse.

O presidente Dão Guedes, que é de falar pouco, e seus pares, acabaram com a comunicação da Casa via decreto, mas essa não foi a melhor escolha. Antes já tinha paralisado o site da instituição, com prejuízos óbvios no quesito transparência.   

Como sinais dos tempos, presidentes, senadores, deputados e prefeitos avaliam que falar aos seus eleitores via redes sociais é mais efetivo do que se submeterem à mediação da imprensa que, ao contrário dos seguidores, tem o detestável hábito de fazer perguntas incômodas.

Acabar com o cargo de assessor de imprensa pelas razões alegadas de economia é meio insano. Na semana passada, o plenário da Casa foi invadido por populares que tentavam impedir que os vereadores votassem o aumento em seus subsídios de R$ 6.688,92 para R$ 8.042,34.

TREM DA ALEGRIA

Em setembro do ano passado, também na calada da noite, os parlamentares reajustaram os valores pagos pela Câmara para deslocamentos a serviço. Obviamente que a demanda por viagens de vereador é baixa.

Para ganhar as diárias, a turma lança mão de contabilidade criativa na busca de “cursos de aperfeiçoamento”. Com pouco mais de um ano de mandato, tem vereador que já teria recebido cerca de R$ 20 mil em diárias. Uma farra sob qualquer parâmetro, porque esses cursos que eles buscam fazer em Belo Horizonte ou Brasília de quase nada servem para o interesse da população.

EU QUIS DIZER, VOCÊ NÃO QUIS ESCUTAR…

AUMENTO QUE NÃO É AUMENTO

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Açodados pelo bolsonarismo recalcitrante, populares tentam barrar reajuste para salário de vereador na Câmara de MangaMomento em que a brigada militar chega à Câmara Municipal para retirar os manifestantes contra o aumento dos salários  

Falta de sintonia com o momento que o país e município atravessam, para ficar na análise mais generosa; e outro tanto de ganância, somados ao que parece ser incompreensão da função pública de representação, numa avaliação mais extrema.

Como resultado desses fatores, os vereadores de Manga aprovaram por oito votos a um, em sessão extraordinária da quinta-feira (27), projeto que reajusta em 20,6 % os valores dos seus próprios salários. Não era um bom momento para que os parlamentares concedessem a si mesmos o regalo superior a um salário mínimo vigente no país.

A notícia de que os parlamentares estavam reunidos em suposta sessão secreta para votar o auto-aumento levou pelo menos 30 manifestantes para a porta da Câmara Municipal. Houve um princípio de tumulto com a tentativa de invasão do plenário da Casa. Na refrega em que houve muitos xingamentos e insultos aos vereadores, a Polícia Militar foi chamada para acalmar os ânimos do populacho.

‘ME INCLUA FORA DESSA’

O vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara, o vereador Jackson Cunha, o Jacó (Republicanos), havia assinado a indicação para a inclusão na pauta de votação do projeto de lei complementar que também reajustou os salários de servidores da Casa em percentuais que variam entre 10% e 48%. Na hora ‘H’, com a matéria submetida ao plenário, voltou atrás e retirou seu apoio ao aumento.

Durante a tentativa de invasão à Câmara, Jacó foi aplaudido por alguns eleitores, movimento que ainda persiste na internet, com destaque para o que seria sua posição “em favor do povo” no momento em que a cidade enfrenta a crise da inundação provocada pela abertura das comportas da represa de Três Marias, que levou o Rio São Francisco a avolumar sua maior cheia em 40 anos.

ESTORNO

Um porta-voz da Câmara de Manga disse ao site que houve tentativa de jogar a população contra os vereadores e que não é verdade que os salários dos parlamentares foram reajustados com ganhos reais. Segundo justificativa da mesa diretora, o projeto apenas corrige as perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste, em dezembro de 2018.

Com a guinada no seu voto, o mercurial Jackson 'Jacó' Cunha foi para as redes sociais fazer proselitismo da sua postura em favor do povo, o que deixou seus oito colegas de parlamento numa saia justa sem precedentes, expostos à ira popular nessas mesmas redes insociáveis - onde têm diso premiados com apupos impublicáveis.

A bronca dos parlamentares tem uma razão: o ‘bom mocismo’ do colega Jacó não vai impedir que ele também seja beneficiado com a medida que eleva os valores pagos aos vereadores dos atuais R$ 6.688,92 para R$ 8.042,34.

