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BARBA, CABELO E BIGODE

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Sem liderança, oposição perde referência e ajuda a eleger o petista Dão Guedes para presidência da Câmara

Em sentido horário, a vice-prefeita Cassília Rodrigues, o prefeito Anastácio, Jácia Lopes, que presidiu a sessão inaugural da atual legislatura, e o secretária ad-hoc, Raimundo Mendonça 

O prefeito Anastácio Guedes (PT) deu demonstração de força que parecia distante por conta do clima polarizado da política local ao longo do ano. O petista elegeu o vereador e irmão, Dão Guedes, pela segunda vez em quatro anos, para a presidência da Câmara Municipal de Manga.

Não contente em vencer com a arriscada indicação de um irmão para a presidência da Câmara, Dão Guedes foi eleito por unanimidade para comandar a Casa no biênio 2021/22 - o que coloca o guedes-petismo em condição de força  máxima desde que chegou ao mando do município em 2012.

A composição da chapa, antecipada aqui pelo site ontem pela manhã, tem ainda os vereadores Jackson Vinicius Cunha (Republicanos) para a vice-presidência, além de Jácia Lopes (PSD) eleita para a 1ª secretaria e Gilson Francisco Viana, o Tola (Republicanos), eleito como segundo secretário.

SANGUE NOVO - Detalhe: com exceção de Dão Guedes, um veterano na casa com quatro mandatos no currículo, a mesa diretora é composta por estreantes na Casa. Mas não é só: aposta da nova oposição para combater o guedes-petismo em Manga, a vereadora Jácia Lopes achou mais interessante compor com a turma governista.

A surpresa para a eleição da mesa diretora da Câmara teve ainda a atuação de bastidores do empresário Vinícius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), um dos muitos desafetos que o ex-prefeito Q________ (PSD) conquistou ao longo da sua carreira política, que agora caminha para fim, com a recente condenação à perda dos direitos políticos em crime de improbidade administrativa.

A FILA SE MOVE - O que explica o fato inconteste da nova oposição ter saído com quatro dos noves vereadores da Casa e, ainda assim, perder o seu comando? Um analista atento à cena política local tem a seguinte versão: não há vácuo em política e os agentes atuais já perceberam que o ex-prefeito Q______ é página virada na cena local. Novos arranjos de poder precisarão ser construídos.

Noutra avaliação, o ex-prefeito passou as últimas semanas em intensa atividade nas redes sociais na tentativa de salvar sua biografia da pecha de prefeito ficha suja. Como é que aqueles três desembargadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais cometeram tamanha injustiça com alma tão proba. Só pode ser coisa de petista encastelado nos escaninhos do Judiciário mineiro. Chama o Bolsonaro!

O ESPELHO DE NARCISO - Q ______ perdeu muito tempo em construir a narrativa de que é um administrador “honesto e competente”, mas que teve mandato difícil em razão da dívida de R$ 12 milhões que recebeu do antecessor e do calote de R$ 11 milhões do governo Fernando Pimentel.

Narciso acha feio o que não é seu espelho, como muito bem sacou Caetano Veloso. No afã de garantir um legado para a posteridade, com o corre-corre para registrar na internet seus aludidos feitos, o ex-prefeito descuidou da sua base e passou por novo vexame, o de perder o comando da Câmara que estava praticamente em suas mãos - bastava cooptar um vereador do Republicanos, aliado de outros tempos.   

Em meio a esse surto do mais puro narcisismo, o ex-prefeito não cuidou da política e acabou perdendo duas eleições importantes na briga política que envolve oposição-situação. Além da Câmara, Q________ e sua patota foram derrotados na eleição para escolha da direção da Fundação Hospitalar.

AGORA É COM MAURÍCIO

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Eleitos tomam posse Januária com presença limitada de pessoas em razão da pandemia

Foto oficial da posse do prefeito, vice e vereadores em Januária, que contou com a presença do deputado estadual Zé Reis  

TEXTO E IMAGEM JOSÉ MARIA GUEDES - ESPCIAL PARA O SITE

Com as bênçãos do padre André Luiz, o plenário Sílvio Azevedo, da Câmara Municipal de Januária, região central da cidade, fo palco, na manhã da sexta-feira (1º/01/21), da sessão solene de posses do prefeito, Maurício Almeida, do vice-prefeito, Marlon da Cemig e dos 15 vereadores eleitos em 15 de novembro.

