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BOLSONARO ABRE CAIXA DE PANDORA E MIRA NA ESPERANÇA

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Cada vez mais isolado, presidente tenta ‘abraço do povo’ em ato desesperado no Sete de Setembro

Homem revira container de lixo em Brasília na busca por comida: governo parece não ter planos para a miséria galopante 

Jair Bolsonaro sabe o que fez nos verões passados. Tem consciência de que cometeu - e comete continuamente - crimes contra o país.

Sabe ainda que seu governo é absoluto fracasso para todo lado que se olhe, ainda que os áulicos da picaretagem evangélica, agrotrogloditas, milicos e soldados rasos das forças estaduais compareçam em romaria à porta do seu Palácio para hipotecar juras em contrário.

Em claro ato falho, durante comício numa igreja evangélica em Goiânia, ele deu o tom do que ameaça o seu conturbado espírito:

"Tenho três alternativas para o meu futuro: estar preso, morto ou a vitória. Pode ter certeza que a primeira alternativa não existe. Estou fazendo a coisa certa e não devo nada a ninguém", afirmou.

Reduzir seu futuro ao status de quem está encurralado como o presidente fez na frase acima é uma temeridade só passível aos incautos ou ingênuos - o que não é o caso. Mas ele conseguiu expor a fragilidade em que se enxerga, convencido de que é vítima de uma tentativa de golpe - embora nada existe a corroborar esse fato.

O objetivo?: incitar o 'povo' a fazer uma revolução em seu favor, quem sabe já no feriado nacional.  

CRIMES A GRANEL

Encurralado, Bolsonaro ainda não está. Só se isola a olhos vistos dos políticos, do empresariado, e mesmo do povo que percebe sua ingerência na atual quadra de infortúnios que assola o país.

O que há, de fato, é sua convicção de que o Judiciário tem meios para barrar sua malograda passagem pela Presidência da República via da cassação eleitoral ou, noutra vertente,  pelos muitos crimes de responsabiliadde que seriam facilmente comprovados em seu desfavor, como os que têm sido evidenciados pela CPI da Corrupção.

Há, ainda, elementos críveis de crimes cometidos por dois dos seus três filhos na política. 

O levante que Bolsonaro anuncia para o feriado nacional do 7 de Setembro é a busca desse ‘abraço com as massas’, na tentativa de intimidar seus adversários - reais ou imaginários - sobre qualquer avanço sobre seu mandato ou de obstrução da sua reeleição.

Some-se a isso o medo real de que uma operação surpresa alcance o vereador Carlos Bolsonaro por conta do envolvimento no inquérito que investiga a prática se espalhar fake news para desestabilizar o equilíbrio entre os poderes da República.  

É o comportamento esquizofrênico do presidente que o leva a crer que a Polícia Federal vai bater na porta do Palácio do Alvorada ou na casa de um dos seus rebentos em qualquer manhã dessas, embora essa possibilidade não esteja em questão sob qualquer cenário de curto ou médio prazo.

ESCOLHAS RUINS

Por critério de justiça, é preciso dizer que ele pegou um país com as contas atrapalhadas e teve a infelicidade de ser obrigado a administrar a pandemia do coronavírus - evento bem superior aos seus parcos limites.

Sim, Bolsonaro é azarado e bronco. Mas nem é isso que explica seu malogro: há muita gente ruim por aí que tem pelo menos o insight de se cercar de pessoas competentes para realizar um bom governo.

Não é o caso de Bolsonaro. Ele fez péssimas escolhas e, entre elas, a história meio bobinha de que teria um Posto Ipiranga para mitigar seu analfabetismo na economia e quase tudo que fuja ao binômio esquerda X direita ou comunismo X cidadão de bem.

Esse é o mundo em preto e branco visto da perspectiva de Bolsonaro.