Jacó vai embolsar, já a partir da próxima semana, o acréscimo superior a um salário mínimo ao próprio salário. Vai devolver a diferença? 

Procurado pelo site, o vereador diz que já estuda com a sua assessoria uma fórmula para devolver a diferença do salário para a população. Jacó também rechaça a acusação de que tenha sido o responsável pela manifestação contra a Câmara.

“Nenhuma manifestação foi convocada por mim. Solicitaram a pauta da reunião e divulguei, visto que é (ou deveria ser) um dos princípios da Câmara: transparência e divulgação das reuniões e pauta. A população, no seu direito, se manifestou”, diz o parlamentar.

POVO NA PRAÇA 

Como não é crível supor que as pessoas saiam de suas rotinas para tentar impedir na marra que os vereadores aumentem seus próprios salários, os vereadores avaliam que houve incentivo ao levante.

Uma fonte disse ao site que o protesto parece ter sido convocado pela oposição ligada a um ex-prefeito que partiu para o exílio e de empresários de viés bolsonaristas, particularmente insatisfeitos pela forma como a administração - que não tem nada a ver com a Câmara de Vereadores - conduziu as manobras de drenagem da água que invadiou a lagoa do Parque Uirapuri, com danos materiais e prejuízos advindos da suspensão de suas atividades comerciais.   

ESAÚS TRAÍDOS

CADEIRAS QUE DANÇAM

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Hospital de Manga troca de comando três vezes em um ano, mas ainda assim tem bom momento financeiro

Fundação Hospitalar elege nova diretoria depois de renúncia de presidente     

Convém prestar atenção nos rumos da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, a entidade mantenedora do único hospital em atividade do município de Manga. A unidade de saúde atende a seis municípios da microrregião, com população estimada em cerca de 70 mil vidas.

Desde a posse do atual prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), há pouco mais de um ano, a Fundação trocou de direção em três ocasiões. A primeira delas foi uma fatalidade: Henrique Fraga, o presidente indicado pelo atual grupo no comando do município, morreu logo após assumir a entidade em janeiro do ano passado.

Vice de Fraga, o advogado Edilson Silva Pinto, o Saruga, topou o desafio de comandar a unidade de saúde em meio ao auge da pandemia do coronavírus - que coincide com um dos piores momentos em mais de meio século da história do hospital.

“Resolvir sair por motivos pessoais e por entender que já tinha dado minha contribuição para a saúde de Manga, em um momento de crise e de muitas dificuldades”, explica Saruga, que descarta qualquer ingerência política no seu pedido de demissão.

Com a saída de Edilson Saruga, o colegiado de 15 delegados votantes nos processos de sucessão da Fundação Hospitalar escolheu o assessor parlamentar Diogo Moreira para seu comando. Já a vice-presidência ficou com a técnica em enfermagem e vereadora Cibelle Santos Vieira, a Cibelle da Saúde (PP).

DÍVIDA

O hospital de Manga carrega uma dívida praticamente impagável e que não para de crescer, com a adição dos serviços de juros e multas. São compromissos não honrados calculados em R$ 8,5 milhões - a maior parte deles com a Previdência Social, além de atrasos com as concessionárias Cemig e Copasa, relativas ao fornecimento de água e luz.
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SUGESTÃO DE LEITURA:

ANO DE ABALOS SÍSMICOS NA POLÍTICA
Acuado nas pesquisas e sem ter o que mostrar, Bolsonaro insinua com radicalização. São só bravatas?
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Dívidas antigas à parte, as contas correntes da Fundação Hospitalar vão bem, quase obrigado. O ex-presidente Saruga, disse ao site que deixou saldo de R$ 980 mil nas oito contas da entidade - valor suficiente para bancar 10 folhas de pagamentos da instituição, embora os valores não se destinem apenas a essa finalidade.

Parte desses recursos são verbas carimbadas e outras se destinam ao custo de manutenção do hospital na compra de medicamentos e pagamentos das faturas de água, luz e alimentação dos pacientes, além do pagamento das despesas com plantões médicos e participação desses profissionais em intervenções cirúrgicas.

SAÚDE INDÍGENA

A calmaria financeira nas contas da Fundação Hospitalar foi reforçada há alguns dias com a reativação de um antigo convênio com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), suspenso há pelo menos quatro anos, para a prestação de atenção especializada à saúde dos indígenas da etnia Xakriabás, aldeia localizada no município vizinho de São João das Missões.