Adailton Viana, Giovane do Sindicato, Nego Viana, Fabrício Promoções, Aurélio Villares, Macarrão, Luiz Pequi, Jorge da Saúde, Hamilton Viana, Weber Oliveira, Robério Acrisio, Toninho Pequi, Elmy Oliveira, Nandão do Riacho e Ketinho Ferreira, transcorrendo em perfeita harmonia, ordem e democracia e presença do deputado estadual Zé Reis.

Em obediência aos protocolos sanitários, em virtude da pandemia do coronavírus, a solenidade foi restrita aos empossados, servidores da Casa Legislativa e representantes da imprensa de Januária.

HAMILTON VAI COMANDAR A CÂMARA 

O ABACAXI MUDA DE MÃOS

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Anastácio vai comandar município pela 2ª vez em uma década, agora sem apoio estadual e federalBaile de máscaras: ato para a entrega das chaves do Paço Municipal na manhã deste 1º de janeiro deu lugar a uma transição que nao houve  

O prefeito Anastácio Guedes (PT) está de volta para um segundo mandato potencialmente mais complicado do que o anterior (2013/2016). O quadro fiscal do país - e por consequência o do município - piorou muito ao longo dos últimos quatro anos.

O petista acumulou experiência desde que entrou para a vida pública, mas o desafio que se insinua vai exigir muita prudência e pouco espaço para erros - especialmente neste primeiro ano de mandato. De imediato, será preciso lidar com a pandemia ainda solta e com seus efeitos.

DESAFIOS - Saúde e educação serão dois setores a merecer toda a atenção. Há um surto do coronavírus em curso e que pode sair do controle e se coloca como tarefa inadiável para a nova secretária de Saúde, Cassília Rodrigues.

Na educação o drama é ainda mais complexo: os alunos da rede municipal passaram o ano de 2020 a base de envelope com tarefas e cestas básicas. Nada de conteúdo novo. A titular da Educação, Karina Pinheiro, tem agora a tarefa de tentar recolocar a casa em ordem.   

O novo prefeito vai precisar lidar com alguma diplomacia contra o excesso de expectativas e cobranças e a pouca disponibilidade do caixa em tempos de arrocho. Com o fim do auxílio emergencial do governo federal, é provável que as ameaças de amplificação do desemprego, com potencialização da miséria e até quadros de fome que rondam aí batam na porta do prefeito ao longo dos próximos meses.   

SOBREPESO - Não se sabe ainda o tamanho do abacaxi que vai herdar da gestão anterior. Há elementos que apontam para o crescimento da dívida líquida do município - especialmente a fatura previdenciária, cujos pagamentos podem ter sido suspensos no bojo das negociações com o governo federal no período da excepcionalidade da pandemia.

Capítulos anteriores: no alto, reunião da comissão de transição em 2012. Abaixo (E), Quinquinhas, de saída em 2012, fala na transmissão do cargo. Na imagem 3, aperto de mãos quando Anastácio deixava o cargo em 2016

Tem ainda o imbróglio dos 59 servidores efetivados pelo prefeito anterior, uma casca de banana que Anastácio precisa enfrentar já nos primeiros dias do mandato. Precisa decidir entre cancelar as nomeações ou tocar a vida, com o sobrepeso na folha salarial.

VALEU, FALOU! - Mas aqui seu antecessor lhe prestou um grande favor: o petista tem uma boa desculpa para recusar os muitos pedidos de emprego que os prefeitos recebem ao assumir o município.

Anastácio enfrentou um primeiro mandato complicado, com a crise do governo Dilma Rousseff. Só conseguiu tocar algum tipo de obra ao final do mandato e, ainda assim, muitas delas ficaram pelo meio do caminho.