COME CAVIAR, ARROTA BACABA

O MUNICÍPIO QUE ENCOLHE

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Manga vê população reduzir e envelhecer desde a virada do século, com efeitos na economia e baixa perspectivas para o 1º centenário

Praça com o prédio da Prefeitura de Manga ao fundo: população cai ano após ano

A caminho da efeméride que comemora o primeiro centenário da sua criação, o município de Manga recebe uma notícia incômoda da estimativa populacional que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na sexta-feira (27).

O estudo, que tem a data de 1º de julho como referência, mostra que o município perdeu 1.762 habitantes desde a realização do último censo, em 2010. O IBGE não inclui as mortes pela pandemia do coronavírus nesse estudo, que até aqui beiram os 600 mil óbitos no país.

Manga saiu de 19.813 habitantes há 11 anos para os atuais 18.051 apontados pelo IBGE. Vale a ressalva de que,  sem a realização do censo demográfico, o que se tem é estimativa com espaço para variações - ainda que pequenas - para cima e para baixo. No censo do ano 2.000, na virada do século, o município contava com 21.959 moradores. Agora, tem cerca de 3 mil almas  a menos. 

DESCASO

O Brasil deixou de realizar o censo decenal no ano passado, em razão da pandemia do coronavírus, e o adiou novamente este ano, para 2022, por problemas de caixa e um certo descaso do governo de Jair Bolsonaro com a ciência e os dados fundamentais para orientar políticas públicas e o planejamento do futuro do país.

A perda de população em Manga, obviamente, não é fato isolado. Muitos municípios do semiárido mineiro passaram por encolhimento semelhante, no que demonstram tendência para inviabilidade econômica ao longo do tempo (o tamanho da população serve como indicador para repasses federais do Fundo de Participação dos Municípios).

Para ficar em um exemplo oposto sobre como a redução da população não é a regra, o município de Jaíba, ali do lado, que se emancipou de Manga em 1992, teve incremento de 6,2 mil habitantes desde o último censo demográfico - em 2010. Quando se olha para um período de tempo maior, Jaíba, que é sede de um dos maiores projetos de irrigação do país, ganhou 12.563 habitantes desde o censo do ano 2000 e agora se aproxima dos 40 mil moradores.

Jaíba, por sinal, caminha para se tornar polo regional na produção de energia solar. Com uma economia forte, e apesar de estar situada no mesmo semiárido, o município atrai pessoas em busca de trabalho e construção de sonhos, no que gera riquezas e expectativas mais confiantes em relação ao seu futuro.

 

Comparativo das pirâmides etárias de Manga nos censos de 2.000 e 2.010: encolhimento da base e população mais velha

NÃO SAI DO LUGAR

DONO DE JAVAPORCO CONTESTA BLITZ

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Produtor alega desconhecimento sobre proibição da criação da espécie em cativeiro, reclama de multa e fala em desemprego após medida

O agroempresário Edvaldo Lopo Alckmin, dono da fazenda modelo Vista Alegre, em Manga, reclama, em nota que fez circular nas redes sociais, da atuação conjunta do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) que resultou em auto para o arresto de 227 cabeças do animal híbrido conhecido como javaporcos.

Os animais, por enquanto, permanecerão na fazenda Vista Alegre, com o proprietário na condição de fiel depositário. O Ibama, contudo, deve autorizar o abate do lote apreendido na operação da última quarta-feira (25) em Manga, porque o javaporco é classificado como espécime de alto risco ao meio ambiente e à sanidade da fauna nacional – além de ser causador de grandes estragos em plantações quando os rebanhos ficam fora de controle.

A inspeção dos órgãos ambientais na Fazenda Vista Alegre derivou ainda em multa no valor de R$ 47 mil ao produtor, autuado por manter a guarda de animal exótico com finalidade econômica. Edvaldo diz que vai recorrer da multa imputada pelo órgão federal e se diz injustiçado com a autuação.

O produtor diz ter sido alvo de denúncia e que, ao chegar à fazenda, os fiscais da inspeção nada encontarram - a não ser a criação de javaporcos, que ele diz ser autorizada pelos órgãos ambientais. Edvaldo diz praticar em sua pocilga todas as condições sanitárias, cobertura, alimentação e fonte de água e que está disposto a recorrer aos fóruns adequados para reverter a multa e a decisão que determinou o arresto e sacrifício dos animais. 