A portaria do Ministério da Saúde que renova o convênio prevê que o valor total do repasse será de R$ 954 mil, com aporte imediato dos valores em atraso relativos ao ano de 2021 da ordem de R$ 190,8 mil. Ao longo de 2002, a entidade vai receber valores mensais de R$ 79,8 mil.

LEGADO DA PANDEMIA

ANO DE ABALOS SÍSMICOS NA POLÍTICA

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Acuado nas pesquisas e sem ter o que mostrar, Bolsonaro insinua com radicalização. São só bravatas? 

Se você tem a impressão que o Brasil tem sido assolado por uma série de eventos ruins desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder, não é uma impressão totalmente inexata. Minas Gerais está aí para mostrar que tem muita coisa fora da ordem.

As coincidências nefastas começaram com o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, um dos piores desastres ambientais da história da mineração - com 270 vítimas fatais -, e vai se desenrolando com os casos recentes da rocha em Capitólio e o desmonte do morro em Ouro Preto.

Desde a chegada de Bolsonaro e sua trupe de malucos ao poder, os anos têm sido, inexoravelmente, um pior que o outro em tudo. O ápice das más notícias se deu com a pandemia do coronavírus e seus mais de um milhão de mortes presumidas e associadas (oficialmente são pouco mais de 320 mil mortos).

NO LUGAR ERRADO 

Mas vamos com calma. O texto não pretende acusar o presidente de ser o causador de nenhuma dessas tragédias. As atidues e gestos concretos de Bolsonaro ao longo da vida sempre apontaram por um gosto duvidoso pela morte e o caos, mas ele não tem, de per si, poder para abrir a caixa de Pandora que espalharia todos os males sobre o país. Ainda bem.

O problema aqui é outro: a péssima conjunção astral que infelicita o Brasil quando, no momento em que a natureza cobra a fatura por tantas agressões ao seu equilíbrio milenar, o país tenha no comando alguém tão despreparado e insensível ao sofrimento alheio.

Vide sua total indiferença com as vítimas da covid e as férias recentes transmitidas via redes sociais, enquanto a Bahia e Minas Gerais conviviam com mais uma temporada trágica de destruição e dor e uma nova variante do coronavírus ameaça o país. Bolsonaro riu da pandemia e evita a todo custo visitar um hospital onde os doentes agonizam. Isso não é com ele. 

PUSILÂNIME

Aliás, esse é o ponto que caracteriza a carreira política de Jair Bolsonaro. Ainda no Exército, de onde foi expelido por pusilanimidade e falta de denodo, ele planejava destruir a barragem do rio Guandu, com número de mortes incalculado.

Depois, admitiu que seu sonho de consumo seria 30 mil mortos pela força bruta da ditadura e seus torturadores, que exalta sempre que a ocasião se lhe oferece. Fuzilar pessoas é um dos seus fetiches, como admitiu em relação a Fernando Henrique Cardoso. Eram só bravatas? 

Alçado à condição de presidente, ele atuou em questiúnculas como o fim dos radares de velocidade nas rodovias do país e a abolição do uso das cadeiras de bebê nos veículos nacionais. Desnecessário lembrar a advocacia pró-morte para as duas bandeiras do aluado.

PEGADOS EM ARMA

AS NOVAS ‘FAKEADAS’ DE BOLSONARO

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Jair Bolsonaro vai tentar repetir na sua empreitada pela reeleição o uso da mentira como ferramenta de campanha política e o acirramento dos ódios como estratégia eleitoral. Periga não dar certo.

Depois de quatro anos de governo-espetáculo, sua retórica tende ao vazio. Repercussão mesmo, só na franja extremista e desmiolada que sonhava colocar fogo no país, com a declaração do estado de caos pelo capitão reformado.

No limite, a campanha reeleitoral vai realimentar esses delírios. Mas, até mesmo aqui, já há fadiga de material.

O governo Bolsonaro foi um completo desastre do ponto de vista de resultados, tanto no campo das reformas que se esperava do liberalismo da turma do agora decorativo ministro Paulo Guedes (Economia), quanto das obras de tijolo e asfalto sob o comando do ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

Não há entregas para o ano eleitoral, só enganação e uma recessão já contratada, com os efeitos danosos para a vida das pessoas que buscam emprego e não encontram.