OBRAS PARADAS - A boa notícia é que, se conseguir entregar o que deixou pela metade, ele já terá um bom balanço de governo para entregar daqui a quatro anos. São obras que poderiam ter sido concluídas e entregues para a população nos últimos quatro anos, mas que foram ignoradas pela administração anterior.

Uma delas é a creche do projeto Pró-Infância, que tinha, inclusive, os recursos para a conclusão depositados em conta da Prefeitura de Manga.

Há ainda o canteiro de obras da paralisada escola técnica federal, a conclusão da urbanização do Parque Uirapuru e a retomada da urbanização da orla do Rio São Francisco, que ficou pronta na gestão Anastácio mas foi praticamente destruída pela falta de manutenção ao longo dos últimos quatro anos.

NÃO ME DEIXEM SÓ - A exceção ficou por conta da expansão do mercado municipal entregue no apagar das luzes, e da UBS do Bairro Tamuá. A gestão anterior resolveu dar continuidade a essas duas obras no ano passado, quando percebeu que corria o risco de passar quatro anos em branco na rubrica obras realizadas.

Não será fácil a vida de Anastácio, entretanto. No mandato anterior, o lulo-petismo comandava Minas Gerais e o país - até o impeachment de Dilma Rousseff, em agosto de 2016. Não há muito que o município esperar de recursos extras da União ou do Estado - que de resto estão quebrados.

Sobram as emendas parlamentares dos deputados aliados Paulo Guedes (federal) e Virgílio Guimarães (estadual). Ajuda, mas não será suficiente para o tamanho das demandas do município.

QUEM TEM BALA NA AGULHA?

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Previsão do tempo indica possibilidade de rajadas na eleição da mesa diretora da Câmara logo mais à noite 
Suspense para o resultado da eleição que vai escolher os donos dessas cadeiras até o final de 2022 

Circula no escondidinho do Whatsapp um contrato de intenções e outras avenças - não assinado - com a proposta de inscrição da chapa 'Trabalho e progresso’ para a mesa diretora da Câmara Municipal de Manga pelos próximos dois anos.

O título dessa chapa, por sinal, é um primor de criatividade e inovação - bem típico das empreitadas feitas às pressas e, por isso mesmo, prenhes de algum risco ao insucesso.

O vereador reeleito Dão Guedes (PT) aparece como presidente da tal chapa, que conta ainda com os estreantes legislativos Jackson Vinicius Cunha (Republicanos) para a vice-presidência, além de Jácia Lopes (PSD) aspirante à 1ª secretária e Gilson Francisco Viana, o Tola (Republicanos), candidato ao cargo de segundo secretário.

A FILA ANDA - O arranjo é uma tentativa de desfazer o nó em que se transformou a eleição para a mesa diretora da Câmara, já que nenhum dos três grupos políticos mais representativos da cena política local têm, isoladamente, a maioria de cinco votos para bancar uma aposta puro sangue ao comando da Casa.

A base original saída das urnas deu ao prefeito Anastácio três parlamentares na Casa, mas é suplantada pelo grupo oposicionista ligado ao ex-prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim Oliveira (PSD), que conta com quatro cadeiras sob controle - ou contava, porque rei morto, rei posto. Quinquinhas pode ficar inelegível pelos próximos 10 anos e a fila para herdar seu legado começou a andar.

O fiel da balança cabe ao Republicanos, partido que tem a neoliderança de Vinicius Ramos, o Vinicius Interpop (Republicanos), e do agroempresário Carlito Oliveira (PSL). A dupla esteve junta nas últimas eleições na condição de candidatos a vice e a prefeito - respectivamente -, mas tudo indica, já deu início ao processo não litigioso de divórcio.

SEM RAZÃO - A eleição da noite desta sexta-feira (1º) promete algum suspense e boa chance de reviravolta. O arranjo para colocar Dão Guedes na presidência da Câmara tem o dedo de Vinicius Interpop e caminha sob signo da nova política - aquela que propõe submeter interesses individuais aos da coletividade.