“Esse é o nosso país. Se confirmadas as ações do Ibama e do IMA vai sobrar o prejuízo alto e a demissão de três funcionários e país de família. Sem falar no encerramento da atividade, que é parte da integração sustentável com aproveitamento do soro, produção de gás metano e da adubação orgânica por ferti-irrigação que temos na fazenda”, ele diz.

DESCONHECIMENTO

Segundo Edvaldo, sua criação de javaporcos está ativa há aproximadamente 15 anos, após ter recebido, via a doação, um casal desses animais com as características agora contestadas pela fiscalização ambiental.

“Apreenderam quase todos meus porcos, especialmente aqueles que tinham traços visuais de javaporco e me multaram em R$ 47 mil numa primeira visita e sem qualquer chance de adequação. Deixo claro que minhas atividades têm autorização ambiental, inclusive para criação de porcos”, diz a nota.

Mosaico: norticias.com.br

Imagens da pocilga da Fazenda Vista Alegre e dos porcos apreendidos após inspeção ambiental

O produtor alega desconhecimento da legislação que proíbe a criação de javaporco ou animais com qualquer traço da espécie. Edvaldo Alckmin escora seu argumento no fato de não ter sido incomodado pelos escritórios locais do IMA, da Emater (que não tem poder de fiscalização), autoridades municipais, Sistema Faemg, além de professores universitários, veterinários e todo tipo de visitante e prestadores de serviços que passam habitualmente pela Fazenda Vista Alegre e nunca comentaram a ilicitude da atividade.

“A reprodução sempre foi dentro da própria criação, com porcos mestiços. Nunca entrou animal da fauna silvestre ou houve qualquer risco ao meio ambiente, muito menos a sanidade, muito pelo contrário. Que o diga o IMA, que nos fiscaliza constantemente e tinha total conhecimento da criação”, protesta.

AGRESSIVOS

O javali e sua derivação em javaporco selvagem são dos poucos animais da fauna nacional com autorização para captura e abate a tiros na chamada prática de caça esportiva. A criação de rebanhos de javalis e javaporcos selvagens é proibida no país porque é fonte de prejuízos e preocupa agricultores.

O Senado Federal avalia atualmente projeto de lei de autoria senador Wellington Fagundes (PL-MT), que autoriza o controle populacional de espécies exóticas invasoras nocivas.

A matéria estabelece condições para o consumo, assim como a distribuição e comercialização de subprodutos desses animais. A motivação principal da proposta é oferecer meios de combater a reprodução descontrolada e nociva do javali europeu em território nacional.

AMEAÇA

NA DOSE CERTA

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Com vacina em número superior à população, Manga tem dias mais tranquilos, sem registro de óbitos há mais de mês

Em linha com o que acontece em pelos 30% dos 5.570 municípios brasileiros, Manga, no extremo Norte de Minas, não contabiliza óbitos com a causa mortis covid-19 há 38 dias. O último registro de morte pelo coronavírus aconteceu no dia 12 de julho, quando foi notificada a 27ª vítima fatal da pandemia no município.

O único hospital de Manga, referência para a Sars-Cov-2 na microrregião formada por seis municípios (Manga, Montalvânia, Miravânia, Juvenília, Matias Cardoso e São João das Missões), chegou a ficar quatro dias com zero ocupação na ala covid na semana passada.

A boa notícia é que este é o maior intervalo sem mortes-covid desde o agravamento da pandemia no início deste ano. Segundo o presidente da Fundação Hospitalar de Amparo ao Homem do Campo, Edilson Silva Pinto, o Saruga, a unidade abre esta semana com apenas um paciente internado para suporte ventilatório.

CAOS NO RETROVISOR

Um quadro bastante diverso daquele vivido durante o mês de março, quando houve ameaça de suspensão no abastecimento do oxigênio medicinal e falta dos medicamentos imprescindíveis para o tratamento da covid-19 e a intubação de pacientes. No auge daquela crise, chegou-se a temer a possibilidade de não ter para onde enviar os casos mais graves da doença, porque hospitais de toda a região enfrentavam drama parecido.