Se faltam entregas, sobram danos: Bolsonaro abriu a porteira para a destruição do meio ambiente e jogou na lama a imagem internacional do país - sem falar no estresse e fadiga institucional que patrocina ao declarar guerra permantente aos demais poderes. 

PERNAS CURTAS

Há dois problemas com a repetição da mentira até o estado ad nauseam como quer o presidente: um que é que seus emissores a tomam como estatuto de verdade e se lançam aos perigos do autoengano; o outro é a saturação dos ouvidos que se emprestam a catilinária do charlatanista.

O caso é que Bolsonaro traiu praticamente todos os apoiadores que contribuíram em 2018 para seu assalto ao poder nacional e isso, de uma forma ou de outra, vai cobrar seu preço na próxima campanha presidencial.

Não há como juntar os cacos da base e a tragédia da gestão - que entra no seu ano terminal com a burocracia estatal em pé de guerra contra o governo moribundo.

O ex-deputado encrenqueiro e improdutivo ludibriou o sistema financeiro e o empresariado com as tais reformas liberais para as quais teria se convertido sob os auspícios da Escola de Chicago. Nada entregou e agora vê os donos do dinheiro, constrangidos, ensaiarem muxoxos na direção do ex-presidente Lula, lider disparado nas pesquisas.   

FRAUDE

Bolsonaro frustrou até mesmo as expectativas de sua base mais ruidosa, quando prometeu um golpe de Estado e dar para trás na undécima hora, como visto nos acontecimentos lastimáveis do assalto a Brasília no 7 de Setembro de 2021.

No poder, o capitão reforomado desagradou gregos e goianos. Não deixou de fora nem mesmo os terraplanistas seguidores de certo charlatão, aquele que se orgulhava até outro dia de ser o seu guru para implantar a ditadura da alienação no país.

CHUVAS E TROVOADAS

GOVERNOS DE ZAP-ZAP

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Deputado culpa Bolsonaro e Zema por péssimas condições das estradas no extremo Norte de Minas

Em petição de miséria: pista de rolamento da MG-401 próximo ao entrocamento de Mocambinho é risco certo para motorista   

Segue o disse-que-disse sobre as péssimas condições das estradas no extremo Norte de Minas. Em entrevista à web-rádio Projeto, de Jaíba, o deputado federal Paulo Guedes (PT) “baixou a mutamba” nos governos do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador Romeu Zema (Novo), aos quais faz oposição.

Segundo Guedes, os mandatários da Nação e das Alterosas gastam boa parte do tempo com disparos de mensagens inúteis via WhatsApp e outras mídias sociais. “Você roda o país todo e o Estado de Minas e não vê uma única placa, não vê obra e não tem anúncio sobre nada. O que a gente escuta é muita conversa fiada de governos que só mandam zap-zap e nada resolvem para a população”, atacou o petista.

O excepcional volume de chuvas que cai na região ao longo dos últimos dois meses deixou a população de Manga praticamente isolada do restante do Estado.

O trecho remanescente entre e Itacarambi deveria ter sido asfaltado ainda no final dos governos Lula (2003/2010), mas ficou para trás porque o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) embargou a obra - na ocasião - com a alegação de que haveria um cemitério indígena de interesse arqueológico no traçado da rodovia.

SANTO SEM MILAGRE

Durante a conversa na rádio (não foi exatamente uma entrevista), o parlamentar fez um histórico das causas que impediram o asfaltamento da BR-135 entre Manga e Itacarambi. Guedes lembrou que a obra chegou a ser incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) dos governos petistas, mas só foi possível concluir os trechos entre Manga e a divisa com o estado da Bahia.

Os governos petistas, ele garante, entregaram a pavimentação de trecho quase três vezes superior ao que ficou incompleto. Paulo Guedes atacou - sem citar nomes - o deputado estadual bolsonarista Arlen Santiago (PTB) que, semana sim e outra também, culpa os governos petistas pela poeira e lama que a população usuária da BR-135 ainda enfrenta.

Arlen Santiago, que se arvora ao papel de pai da rodovia, é integrante paroquial do chamado centrão, o magote de partidos que dá sustentação ao governo Bolsonaro e que, na prática, se tornou dono do que sobrou do orçamento federal para gastos com investimentos.

Embora seja uma promessa do bolsonarismo para o Norte de Minas, após três anos de governo não há recursos alocados para a realização da obra da BR-135.