No caso em tela, advoga-se por uma mesa diretora representada pelos principais partidos que conseguiram enviar seus representantes para a Câmara Municipal. A proposta é boa e talvez fosse a mais justa. Mas, tem sempre do tal do mas: há vaidades e interesses individuais - além do ressentimento do grupo derrotado em novembro - donos de razões que a própria razão desconhece. 

PEDRADA DE DOIDO - A coisa promete e nunca é demais recomendar cautela aos envolvidos no processo. Melhor ir com menos sede ao pote, porque há três coisas nesse mundo que o cristão tem que andar preparado para evitar se machucar: pedrada de doido, coice de mula e traição nesse tipo de avenças onde os interesses pessoais e políticos falam mais alto.

É capaz da vaca não reconhecer bezerro quando os votos forem depositados naquela caixa de papelão com veleidades de urna e a ventania da disputa ter ficado para trás nas brumas do novo tempo.

O SEXTO ÓBITO POR COVID

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Número de casos confirmados em Manga subiu 76% em dezembro e perspectivas não são boas para janeiro

Imagem ilustrativa

Após uma trégua de dois meses, o coronavírus voltou a fazer mais uma vítima em Manga. Um homem, com idade superior a 80 anos, com histórico antecedente de diabetes, morreu nesta quinta-feira em consequência de complicações do Sars-coV-2, o nome mais recente do coronavírus.

Mais uma entre as 195 vidas ceifadas desde que a pandemia chegou ao Brasil, em fevereiro do ano passado. No mundo, a contagem das mortes se aproxima dos dois milhões de pessoas - o que não é irrelevante sob qualquer critério negacionista que se queira adotar.

A sexta vítima por covid em Manga chegou a ser transferida para uma UTI em Januária, após passagem pelo hospital de Manga, mas não resistiu à agressividade do vírus.

Esse óbito, por sinal, vem após um surto da doença durante o mês de dezembro, inclusive no presídio local - onde houve contaminação de detentos e entre servidores do corpo administrativo da unidade.

TESTAGEM

ANASTÁCIO SEM GPS

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Sem o desejável rito da transição entre o governo que já vai tarde e o que começa, eleito não sabe se terá recursos para bancar compromissos 
Prefeito eleito Anastácio toma posse na noite desta sexta-feira sem conhecer dados do município

O prefeito eleito de Manga, Anastácio Guedes (PT), chega nesta véspera da posse com zero informação sobre as contas e processos do município que começa a administrar a partir da segunda-feira (4). A transição entre os governos que sai e o que entra não aconteceu.

A posse do prefeito eleito e da vice, Cassília Rodrigues (PSB), está marcada para a noite desta sexta-feira (1º), em solenidade na Câmara de Vereadores, antecedida pela tradicional Missa na Matriz de Nossa Senhora Aparecida, no centro da cidade.

MANTENHA DISTÂNCIA - Desta vez, com as devidas medidas de distanciamento social e inscrição prévia da reserva do assento para evitar a propagação do coronavírus que, aliás, anda desembestado na cidade - o número de casos aponta para mais um surto. 

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ASSUNTOS RELACIONADOS:
QUEDA DE BRAÇO NA CÂMARA
JUDICIALIZAÇÃO SEM FIM
A HORA DO TROCO
TRANSMISSÃO DO CARGO SIM. TRANSIÇÃO NÃO
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Um ofício encaminhado por Anastácio para o gabinete do prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim Oliveira (PSD), no dia 8 de dezembro, com a indicação da sua equipe de transição, ficou sem resposta.

Somente na segunda-feira (28), houve uma ligação do prefeito que já era para seu sucessor, com o convite para uma reunião que acabou não acontecendo.

RETALIAÇÃO - Anastácio confirmou nesta manhã que a transição não aconteceu. O petista está convicto de que houve, por parte de Quinquinhas, a estratégia deliberada para deixá-lo no escuro nas primeiras decisões de governo - numa espécie de vendetta com o acontecido há quatro anos - quando os dois estavam em papéis invertidos e também não houve transição.