O alívio nas notícias ruins relacionadas à pandemia, que tiveram seu pior momento entre os meses de março e abril deste ano, claro, está relacionado ao avanço da vacinação. O município recebeu até agora 18.530 doses de imunizantes contra a covid. Desse total, foram aplicadas 16.147 doses, somadas às primeiras e segunda etapas da vacinação.

COBERTURA

SALTO FORA DAS QUATRO LINHAS

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Em escalada inédita na insanidade, Bolsonaro faz tanque de guerra desfilar na Praça dos Três Poderes, às portas do Congresso e STF
Jair Bolsonaro tenta diariamente superar o dia anterior em tibieza e despreparo. Na terra arrasada em que o país se transformou durante a pandemia, se 
recusou, pelo menos oficialmente, a tomar a vacina contra a covid quando todos os chefes de Estado que importam no mundo o fizeram para sinalizar responsabilidade com seus respectivos povos ante a calamidade da pandemia da covid-19.

Aqui, o mandatário optou entrar na contramão por puro negacionismo e estupidez, embora oficialmente tenha dito que optou por ficar no fim da fila e dar o exemplo de líder que nunca será. De todo modo, decisão de foro íntimo.

No coletivo, contudo, o triste desgoverno Bolsonaro vai encurralando o país, para vergonha dos adesistas de primeira hora - que agora tentam sair de fininho com notas vazias e cobranças inócuas.

O governo brasileiro lidou mal com a maior crise sanitária da história e o resultado é conhecido: preferia comprar vacinas de picaretas a investir o dinheiro dos contribuintes em laboratórios reconhecidos internacionalmente - sem falar da briga tola e irresponsável contra o distanciamento social e a nomeação de um general incompetente para uma função que não estava preparado.

TANQUES NA ESPLANADA

BOLSONARO QUER O PAÍS NAS CORDAS

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Quem viu o lucro dos grandes grupos empresariais e do sistema financeiro nas últimas semanas reluta a acreditar que tais desempenhos se dêem em um país ainda estraçalhado pelos efeitos da maior tragédia humanitária dos tempos modernos - são mais de 60 milhões brasileiros na miséria e outras mais de 600 mil mortes de vítimas da covid.

Já seriam dramas suficientes para impactar qualquer povo, mas o Brasil ainda passa pelo gravame de contar com um político doido de pedra e mau caráter no comando da Nação. Não é uma coincidência fortuita nem bem-vinda para o futuro do país essa ascensão de uma extrema direita xiita ao poder em dias tão aziagos.

Também não é fortuito a obsessão do presidente Jair Bolsonaro em não deixar o poder ao final do seu mandato. Ele sabe os delitos que cometeu nos verões passado e que comete diariamente contra a democracia, contra a toda institucionalidade e a harmonia entre os poderes da República.

Sem falar nas suas omissões também criminosas em relação à tragédia da pandemia, o negacionismo em relação à covid e a recusa em cuidar da emergência sanitária com o rigor que ela merecia.

O Brasil tinha meios para ter se saído melhor na gestão da pandemia e só não o fez porque Bolsonaro claramente sabotou todas as medidas para o seu enfrentamento, na suposição de que o travamento da economia prejudicaria seu projeto de reeleição.

TUMULTO

ARRUDA NA ESTRADA

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Ex-prefeito de Januária faz ‘defesa oral’ na Câmara pela aprovação das contas do ano de 2012 e diz que venceu “indústria do denuncismo” após "sofridas batalhas judiciais"

Maurílio Arruda discursa na tribuna da Câmara de Vereadores de Januária: batalhas para aprovar inocência 

O ex-prefeito de Januária e advogado Maurílio Arruda avalia que chegou ao fim o último círculo das denúncias que enfrentou quando comandou o município (2009/2012). “Uma a uma fomos vencendo nos tribunais todas as denunciações caluniosas que sofremos naquele período”, comemora.