CHANCE PERDIDA

AUSÊNCIA CONFIRMADA

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Ficar fora das comemorações do centenário de Manga é grande frustação para ex-prefeitoFora do centenário: ex-prefeito Quinquinhas na "entrega das chaves da cidade " para o atual prefeito Anastácio há um ano 

O ex-prefeito de Manga Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim do Posto (PSD), tem dito ao seu cada vez mais restrito círculo de apoiadores que a maior frustração na sua vida pública foi perder a oportunidade de ser o maestro das festividades do primeiro centenário do município, que será comemorado em 2023.

Ele tinha esse sonho, mas a derrota na briga pelo segundo mandato nas eleições do ano passado o deixou fora do páreo. A primazia de conduzir a efeméride será do atual prefeito, Anastácio Guedes (PT), que impôs ao antecessor Quinquinhas uma derrota fragorosa nas eleições municipais de 2020. A bola está com o petista que, entretanto, ainda não fez nenhum movimento para preparar o evento.

NO PARALELO

ESTRAGOS DA CHUVARADA

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À espera da “estiagem” para recuperar danos à infraestrutura, Manga ataca com paliativos como criação do comitê de crise e estado de emergência

Depois de dois meses de chuvas constantes, o prefeito de Manga, Anastácio Guedes (PT), percebeu o risco real para a já combalida infraestrutura do município. Os registros de precipitação pluviométrica do final do ano passado no Norte de Minas foram os maiores dos últimos 40 anos, só comparáveis aos da grande inundação do rio São Francisco em 1979.       

Após registros de comunidades ilhadas pelas enchentes nos vales dos rios Japuré (foto) e Itacarambi, a primeira atitude do prefeito foi criar um comitê de crise para realizar o diagnóstico dos problemas que começam a se avolumar tanto na cidade quanto nas comunidades rurais.

Boa parte das estradas vicinais do município estão praticamente intransitáveis. Até agora, há pelo menos três casos de acessos interrompidos em razão de danos a estrutura das pontes e assoreamento de aterros. Uma ponte que faz a ligação com o município vizinho de São João das Missões foi danificada após uma forte chuva há quase duas semanas.

Há também casos de pontes de madeira que tiveram suas plataformas levadas pela força da correnteza nas comunidades de Pajeú, Japoré e Assunção. O trabalho do tal comitê de crise será o de catalogar esses estragos, enquanto a administração aguarda as condições ideais para começar a agir na reconstrução.

NADA A FAZER

DESENCANTO COM ABONO

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Pagamento do rateio Fundeb em parcela única para todos os servidores desagrada professor

Prefeito Anastácio grava vídeo ao lado da secretária Karina Pinheiro: promessas de aumento para servidores neste início de ano

O pagamento do abono Fundeb, que era ocasião propícia de festa com final feliz, acabou por render queixas e desapontamentos contra a gestão do prefeito Anastácio Guedes.

A Prefeitura de Manga optou por fazer o rateio em parcela única no valor de R$ 2,5 mil entre todos os servidores, o que foi visto como uma atitude demagógica e pouco meritocrática por parte dos professores.

Pela primeira vez, as sobras dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação foram destinadas a um rol maior de servidores. O abono foi pago a cerca de 400 servidores, com desembolsos da ordem de R$ 1 milhão.

É que o presidente Jair Bolsonaro sancionou na terça-feira (28) texto aprovado pelo Congresso Nacional que alterou diversos pontos do Fundeb, entre eles a ampliação da lista daqueles que podem receber o percentual mínimo de 70% dos recursos do Fundeb.

TAMBÉM QUERO

Além dos docentes, profissionais no exercício de funções de suporte pedagógico, funcionários da direção, administração, planejamento, inspeção, supervisão e orientação educacional, integrantes da coordenação e assessoramento pedagógico, os profissionais de funções de apoio técnico e operacional também entraram no rol de beneficiados e passaram a ter direito ao bolo.

Com isso, merendeiras, funcionários de limpeza, secretários de escola, porteiros e até mesmo psicólogos podem ser remunerados com as eventuais sobras pela não aplicação do percentual obrigatório de 70% dos recursos do Fundo ao longo do ano.

INJUSTIÇA

O rateio do abono em parcela única irritou o pessoal do chamado ‘pó de giz’, aquele que efetivamente vai para a sala de aula e que acabou por trabalhar mais ao longo do ano passado - quando as escolas ficaram fechadas durante todo o período letivo em razão da pandemia do coronavírus.