Capítulos anteriores: no alto, reunião da comissão de transição em 2012. Abaixo (E), Quinquinhas, de saída em 2012, fala na transmissão do cargo. Na imagem 3, Aperto de mão com Anastácio, que deixava o cargo em 2016

Mas há uma diferença importante: em dezembro de 2016, a posse de Quinquinhas estava sub-judice por conta de um processo na Justiça Eleitoral que questionava sua inelegibilidade.

Quando não há a transição, o rito mais comum é o da entrega de relatórios do governo que termina. Trata-se de gesto meramente burocrático e que pouco ajuda, já que dificilmente esse calhamaço de papel - preparado sem nenhum tipo de compliance - será lido ou terá algum tipo de utilidade. Exceto, talvez, pelos extratos bancários. Se tiver.

FRENTE ANTI-PARAQUEDISTA NO SAMU

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Aliados na eleição do Cisrun, Paulo Guedes e Marcelo Freitas alegam o interesse comum no combate à escalada de 'aventureiros' na região

Prefeito de São Romão, Marcelo Meireles ao lado de Paulo Guedes e Marcelo Freitas na briga contra Santiago e os voos lotados de pararquedistas 

Esquentou a briga pelo comando do Cisrun (Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas), a entidade responsável pela gestão do serviço de urgências médicas Samu-192 na região macronorte de Minas.

O prazo para o registro das candidaturas e habilitação para a disputa expirou na noite da terça-feira (29), com a efetivação de três chapas encabeçadas pelos prefeitos Marcelo Meireles (São Romão), Norberto Marcelino Neto (Claro dos Poções) e Mário Osvaldo (Francisco Sá).

Marcelo Meireles (PSDB), como o leitor verá mais adiante, atua como a intersecção entre as visões de mundo opostas e antagônicas dos deputados federais Paulo Guedes (PT) e Delegado Marcelo Freitas (PSL), agora juntos e misturados contra o que alegam ser a invasão de políticos alienígenas sobre o eleitorado de municípios do Norte de Minas. Antes, porém, espaço para a briga de foice no escuro para a eleição do Samu-192.  Siga o fio. 

A comissão eleitoral, presidida pelo prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista Santos, o atual presidente do Cisrun, impugnou ontem mesmo duas delas. As candidaturas dos colegas Norberto Marcelino (Democratas) e Mário Osvaldo Casasanta (Avante), segundo a comissão, continham “anomalias como a inadimplência de alguns municípios” integrantes dessas duas chapas - além da “duplicidade dos nomes de alguns candidatos que estavam inscritos em ambas as chapas”.

FRED O QUÊ? - Numa dessas chapas, constava até mesmo o nome do jornalista Fredy Mendes, que foi confundido com o prefeito eleito de Montalvânia, Fred Lopes França, o Fred do Rally (Podemos), que morava em Goiânia e ainda um ilustre desconhecido na cena política norte-mineira.

Foi o que bastou para que a eleição fosse judicializada já na largada. O prefeito Norberto Marcelino, que é apoiado pelo deputado Santiago (PTB), recorreu ao Judiciário nesta quarta-feira para anular o edital da eleição do Cisrun. Noberto diz que o edital teria erros como a não observância do prazo regimental entre a publicação do edital e a data da eleição, prevista para o dia 12 de janeiro.

CADÊ A LISTA? - Esse interstício, diz o prefeito de Claro dos Poções, não pode ser menor que 20 dias, segundo o estatuto do Consórcio. O prefeito Mário Casasanta, que tem o apoio do deputado estadual Luiz Tadeu Martins, o Tadeuzinho (MDB), também prepara ação para sustar o processo eleitoral.

Entre as alegações, estaria o fato que a comissão eleitoral do Cisrun segurou até às vésperas do prazo final para a inscrição das chapas a relação com os nomes dos municípios aptos a participar do processo eleitoral - além de não divulgar a lista de prefeitos inadimplentes com a entidade.

NÃO PAGOU, NÃO VOTA - O deputado federal Paulo Guedes diz que tudo não passa de choro de perdedor e que o processo é “absolutamente legítimo e transparente”. Segundo o parlamentar, os prefeitos conhecem os ritos para participar da eleição no Samu e que alguns deles têm inadimplências antigas, mas mesmo assim tentam forçar a barra para participar da eleição.