Segundo o ex-prefeito, ele agora responde a apenas um dos processos remanescentes da sua passagem pelo cargo, mas está confiante de que vai refutar todas as acusações e conseguir provar sua inocência.

Arruda chegou a ser preso pela Polícia Federal em pelo menos quatro ocasiões, uma delas em setembro de 2016, quando participava da campanha eleitoral para prefeito do município - ele foi obrigado a deixar a disputa. O ex-prefeito foi detido novamente em agosto de 2017 pelo então delegado e agora deputado federal Marcelo Freitas (PSL). A acusação era de fraude em licitações para pavimentação de ruas.

A TODO VAPOR

Uma das poucas ‘pendências’ em torno da biografia, diz o ex-prefeito, era a aprovação das contas do seu único mandato. Na sexta-feira, 23, ele compareceu à sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Januária para fazer sustentação oral pela aprovação da prestação de contas relativas ao ano de 2012, o último do mandato.

Em tempo, os atuais vereadores ratificaram o relatório do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais que indicava a aprovação das contas sem ressalvas, numa noite em que o ex-prefeito foi a estrela da Casa.

Os anos fora de cena não tiraram do ex-prefeito a força de sua oratória nem abalaram o superdimensionado ego que marca sua controvertida personalidade. Arruda aproveitou os holofotes para trazer à baila reminiscências e agradecimentos a antigos aliados, além de mandar mensagem cifrada aos seus desafetos do tumultuado período em que transitou pela política.     

Na sua fala da tribuna da Câmara, Arruda lembrou a “indústria do denuncismo” da qual diz ter sido vítima e que ainda estaria “que permeia a todo vapor nas esquinas, a despeito da pandemia do Coronavírus”.

Durante sua fala, o advogado Maurílio se dirigiu ao atual vereador Luiz Carlos Lopes de Jesus, o Luiz do Pequi (Pros), para incentivá-lo a também pugnar, travar embate, na busca pela restauração da verdade sobre fatos daqueles períodos.

RETORNO?

GUEDES DIZ SER "PILATOS NO CREDO"

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Deputado nega participação em negociação para compra de vacinas e diz que só ajudou correligionários em momento dramático da pandemiaCitado em documento em mãos da CPI da Covid, Paulo Guedes diz que só participou de reunião virtual com prefeitos para oferta da vacina     

A assessoria de comunicação do deputado federal Paulo Guedes (PT/MG) emitiu nota no início da noite da segunda-feira (19/8) para explicar a citação do nome do parlamentar em matéria exibida ao longo do último final de semana pelo canal de notícias CNN Brasil.

Guedes foi citado numa troca de mensagens entre Cristiano Carvalho, representante da Davati Medical no Brasil, e Luiz Dominghetti, o cabo da Polícia Militar de Minas Gerais que se jactava de ser preposto da mesma empresa na venda de vacinas das farmacêuticas AstraZeneca e Janssen em solo nacional.

A dupla Carvalho e Dominghetti é a mesma que expôs ao ridículo o governo do presidente Jair Bolsonaro que, por muito pouco, não realizou pagamentos da ordem de US$ 1,6 bilhão por vacinas que eles não tinham como entregar. Além de oferecer imunizantes de que não dispunham com o Ministério da Saúde, Carvalho e Dominghetti também negociaram com governadores e prefeitos de vários estados do país.

FACHADA

A troca de mensagens entre os dois apareceram nos documentos que estão em poder da CPI da Covid. Em uma das trocas de mensagens via Whatsapp o nome do petista Paulo Guedes é citado como sendo o responsável por repassar ao suposto emissário do laboratório americano Jhonson & Jhonson o contato do prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (Cidadania), principal cidade do Norte de Minas, que teria demonstrado interesse na compra das vacinas. 