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A Secretária de Educação local manteve a prática de enviar envelopes aos alunos no ato da entrega da cesta básica da merenda escolar. Os professores foram atores importantes na produção desses conteúdos e, depois, na correção do material devolvido pelos alunos com a solução dos exercícios propostos.

“O professor de Manga mais uma vez não é respeitado e nem valorizado pelos governantes municipais. Agora, para receber um dinheiro que é de seu direito, passa pela humilhação de receber de forma igualitária aos demais funcionários? Vergonhoso”, registrou uma professora no Facebook.

Uma das críticas dos insatisfeitos é que, com as escolas fechadas desde o mês de maio de 2020, muitos desses novos ‘profissionais da educação’ sequer bateram pontos em seus locais de trabalho.

DECISÃO POLÍTICA

DEU RUIM PRA ARLEN E SEUS BLUE CAPS

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Fracassa licitação para asfalto da BR-135 entre Manga e Itacarambi, a aposta eleitoreira do bolsonarismo no extremo norte-mineiro

Reunião do ministro Tarcísio de Freitas (ao centro) com a patota do centrão bolsonarista mineiro no já distante 2019: promessas, mentiras e vídeotapes da estrada que nunca sai

Visivelmente abatido e agastado, o deputado estadual mineiro e bolsonarista Arlen Santiago (PTB) veio à boca da cena das redes sociais na quinta-feira (30) para comunicar a frustração de mais uma licitação para contratação da empresa de engenharia responsável pela retomada do asfaltamento da BR-135, no subtrecho entre os municípios de Manga e Itacarambi, no extremo Norte de Minas.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) recebeu, na quarta-feira (29), uma única e solitária proposta de empresa interessada em realizar a obra.

Ainda assim, com preço altamente salgado para os atuais padrões de mendicância do Estado brasileiro.

O presidente da comissão de licitação foi obrigado a declarar como ‘fracassada’ a tentativa de contratação integrada da empresa que seria a responsável pela elaboração de projeto básico e executivo para levar adiante todas as etapas da obra de pavimentação de 67,1 quilômetros da rodovia federal entre Manga e Itacarambi.

Em tom choroso e constrangido, o deputado carequinha tentou culpar “os governos anteriores” pela frustração dos seus planos eleitoreiros.

Justo ele e sua trupe que estão no poder há quase 60 anos - entra nessa conta os 20 anos da ditadura militar da qual foram aliados e admiradores.

Sem falar nos longos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas, que nada fizeram para tirar os moradores daquela microrregião da poeira e lama que enfrentam estação após estação do ano há décadas sem fim.

POR QUE PAROU, PAROU POR QUÊ?

E por que a licitação tão festejada por Arlen e seus aliados, o deputado federal Pinheirinho (aquele que aparece de quatro em quatro anos na região), e o ex-prefeito de Manga Quinquinhas de Quincas de Otílio, o Joaquim do Posto na margem da rodovia BR-135 (PSD), não deu certo?

Fac-simile parcial da ata da reunião de trabalho que frustrou a contratação da empresa para pavimentar a BR-135 

Em primeiro lugar porque a obra teve custo avaliado em cerca de R$ 400 milhões e os bolsonaristas do centrão mineiro só conseguiram alocar R$ 20 milhões do valor total do projeto no orçamento da União para o ano eleitoral de 2022.

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CENTRÃO TERÁ GRANA PARA BR-135?
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Esses R$ 20 milhões representam míseros 5% do custo total da empreitada, tocada por um governo sabidamente incompetente e, suspeita-se, corrupto. Sem falar que é uma administração que, na prática, já acabou.

Bolsonaro é um presidente pato-manco sem autoridade nem vontades, manietado por velhos parceiros do centrão. Gente do naipe de um Artur Lira, agora presidente da Câmara dos Deputados, o ministro Ciro Nogueira e o capo do PL, o partido do presidente, Valdemar da Costa Neto - notórios corruptos que a Lava-Jato de Sérgio Moro et caterva não conseguiu colocar ou manter na cadeia.     

A licitação do Dnit, propagandeada por Arlen Santiago e o deputado federal Pinheirinho, além do senador Carlos Viana, o trio que insiste em segurar a alça do caixão do bolsonarismo ali pelas bandas do norte de Minas Gerais, deu em águas de barrela porque somente a empresa LCM Construção e Comércio apresentou envelope com proposta para a frustrada licitação.

BAIXA DENSIDADE