QUEDA DE BRAÇO NA CÂMARA

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A dois dias da posse, partidos enfrentam dificuldades para montar chapas à disputa pelo comando da futura mesa diretora da Casa

No alto, imagem do plenário na Câmara. Em sentido horário, os vereadores Jácia Lopes, Raimundo Mendonça,  Ronny da Ambulância, Gilson 'Tola' Viana, Jacó Cunha, Bio Pimenta, Cibelle da Saúde, Ramon Seixas e Dão Guedes

[ATUALIZADO] - Uma disputa silenciosa tem sido travada em Manga para a eleição da próxima mesa diretora da Câmara de Vereadores. O prefeito eleito Anastácio Guedes (PT) manobra para evitar que seu principal adversário na cena local, o ainda prefeito Quinquinhas de Quinca de Otílio, o Joaquim Oliveira (PSD), consiga o domínio do Legislativo.

Anastácio, contudo, tem o voto garantido de apenas três dos nove vereadores eleitos. Precisa compor para trazer outros dois votos para sua base, no que garantiria a maioria em plenário.

FIEL DA BALANÇA - O site apurou que as conversas não têm avançado muito, mesmo com a adesão do empresário Vinicius Ramos, o Vinicius Interpop, ao projeto de evitar que a futura oposição domine a mesa diretora da Casa pelos próximos dois anos.

O Republicanos, partido de Vinicius Interpop, elegeu dois vereadores e, em tese, tem o papel de ser o fiel da balança na escolha do presidente da Câmara. 

Gilson Francisco Viana, o Tola (300 votos) e Jackson Cunha, o Jacó (280 votos) poderiam dar Anastácio a maioria de que precisa para bloquear os planos de Quinquinhas de lhe causar embaraços na primeira metade do mandato. 

ESPÓLIO - Vinicius manobra para herdar o espólio político do grupo liderado pelo quase ex-prefeito Quinquinhas (faltam só 48 horas para Manga virar essa triste página). Condenado à perda dos direitos políticos por 10 anos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Quinquinhas virou ficha suja e deve sair de cena da política manguense.

Ou não, porque a Justiça é uma velha senhora cega, por vezes, quase nunca linear em seus desígnios. De toda face, o carimbo de ficha suja é daquelas cicatrizes que políticos não conseguem raspar do currículo.        

ESQUERDA? TÔ FORA - O problema aqui é que Jacó Cunha, vereador em primeiro mandato, tem perfil ideológico de extrema direita e já declarou que não aceita composição com o PT - nem mesmo para ser o indicado do grupo do prefeito para o cargo de presidente da Casa.   

Os partidos da base do prefeito Quinquinhas conquistaram quatro das nove cadeiras da Câmara e basta conseguir a adesão de Jacó para formar a maioria que lhe permite eleger o próximo presidente da Casa. Mas aqui começam as dores de cabeça.  

MUTUCA É QUE TIRA O BOI DA MOITA

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Poderes saem em férias mesmo com incertezas com segunda onda da covid, começo da vacinação e falta de opção para auxílio emergencial  


A marcação do tempo em calendários - com dias, meses e anos - é dessas invenções/convenções que melhoram a experiência humana. A ideia de que um período acaba para dar lugar a outro é boa porque renova as esperanças e a crença de que o futuro nos reserva algo melhor.

Que o ano de 2021 seja muito bem-vindo e promissor para o país - a despeito da carga inédita de incertezas que traz junto com o seu advento.    

Uma delas é o que será da economia brasileira com o fim do pagamento auxílio emergencial encerrado hoje.

O que o governo Bolsonaro vai colocar em seu lugar para evitar que 60 milhões de brasileiros pulem da pobreza já quase extrema para a miséria em grau máximo – quando não se tem segurança, por exemplo, sobre a próxima refeição.

O país terá a vacina contra o coronavírus, mas para quando, se países bem menos significantes que o Brasil no tabuleiro das nações já começaram a imunizar seus nacionais?