Numa conversa entre Carvalho e o cabo Dominghetti há o questinamento se o interesse Humberto Souto foi por indicação da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Carvalho responde: - Que eu saiba, o deputado Paulo Guedes, de Minas Gerais, passou o meu contato. Não fui procurado por ninguém da FNP até agora ou falando em nome dela.

Em sua nota, o deputado diz que nunca falou com Cristiano Carvalho e o militar Luiz Dominghetti e que não participou de qualquer negociação de compra de vacinas.

“O único contato que tive relacionado a este assunto foi em reunião virtual com a presença de alguns prefeitos do Norte de Minas, realizada no dia 20 de março, a convite do advogado Antônio Olímpio, que é filho de um amigo. Naquela reunião, o Sr. Cristiano Carvalho se apresentou como representante da empresa Davati para venda de vacina. Ali fizemos muitos questionamentos e, é claro, não houve nenhuma negociação”, explicou Paulo Guedes.

Fac-simile de imagens em poder da CPI da Pandemia com as conversas entre  Carvalho e Dominghetti

Segundo o deputado, logo em seguida, três dias depois, o advogado Antônio Olímpio teria enviado mensagem via Whatsapp em que o informava ter descoberto que se tratava de uma empresa de fachada. Na mensagem, Olímpio pedia desculpas às pessoas envolvidas com o assunto e avisava aos prefeitos que desconsiderassem as propostas da Davati. “Tudo acabou ali mesmo”, acrescenta Guedes.

MEA-CULPA

A OUTRA QUESTÃO MILITAR

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Enquanto o mundo faz o ajuste de rota para tocar a vida no pós pandemia, o Brasil segue sem governo e sem esperanças - sob o risco de vir a ocupar o pódium do país com o maior número de habitantes mortos pelo coronavírus no mundo. O horizonte de curto prazo para o país também segue incerto, ante a perspectiva de que os brasileiros vão enfrentar um apagão de energia por derrapadas na gestão.

Aos horrores todos desse cotidiano de fome para milhões de brasileiros, com desemprego na máxima histórica e inflação indicando sair de controle, há a recorrente e clara ameaça do presidente Jair Bolsonaro de realizar a ruptura democrática, com a agravante da postura de esfinge das forças armadas.

Há um claro retrocesso nessa seara. Após a definição constitucional de 1988 de que as forças armadas teriam papel restrito à defesa do território e às ameaças externas - além da garantia constitucinal em plano interno -, os fardados cada vez mais se arvorando ao papel de pais da pátria e condutores dos destinos da população.  

Nesse diapasão, o país é seara de crises permanentes e assim será em 2022, ano da disputa presidencial, essa mesma que Bolsonaro agora promete melar se não for ele o vencedor - e tudo indica que não será, após a tragédia humanitária que pode vitimar 2 milhões de vidas no país somente neste ano (o espantoso número inclui todas as causas, inclusive os assassinatos que voltaram a subir após o alívio dos últimos tempos).

CRISES

As crises, a bem da verdade, entraram na nossa rotina desde 2013 - quando a então presidente Dilma Rousseff enfrentou os protestos de junho - o ponto de partida para seu futuro impeachment já no segundo mandato, em 2016.

Pouca gente se dá conta disso, mas a eleição para mandatos consecutivos de Dilma, ex-guerrilheira com militância contrária à ditadura instalada no país após o golpe militar de 1964, irritou aquela parcela de fardados que não se conformara ainda com a volta do país à normalidade democrática.

Os governos Dilma foram, de certa forma, a chocadeira que iria parir Bolsonaro, obviamente que ajudado por uma série de fatores ardilosamente montados para criar em parcela da população o ódio mortal ao PT e às esquerda, somados aos desmandos da operação Lava-Jato, corte para o ex-juiz Sérgio Moro, aquele pulou o corguinho legal para retirar o nome do preferido do eleitor das urnas eletrônicas.

Mas não só isso. A presença de Dilma no centro do poder tiniha servido para retirar da cova rasa em que fora sepultada a bobagem do avanço comunista no país. Aquela mesma ameaça comunisa que detonara o golpe de 1964.