TENHO NADA COM ISSO

Para piorar, o presidente da República parece se esforçar diuturnamente para espalhar sandices e incentivar a população a evitar a vacina – especialmente com essa conversa sem propósito de que não vai tomar a proteção nem se responsabiliza por seus efeitos colaterais.  

De volta ao auxilio emergencial, a medida foi pensada para enfrentar os efeitos econômicos gerados pela pandemia do Sars-CoV-2 no país e é consenso entre os economistas de que os quase R$ 300 bilhões distribuídos para cerca de 68 milhões de pessoas efetivamente evitou que o PIB do país tivesse um tombo em 2020 do qual teria dificuldade de levantar.

Hoje a Caixa Econômica para a última parcela no valor de 300 reais aos trabalhadores informais.

A virada do calendário para 2021 não garante nenhum milagre para esses 60 milhões de brasileiros que, tudo indica, serão jogados à própria sorte.

MILHO AOS POMBOS

TEMPO DE MILAGRES

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Com inauguração da ampliação do mercado municipal, Quinquinhas se livra do carimbo de prefeito zero-entregas antes de sair de cena 

Prefeito Quinquinhas em frente a um templo evangélico na inauguração da expansão do mercado: corrida contra o tempo para deixar inauguração no currículo  

[ATUALIZADO] - E o milagre aconteceu e nem dispensou o tom de farsa, com o prefeito de Manga, Quinquinhas de Quinca de Otílio (PSD), e sua turma, a inaugurar às pressas a expansão do Mercado Municipal, na tentativa de salvar o mandato no quesito obas, vejam meus três leitores, justamente em frente a uma placa a igreja evangélica Templo dos Milagres. Deus é bom! O tempo todo e, tudo indica, dono de leve senso de humor naquilo que determina.

Peço ao leitor para dar um zoom na foto e se deliciar com o momento. O péssimo espetáculo sai de cena nesta quinta-feira. Depois da foto, aos fatos. 

Quinquinhas inaugurou no final da manhã da segunda-feira (28/12) a ampliação do Mercado Municipal - obra iniciada na gestão anterior, do agora prefeito eleito Anastácio Guedes (PT), paralisada por quase três anos e retomada pela atual administração com a proximiade da quadra eleitoral de 2020.

O evento de inauguração foi de claro alívio para a militância da turma da Prefeitura, que finalmente conseguiu comemorar alguma coisa - ainda que tivesse, por decência, de dividir o mérito com os adversários na política.

Por muito pouco o atual gestor quase deixa o cargo sem descerrar o pano de uma inauguração - aquela que é a motivação por excelência da vida de qualquer homem público.

Piloto da pior administração que o município conheceu em 50 anos no rubrica obras entregues, Quinquinhas sai de cena com duas realizações no portfólio - isso no sentido lato sensu, por que aquelas reformas de creche e escola vamos combinar que não valem.

Além do mercado, Quinquinhas inaugurou ainda a UBS do Bairro Tamuá há algum tempo. Quando se deu conta de que seu mandato ia passar em brancas nuvens, ele correu para concluir esses dois equipamentos públicos - sob pena de passar vexame. 

Como nada é perfeito, as duas entregas foram herdadas a meio caminho da gestão do prefeito anterior, Anastácio. Da iniciativa mesmo do atual prefeito, há o calçamento parado da Avenida Luiz Saul de França e um asfalto não concluído no Bairro Novo Cruzeiro. É pouco, é quase nada para quem passou quatro anos na flauta.   

De volta à ampliação do Mercado Municipal, a atual administração recebeu a obra com as etapas de Infraestrutura e superestrutura concluídas e teve o mérito (sim, o mérito) de ter dado seguimento à construção desse equipamento público tão esperado pela população. 

Vamos combinar que o velho mercado já não atendia sua finalidade, sempre sujo e mal cuidado, além de envergonhar a cidade com o esgoto a céu aberto que durante muito tempo incomodou quem passava por ali.  

Se o ainda prefeito de Manga tivesse concluído todas as obras que Anastácio deixou semiacabadas ou pela metade, talvez tivesse sido reeleito para mais um mandato. 

HOMENAGEM