ESSA CADEIRA É MINHA

ANASTÁCIO VAI AO GUICHÊ DO BDMG

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Derrotado em 2015 ao tentar financiamento no banco de fomento, petista consegue agora aprovação unânime de vereador para contrair dívida de R$ 2 milhões

Praça da Prefeitura em Manga: prefeito consegue aval da Câmara para contrair dívidas junto ao BDMG 

A Câmara de Vereadores de Manga, no extremo Norte de Minas, aprovou - por unanimidade - na manhã da última segunda-feira (12/7), a autorização legislativa solicitada pelo prefeito Anastácio Guedes (PT) para contratar empréstimo no valor de R$ 2 milhões junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), o banco de fomento do Estado.

O financiamento vincula receitas futuras do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) como garantia real para a concessão do crédito junto ao banco de fomento mineiro pelos próximos 78 meses.

CALÇAMENTO

Na proposta encaminhada à Câmara, Anastácio não especificou onde o recurso será gasto, mas a linha BDMG Urbaniza delimita a utilização do dinheiro em obras civis de construção de faixas exclusivas de rolamento, calçadas, ciclovias, praças, sinalização e abrigos nos pontos de parada de transporte público coletivo urbano de passageiros.

Outra opção é a pavimentação de vias urbanas já atendidas com serviços de água e esgoto e serviços de infraestrutura e instalações operacionais de drenagem urbana de águas pluviais, além da contenção de encostas instáveis e a recuperação de várzeas.

Para simplificar, Anastácio vai calçar ruas, mas só vai definir quais serão na elaboração do projeto-base que o BDMG vai exigir para liberar o dinheiro, em caso da aprovação do financiamento.

TANTO BATE ATÉ QUE FURA...

Esta é a terceira vez que o município tenta a autorização legislativa para tomar o empréstimo junto ao BDMG. Na primeira delas, em 2015, o então prefeito Anastácio, em primeiro mandato, foi derrotado quando pretendia contratar R$ 800 mil destinado à pavimentação de ruas nos bairros Arvoredo, Nova Brasília e Cruzeiro.

Posteriormente, em 2019, o ex-prefeito Quinquinhas de Quincas de Otílio (PSD), o Joaquim do Posto, também tentou aprovar o mesmo financiamento, só que em valor bem maior, de R$ 2 milhões. Os tropeços de Anastácio e Quinquinhas na tentativa de contrair dívida junto ao BDMG nos mandatos anteriores se deram porque faltava a ambos, nas duas ocasiões, algo bem simples: votos suficientes na Câmara Municipal.

Não falta mais. A proposta atual foi aprovada por unanimidade, com adesão até mesmo dos vereadores da oposição - agora em minoria e que parecem ter sido abandonados à própria sorte pelo ex-prefeito Quinquinhas, um líder que aparentemente não lidera mais a sua turma.

FI-LO PORQUE QUI-LO

Questionado por que contrair dívida em um momento em que o município acaba de receber o repasse de R$ 1,5 milhão do governo estadual, com origem no bilionário acordo de indenização com a mineradora Vale pelos estragos ambientais causados pelo rompimento da Barragem de Brumadinho, o prefeito Anastácio diz que “o município tem necessidade do recurso e que a administração tem maioria na Câmara de Vereadores”. Segundo o petista, sua administração não teria motivos para deixar de aderir à chamada do BDMG.

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A Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprovou esta semana, também a toque de caixa, emenda à Constituição estadual que autoriza o Estado a fazer rateio de R$ 1,5 bilhão entre os municípios a título de transferências extraordinárias de recursos. A distribuição desse valor bilionário é proporcional à população de cada município.

No caso de Manga, que tem menos de 20 mil moradores, a fatia desse bolo corresponde a R$ 1,5 milhão. O recurso, vale frisar, não tem destinação carimbada e os prefeitos poderão gastá-lo onde e como quiserem. Anastácio parece inclinado a investir a grana extra em calçamento, tipo de obra de execução rápida e de fácil visibilidade pela população.    

JUROS CAROS